Exposição “Forma, Espaço e Matéria!” de Ricardo Carvão Levy – 8/1 a 12/4

Exposição “Forma, Espaço e Matéria!” traz esculturas e instalação em quatro espaços do Palácio das Artes, a partir de 8 de janeiro.

Se perguntarmos à Inteligência Artificial qual a relação entre o carvão e o diamante, ela responde: “carvão e diamante são feitos do mesmo elemento, o carbono, mas formando substâncias completamente diferentes, devido à sua estrutura atômica. A crença popular de que carvão vira diamante é um mito; o carvão é formado por decomposição vegetal sob pressão, mas os diamantes naturais surgem de carbono puro sob calor e pressão extremos no manto terrestre, muito antes da formação do carvão”. carvão”. A química poderá ser comprovada a partir do dia 8 de janeiro e até 12 de abril, com a exposição do escultor Ricardo Carvão Levy “Forma, Espaço e Matéria!”. A mostra é gratuita e integra as comemorações dos 55 anos do Palácio das Artes.

“Tenho um carinho especial pelo Palácio das Artes. Foi aqui que, após sete anos de trabalho silencioso, realizei minha primeira exposição individual, em 1979, na então Grande Galeria, hoje Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, apresentando parte do ‘ciclo do couro’. Em 1998 fui convidado para inaugurar o espaço aberto, como extensão das galerias, com a exposição Tubismo, esculturas em aço; onde agora, acontece Forma, Espaço e Matéria! Desde então, sigo criando, diversificando materiais, técnicas e linguagens. Não cristalizar é uma norma para mim – inclusive romper regras que eu mesmo estabeleci. A criação é meu oxigênio: sem ela, algo essencial me falta”, revela Ricardo Carvão Levy. 

A mostra ocupará a Galeria Aberta Amilcar de Castro, com um estudo (1982) de 3m de altura – reproduzindo sua obra mais famosa, a escultura, Monumento à Paz, com 24m de altura e 92 toneladas, na Praça do Papa, em Belo Horizonte – em aço oxidado in natura; a Série Cubismo, com oito esculturas, em aço oxidado in natura, corte, dobra e solda, na parede externa e, no chão, a instalação O Último Suspiro da Mata, 18 esculturas (1980-1990) em material descartado, aço oxidado in natura e argila expandida. No Café do Palácio, ainda da Série Cubismo, duas esculturas suspensas, em tela de aço e policromia. No Passeio Niemeyer, em frente ao Parque Municipal, a Série Tubismo, sete esculturas, em filtro de poço artesiano, material descartado na técnica de corte, deslocamento e solda. Por fim, nos jardins internos, sempre da Série Cubismo, uma escultura em tela de aço, alumínio, policromia e material descartado.

A exposição “Forma, Espaço e Matéria” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas GeraisSecretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal, Patrocínio da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 50 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

Mineiro de coração — Ricardo Carvão Levy, nascido em Belém do Pará, vive e trabalha, há mais de 60 anos, em Minas Gerais, sob o signo do ferro e da geometria. À primeira vista, o artista seria mais um “filho” do ferro de Minas e do férreo Amilcar de Castro, contudo, em análise tão simples quanto apurada, percebe-se que sua formação sensível e autodidata é marcada por sua natal paisagem amazônica, explorando a escala da floresta e dos rios, concretizando sólido imaginário.

A semente de sua arte também tem raízes nas artes pré-colombianas da região, em especial nas tradições, marajoara e tapajônica, onde a mesma geometria une-se ao simbolismo de maneira integrada. Essa percepção se aprofunda posteriormente, na juventude, durante viagem ao México, quando a visita ao Museu Nacional de Antropologia provoca um novo e decisivo impacto, reafirmando a força dessas culturas como referência estrutural de seu pensamento visual.

Segundo o texto curatorial de Cynthia Rabello, “desde os seus primeiros gestos escultóricos, Ricardo Carvão Levy construiu uma obra em permanente metamorfose. Depuração e reinvenção que sustentam uma prática que tenciona materiais, técnicas, estilos e propósitos, articulando o rigor geométrico à abertura, ao imprevisto; que encontra no risco, no espaço e na matéria o seu modo de existir”.

Se perguntarmos à Inteligência Natural – ou Emocional – sobre Forma, Espaço e Matéria!, ela responde: as esculturas de Ricardo Carvão Levy são diamantes puros.

FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS.  A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado é responsável, ainda, pela gestão do Circuito Liberdade, do qual fazem parte o Palácio das Artes e a CâmeraSete, entre outros diversos equipamentos. Em 2026, quando o Palácio das Artes celebra 55 anos, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos. A intenção é uma só: fortalecer e democratizar a atuação desta que é a maior instituição cultural do gênero na América Latina. Palácio das Artes 55 anos: ontem, hoje, sempre… A arte é o espaço do Encontro!

Exposição  “Forma, Espaço e Matéria” 
Abertura: 8 de janeiro (quinta-feira)
Horário da abertura: 19h
Horário de visitação: terça a sábado de 9h30 às 21h, e domingo de 17h às 21h
Período expositivo: 9 de janeiro a 1º de fevereiro
Locais: Galeria Aberta Amilcar de Castro, Café do Palácio, Passeio Niemeyer e jardins internos – Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro)
Classificação indicativa: Livre
Entrada gratuita 
Informações para o público: https://fcs.mg.gov.br