Programação gratuita acontece no contexto da Semana do Meio Ambiente Inhotim e promove debates sobre biodiversidade, cooperação, cultura, e alianças mais que humanas, por meio de conferências e diálogos
O Instituto Inhotim realiza, nos dias 6 e 7 de junho de 2026, a 3ª edição do Seminário Internacional Transmutar, encontro que articula as três frentes de atuação da instituição: arte, natureza e educação em uma programação voltada às relações entre ecologia, cultura, ciência e território.
Com convidados do Brasil e do exterior, o evento reúne conferências, diálogos, situações artísticas e ações coletivas que abordam temas como regeneração ambiental, biodiversidade e práticas de cuidado. Gratuito para visitantes, os ingressos podem ser retirados na plataforma Sympla, e prevê emissão de certificado para os participantes que assinarem a lista de presença das conferências.
Com o título Transfluências, inspirado na obra do pensador quilombola Antônio Bispo dos Santos, conhecido como Nêgo Bispo, a edição de 2026 propõe encontros entre diferentes áreas do conhecimento e experiências ligadas à cooperação e alianças mais que humanas. A programação celebra a 22ª Semana do Meio Ambiente no Inhotim e convida o público a refletir sobre formas de coexistência e transformação a partir da circularidade entre saberes de diferentes origens.
“O Transmutar nasce do que acreditamos ser o coração da instituição: a ideia de que arte, natureza e educação não se separam. Não há conservação sem diálogo, nem regeneração sem confluências. Ao reunir vozes e saberes de diferentes ordens e lugares, para pensarem em conjunto, o Inhotim evidencia que uma das respostas para os desafios da vida na Terra está no que Nego Bispo nos ensinou a reconhecer”, celebra Alita Mariah, diretora de natureza, operações e infraestrutura do Instituto.
Entre os destaques da programação está a participação do escritor e pesquisador italiano Stefano Mancuso, referência internacional nos estudos sobre inteligência das plantas e publicado no Brasil pela editora Ubu. A vinda de Stefano Mancuso ao Brasil é uma realização da Ubu Editora, em parceria estratégica com Istituto Italiano di Cultura di San Paolo, Sesc São Paulo, Sesc Rio de Janeiro, Unesp, Escola da Cidade, Instituto Inhotim e Consulado-Geral da Itália em Belo Horizonte.
O seminário contará ainda com nomes como o arqueólogo e antropólogo Eduardo Góes Neves, a pesquisadora queniana Sharon Kogo, a comunicadora e gestora cultural colombiana Ana Ochoa Acosta e os artistas Sallisa Rosa, Walla Capelobo e Rose Afefé.
O que é o Transmutar
Realizado pelo Inhotim, o Seminário Internacional Transmutar é um espaço de encontro entre arte, natureza e educação, organizado a partir de debates contemporâneos sobre conservação, cultura, ciência e sociedade. A cada edição, o evento reúne pesquisadores, artistas, educadores, cientistas e agentes culturais em torno de práticas e reflexões que cruzam questões ambientais, sociais e políticas do presente.
Em 2026, o evento integra a programação comemorativa dos 20 anos do Inhotim. “O Transmutar 2026 chega em um momento muito especial , em que celebramos 20 anos do Inhotim com o pensamento de Nêgo Bispo como bússola. Bispo nos ensinou que natureza e cultura não se separam, que território é memória viva, que resistência se faz em comunidade. Transfluências é nossa homenagem a essa visão: um convite para que artistas, cientistas, escritores, educadores e lideranças de diferentes partes do mundo se encontrem aqui, neste território, e imaginem juntos outras formas de existir e cuidar da Terra”, destaca Júlia Rebouças, Diretora Artística do Inhotim.
Sobre a programação
No sábado, 6 de junho, o escritor e pesquisador italiano Stefano Mancuso participa da conferência Cooperação, ao lado do ecólogo Fabio Scarano, em uma conversa sobre tempo, crise climática, futuro e inteligência das plantas como modelo para formas de coexistência. Fundador do Laboratório Internacional de Neurobiologia Vegetal da Università degli Studi di Firenze, Mancuso é referência mundial nos estudos sobre inteligência das plantas e recebeu, em 2018, o Prêmio Galileo pelo livro Revolução das plantas, publicado no Brasil pela editora Ubu.
Ainda no sábado, 6 de junho, a pesquisadora queniana Sharon Kogo participa do diálogo Conservação – Iniciativas colaborativas de conservação. Sharon é gerente de conservação da Botanical Gardens Conservation International (BGCI), organização sediada no Reino Unido que articula ações de conservação em mais de 100 países. Atua em projetos de restauração ambiental e conservação de espécies nativas em países como Quênia, Etiópia, Ruanda e Uganda.
No domingo, 7 de junho, o arqueólogo e antropólogo Eduardo Góes Neves participa, ao lado de Sue, da conferência Agência, dedicada às relações entre passado, território e tecnologias de cuidado. Professor titular da Universidade de São Paulo (USP), Góes Neves desenvolve pesquisas voltadas à arqueologia amazônica e às relações entre sociedade, território e ecologia histórica.
Também no domingo, a programação conta com o diálogo Regeneração – Práticas para regeneração de territórios, reunindo conversas voltadas às relações entre regeneração ambiental, participação pública e imaginação coletiva. Participa do encontro a comunicadora e gestora cultural colombiana Ana Ochoa Acosta, fundadora do departamento de Cultura e Comunicação do Parque Explora, em Medellín, reconhecida pelo desenvolvimento de iniciativas de comunicação científica e educação ambiental voltadas à participação pública e à construção coletiva do conhecimento. A artista Rose Afefé integra o diálogo trazendo uma prática que articula instalação, fotografia e pintura a partir de memórias, território e técnicas construtivas ancestrais.
Entre as situações artísticas da programação estão os trabalhos de Sallisa Rosa e Walla Capelobo. Sallisa Rosa desenvolve pesquisas com a terra em diversas materialidades, como plantio, construção e cerâmica, além de circular entre fotografia, vídeo, performance e aquarela em investigações sobre corpo, território e coletividade. Já Walla Capelobo articula cerâmica, instalação, performance e ecologias especulativas em trabalhos ligados a território, regeneração e tecnologias afro-indígenas.
O seminário contará ainda com a participação de Walla Capelobo, artista multidisciplinar que articula cerâmica, instalação, performance e ecologias especulativas em trabalhos ligados a território, regeneração e tecnologias afro-indígenas.
O Transmutar tem a Vale como Mantenedora Master, e a parceria institucional do Consulado-Geral da Itália em Belo Horizonte no Brasil e da UBU.
Seminário Internacional Transmutar 2026
Data: 6 e 7 de junho de 2026
Local: Instituto Inhotim, Brumadinho (MG)
Programação
6 de junho
Conferência Cooperação
Com Stefano Mancuso (Itália) e mediação de Fabio Scarano (Brasil)
Diálogo Conservação
Com Sharon Kogo (Quênia) e Joana Maria (Brasil)
Situação artística
Sallisa Rosa (Brasil)
7 de junho
Conferência Agência
Com Eduardo Góes Neves (Brasil) e Sue Anne Costa (Brasil)
Diálogo Regeneração
Com AnaOchoa Acosta (Colômbia) e Rose Afefé (Brasil)
Situação artística
Walla Capelobo (Brasil)



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