Mostra em cartaz no Parque do Palácio entra em reta final e pode ser visitada até 22 de fevereiro
Em cartaz no Parque do Palácio, em Belo Horizonte, a exposição DESculpa: inspirando esta geração de mães a rir da própria culpa até ela perder a graça, da artista Lu Simão, segue tocando profundamente o público desde sua abertura. Ao longo dos últimos meses, a mostra tem provocado identificação, emoção e reflexões entre mães de diferentes idades e trajetórias, criando um espaço de acolhimento e escuta sensível. Agora, a experiência entra em seus últimos dias e poderá ser visitada até 22 de fevereiro.
Pintora, ilustradora e escritora, Lu Simão parte de um sentimento amplamente compartilhado — a culpa materna — para transformá-lo em matéria poética, visual e afetiva. Na exposição, a culpa deixa de ser um peso silencioso e passa a ocupar o centro da narrativa como personagem, provocação e linguagem artística.
“Tornar-se mãe é um acontecimento que vem acompanhado de emoções que não escolhemos, como exaustão, amor, entrega, admiração e, invariavelmente, culpa. No meu trabalho, a culpa é tirada deste pedestal, derretida, redesenhada”, explica a artista.
Com humor, delicadeza e profundidade emocional, DESculpa convida o público a olhar para a maternidade sem idealizações, reconhecendo imperfeições, fragilidades e contradições como parte essencial da experiência.
Um percurso sensorial sobre a culpa e o cotidiano
Organizada como uma experiência imersiva, a exposição reúne diferentes instalações que traduzem, de forma simbólica e bem-humorada, os mecanismos da culpa no dia a dia das mães.
Em Luz e Sombra, a culpa aparece como uma presença que começa pequena e, aos poucos, cresce até se tornar uma sombra intimidadora — especialmente nos momentos de descanso e autocuidado. Já em Academia da Culpa, o sentimento é apresentado como um peso acumulado pelas expectativas sociais e pelas múltiplas demandas da maternidade.
A vigilância constante ganha forma em A Lupa da Culpa, onde a cobrança se transforma em olhar ampliado sobre erros e inseguranças. A partir daí, o percurso avança para A Culpa sem Lupa e As Enormes Pequenas Belezas do Cotidiano, propondo uma mudança de perspectiva: ao retirar a lente da exigência, os pequenos gestos se revelam extraordinários.
Em Jogue Sua Culpa no Lixo e Domando a Culpa Materna, o humor se torna ferramenta de libertação. A consciência da própria trajetória funciona como antídoto, enfraquecendo a força simbólica da culpa e devolvendo às mães o protagonismo de suas histórias.
Arquitetura, humor e afeto
Um dos destaques da mostra é a parceria inédita com a Mutabile Arquitetura, que assina a instalação Desculpômetro. A obra materializa o conceito central da exposição ao criar um ambiente lúdico e imersivo, no qual formas, volumes e perspectivas manipulam a percepção do visitante, alternando sensações de opressão e alívio.
A proposta é transformar a arquitetura em aliada no processo de ressignificação da culpa, criando uma experiência sensorial que convida ao riso, à reflexão e ao afeto.
Um espaço de identificação e acolhimento
Mais do que uma exposição sobre maternidade, DESculpa se consolidou como um espaço de encontro entre mulheres, gerações e histórias distintas. Ao longo da temporada, mães, filhas, avós e famílias inteiras passaram pela mostra, muitas vezes emocionadas pela possibilidade de se reconhecerem nas obras e narrativas.
Ao transformar culpa em afeto, humor e consciência, Lu Simão constrói uma experiência que não busca respostas prontas, mas abre espaço para escuta, empatia e reconciliação com a própria trajetória.
Com encerramento marcado para 22 de fevereiro, a exposição convida o público a viver seus últimos dias e a participar dessa jornada sensível sobre ser mãe, ser mulher e ser humana.
Exposição: DESculpa: inspirando esta geração de mães a rir da própria culpa até ela perder a graça
Artista: Lu Simão
Local: Parque do Palácio – Belo Horizonte
Período: até 22 de fevereiro de 2026
Quarta a sexta-feira: 10h às 18h
Sábado e domingo: 9h às 18h
Endereço — Rua Djalma Guimarães, 161, Portaria 2
Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia). Entrada gratuita Codemge às quartas, quintas e sextas-feiras mediante retirada pelo Sympla



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