Bate-papo gratuito recebe a artista e ativista Izabella Amora neste sábado (30/08), às 17h
As relações entre a maternidade e o fazer artístico evidenciam a pluralidade do ato de maternar, ancorado em diferentes modos de vida, memórias, afetos e saberes. Para compartilhar as suas experiências como mãe e artista, em perspectiva indígena e afrodiaspórica, Izabella Amora conduz um novo encontro do projeto Conversas de Terreiro, no Espaço do Conhecimento UFMG, no dia 30 de agosto, a partir das 17h. A mediação do bate-papo será feita por Gil Amâncio, professor do curso de Teatro da UFMG, músico e coordenador da iniciativa.
Durante o evento, Izabella irá propor um diálogo sobre suas raízes e suas produções artísticas, destacando as vivências da maternidade. A artista também apresentará colagens, peças escultóricas e em cerâmica, que se relacionam com a ancestralidade e o território. O encontro gratuito será realizado no hall do 5º andar do Espaço do Conhecimento UFMG. A entrada gratuita é livre para todos os públicos e não é necessário retirar ingressos.
Izabella Amora é mulher negra de origem indígena Puri, mãe, ativista cultural e alimentar. Formada no curso de Licenciatura em Artes Plásticas pela Escola Guignard (UEMG) e habilitada em Cerâmica. Realiza trabalhos com pintura, fotografia, desenho, escultura, colagem e performance. É arte educadora e arte terapeuta. Artista gráfica, produtora de artes e panfletos digitais. É treinel de Capoeira Angola e co-responsável do Coletivo Cultural Angola de Ouro, no qual ministra aulas para crianças e adultos. Anfitriã na Casa Bantu, espaço cultural dedicado a estudos de capoeira angola, samba de roda, jongo, coco de roda, dança afro e outras manifestações afrobrasileiras. Pesquisadora do canto, toque e corporeidade nas manifestações culturais de matriz africana e indígena.
Conversas de Terreiro é um bate-papo sonoro, visual e performático com artistas que trabalham a arte negra na Região Metropolitana de BH. A cada mês, o Espaço do Conhecimento UFMG será tomado pelo protagonismo de vozes negras por meio do canto, da dança, da música, da poesia e de performances — não apenas como expressão estética, mas como forma de pensar o mundo e relacionar vivências com os modos africanos e afrodiaspóricos de fazer arte. Inspirado nos terreiros, nas giras, nas quebradas, nas praças e na inteligência ancestral africana, o projeto propõe encontros vivos entre arte e ciência, superando dicotomias e afirmando que pensar também é dançar, rimar, tocar e respirar junto.
Conversas de Terreiro, com Izabella Amora (Multiverso)
Quando: 30/08/25 (sábado), às 17h – Entrada livre e gratuita, sujeita à lotação
Público: crianças, jovens, adultos e idosos
Duração aproximada: 1h30
Onde: 5º andar – Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700 – Funcionários, Belo Horizonte / MG)
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