Projeto “As Panderista” comemora 10 anos – 08/05

“As Panderista Trio: Pele Pra Se Tocar” reúne oito canções compostas por Manu Ranilla, Luísa de Paula e Anna Lages, artistas do grupo “As Panderista”; canções narram os amores e desejos, a fé, e as dores e lutas das três integrantes 

Desde 2016, o projeto “As Panderista” promove o encontro de mulheres por meio da música. Dez anos se passaram, e agora o grupo homônimo – formado por Manu Ranilla, Anna Lages e Luísa de Paula – celebra os 10 anos da iniciativa com um show especial: no dia 8 de maio (sexta-feira), às 19h30, o trio apresenta ao público as músicas de seu primeiro álbum, “As Panderista Trio: Pele Pra Se Tocar”, que será lançado no dia 1º de maio nas principais plataformas digitais. O show acontecerá no Teatro de Bolso SESIMINAS, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, com entrada gratuita. “As Panderista Trio: Pele Pra Se Tocar” reúne oito músicas compostas pelas artistas do grupo, narrando seus amores, desejos, fé, dores e lutas. O show contará com intérprete da Língua Brasileira de Sinais. O projeto é realizado com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte e da Política Nacional Aldir Blanc – Governo de Minas Gerais.

“As Panderista” surgiu em 2016, concebido como um projeto de ocupação das ruas e praças da cidade a partir da música, por meio de rodas de pandeiros formadas exclusivamente por mulheres. A fundadora, Manu Ranilla, é pandeirista, tamborzeira, compositora, cantautora, e participa de diversos projetos musicais na cidade, entre eles o Coletivo Negras Autoras. Anna Lages, que já tocava com Manu e se juntou ao projeto logo no início, é percussionista, cantora e compositora. O trio nascido do projeto se completou em 2018, com a entrada da atriz, cantora, compositora e percussionista Luísa de Paula. Agora, no show que comemora o lançamento do primeiro álbum e os dez anos de trajetória, o trio se reúne às mulheres que já participam das rodas de pandeiro, criando uma integração entre as artistas e as demais mulheres que se dedicaram à criação e manutenção deste espaço no qual o pandeiro é um instrumento de musicalização e socialização. Durante o show, além do trio de “panderista” e das mulheres que têm feito parte dos encontros ao longo dos anos, as artistas Larissa Umaytá e Danuza Menezes também entram na roda, repetindo as participações especiais que fizeram tocando em algumas faixas no álbum recém-lançado.

Dez anos de encontros e acolhimento – O projeto “As Panderista” começou com o objetivo de ocupar as ruas e praças da capital mineira com música, por meio de rodas de pandeiros formadas exclusivamente por mulheres, fossem elas participantes recorrentes, pessoas que tinham ficado sabendo pelas redes sociais ou que simplesmente estavam passando no local naquele momento. A ideia surgiu quando Manu Ranilla percebeu a necessidade de encontrar um lugar em que elas pudessem tocar, escutar e partilhar momentos de boas vivências musicais. “O sentimento é de amadurecimento, continuidade, de tempo pulsante. Porque ‘As Panderista’ nasceu de uma necessidade muito concreta, de criar um espaço para que nós mulheres pudéssemos tocar nosso pandeiro, experimentar, nos fortalecermos, errar, acertar, para que a gente se sentisse segura dentro desse universo que é muito masculino ainda, e na época era mais. E tem sido um processo vivo, feito de muitas histórias, muitos encontros, e das trajetórias de uma legião de mulheres que vêm nos acompanhando. Tanto o álbum quanto o show que faremos vêm justamente traduzir muita coisa que a gente já passou, vem compartilhando, e que ainda vai chegar”. 

As composições do álbum “As Panderista Trio: Pele Pra Se Tocar” foram elaboradas a partir de uma dramaturgia que explora o universo percussivo, destacando o pandeiro como protagonista e suas diversas texturas e possibilidades sonoras. Algumas das músicas já foram apresentadas no show “Pele Pra Se Tocar em Trio”, de 2023, e outras são inéditas, compostas especialmente para o álbum. A ideia que perpassa o álbum é que a pele do instrumento funciona como uma extensão da pele humana, capturando sons, ruídos e sensações de pele quente e fria, tudo isso tocado em trio. O trabalho tem direção de Nath Rodrigues e arranjos de Débora Costa. A partir do dia 1º de maio ele estará disponível nas plataformas Spotify, Deezer, YouTube Music, Apple Music e Amazon Music. Segundo Anna Lages, cada faixa contém fragmentos da trajetória de uma década do projeto “As Panderista”. “Acho que agora estamos passando por um momento de maturação do trabalho e também das nossas relações. A gente se acolhe da nossa maneira, se coloca sem medo, e isso naturalmente chega nas músicas, seja nas escolhas das composições, dialogando entre si e sempre trazendo histórias pessoais e conjuntas, ou na própria imersão que fizemos para compor em conjunto. Temos também agora um controle melhor sobre nós mesmas, sobre nós enquanto coletivo, e isso fica muito evidente no álbum, na tocada do pandeiro, na pegada de cada uma, nas nossas vozes, nas composições sozinhas e juntas, porque ‘As Panderista’ é isso: ‘As’ de coletivo e ‘Panderista’ de unidade, de cada uma de nós”.

Ao longo do tempo, o projeto “As Panderista” já realizou mais de 200 encontros, impactando um número de mulheres superior a 2 mil. A iniciativa espalhou-se por outras cidades de Minas Gerais e repercutiu em outros estados e internacionalmente. Luísa de Paula conta que o show é uma forma de apresentar ao público de Belo Horizonte o resultado desse percurso artístico. “Eu acho interessante pensar que a celebração dos dez anos das ‘Panderista’ aparece quase como um fator intrínseco ao lançamento do álbum e à realização do show. Porque o trio é fruto direto  do projeto, ele nasce desse encontro nosso dentro das rodas. Para mim inclusive nosso processo criativo começa lá na roda. É ali que a gente toca, canta, rege, testa ideias. Então acho que esse momento traz o processo de amadurecimento nosso, tanto musical e estético quanto profissional de uma forma geral. Sem dúvida entramos agora em uma nova fase, principalmente porque vamos ter esse registro, que é um desejo nosso antigo e também de quem acompanha a gente. Isso acaba abrindo novas possibilidades, tanto de circulação com o próprio trabalho, quanto de processos de criação, e esperamos que esse seja apenas o primeiro de muitos álbuns, e que possamos continuar nossa roda, seja em shows como esse, em ensaios ou em oficinas, sempre perto das mulheres que têm nos ajudado a construir o projeto”.

Data: 8 de maio de 2026 (sexa-feira)

Local: Teatro de Bolso SESIMINAS – Rua Padre Marinho, 60 – Santa Efigênia, Belo Horizonte

Horário: 19h30  

Ingressos: Entrada gratuita, com retirada de ingressos pelo link

Gênero: Show

Classificação Indicativa: Livre