Mostra “Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira” propõe uma travessia pela história da animação nacional, reunindo fragmentos de memórias, técnicas e narrativas que marcaram diferentes gerações, do artesanal às criações digitais contemporâneas; abertura acontece no dia 3 de fevereiro, às 19h, com entrada gratuita.
O cinema de animação brasileiro é responsável pela criação de personagens, narrativas e universos visuais que marcaram gerações e continuam a inspirar novos autores. “Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira”, exposição que será inaugurada no Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH), convida o público a mergulhar em uma ampla retrospectiva dedicada à história dessa expressão artística no Brasil.
A abertura acontece no dia 3 de fevereiro, terça-feira, às 19h, com entrada gratuita. O evento contará com a atração Alta Fidelidade – 100% vinil, criando um encontro entre memória audiovisual, cultura musical e celebração coletiva.
A exposição integra as ações do projeto “Museus Centro – o percurso da memória de Belo Horizonte”, uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e o Viaduto das Artes. O projeto busca fortalecer as ações do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB), Museu da Moda (MUMO) e MIS BH. A programação completa pode ser consultada no site do projeto.
“Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira” convida o público a mergulhar em mais de um século de produção animada, reunindo fragmentos de memória, técnicas e narrativas que marcaram diferentes gerações. Do desenho feito à mão às tecnologias digitais contemporâneas, a exposição evidencia como a animação brasileira construiu uma linguagem própria, marcada pela inventividade, pela experimentação técnica e pela resistência cultural.
Com curadoria de Soraia Nogueira Garabini e Sávio Leite, a exposição reúne obras, documentos, originais, objetos e materiais de estúdios e realizadores fundamentais para o desenvolvimento da animação no país, destacando sua relevância artística, histórica e comunicacional. O percurso expositivo é apresentado de forma cronológica, das primeiras caricaturas e vinhetas animadas do início do século XX às produções digitais do século XXI, revelando como artistas e estúdios transformaram limitações técnicas em potência criativa, articulando arte, cinema, design, publicidade e comentário social.
Para a secretária municipal de Cultura, Eliane Parreiras, “Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira” dialoga diretamente com o Programa BH nas Telas, política pública da Prefeitura de Belo Horizonte para o fortalecimento do audiovisual como direito cultural, linguagem de expressão e vetor de desenvolvimento com o Programa BH nas Telas, política pública da Prefeitura de Belo Horizonte para o fortalecimento do audiovisual como direito cultural, linguagem de expressão e vetor de desenvolvimento. “Assim como o programa, a exposição valoriza a memória, incentiva a produção local, promove a formação de público e amplia o acesso da população às múltiplas linguagens do cinema, com especial atenção à animação. A exposição reafirma ainda a vocação, a dedicação e o talento de Belo Horizonte para a animação, cidade que se consolidou como polo de formação, criação e experimentação”, afirma.
Já a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof, destaca o papel do MIS BH para a promoção da memória audiovisual e do cinema de animação no país. “Ao reunir materiais originais e documentos de diferentes épocas, a exposição reforça a importância dos espaços museológicos de preservar, catalogar e difundir esse patrimônio audiovisual. A animação aqui é apresentada como uma forma artística e expressiva, capaz de dialogar com múltiplos campos, como a educação, a indústria, a publicidade e a experimentação autoral”.
A curadoria da exposição também propõe uma reflexão sobre a preservação da memória da animação brasileira, tema central diante da fragilidade dos suportes analógicos e da obsolescência das mídias digitais. Para Sávio Leite, um dos curadores da mostra, “entre linhas e pixels, traz pela primeira vez a Belo Horizonte um material representativo dos principais realizadores da animação brasileira, como preciosidades de ‘Piconzé’, de Ypê Nakashima, desenhos originais de ‘O menino e o mundo’ de Alê Abreu e vasto acervo da Otto Desenhos Animados. A exposição convida o público a reconhecer a animação como um campo de invenção, resistência e encantamento, onde criar obras cinematográficas se afirma como patrimônio coletivo”.
Destaques do acervo
Entre os destaques, a exposição apresenta materiais de Alê Abreu e Otto Guerra, nomes centrais da animação brasileira. O público poderá conhecer conteúdos relacionados aos universos de “Bob Cuspe” e “Rê Bordosa”, personagens emblemáticos do cinema autoral de Otto Guerra, além de materiais do longa “O Menino e o Mundo” (2014), de Alê Abreu, obra que projetou a animação brasileira no cenário internacional.
A mostra reúne ainda originais de “Piconzé”, de Ypê Nakashima, um dos primeiros longas-metragens de animação produzidos no Brasil, além de acetatos e cartazes da Otto Desenhos Animados. Também integram o percurso bonecos e materiais da Coala Filmes, estúdio com mais de 20 anos de atuação no audiovisual, reconhecido por sua produção em stop motion e por obras premiadas no Brasil e no exterior.
Protagonismo feminino
Um núcleo especial da exposição é dedicado ao protagonismo das mulheres na animação brasileira, destacando trajetórias fundamentais para a formação, a pesquisa e a ampliação de narrativas no setor.
Segundo a curadora Soraia Nogueira, trata-se de “trazer à luz trajetórias dos bastidores, destacando posições importantes na direção, roteiros e liderança criativa, possibilitados ainda mais pela formação no curso superior de cinema de animação”.
Entre os destaques está a professora mineira Maria Amélia Palhares, pioneira no ensino de animação desde os anos 1970 e uma das criadoras do Núcleo de Cinema de Animação da Escola de Belas Artes da UFMG. A mostra também evidencia a trajetória singular de Tânia Anaya, com atuação reconhecida no campo da animação brasileira.
Abertura da exposição “Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira”
Data: 03/02/26 (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte – MIS BH
(Avenida Álvares Cabral, 560, Lourdes)
Ingressos: entrada gratuita
Classificação: livre
Visitação: de quarta a sábado, das 10h às 18h




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