Centro Cultural UFMG recebe exposição de Sarah Coeli – até 10/05

A exposição meu nome está em todas as bocas, da artista Sarah Coeli, pode ser vista até o dia 10 de maio de 2026 na sala Celso Renato do Centro Cultural UFMG (Avenida Santos Dumont, 174, Centro – Belo Horizonte). A entrada é gratuita, com classificação livre.

A mostra apresenta um recorte da primeira década de produção da artista, estabelecido por arranjos poéticos entre três imagens axiais, que compõem também o todo de sua pesquisa: os corpos, as substâncias dos corpos e os corpos nos espaços dos mundos. Esta tríade configura, para o projeto, um campo imagético que quer ativar algo reflexivo em torno das tensões do lugar que cada ser encontra-se, frequentemente contidas pelo segredo, guardadas pela matéria. O texto curatorial é assinado por Marina Baltazar, crítica cultural que dialoga com o trabalho de Sarah Coeli desde outros tempos. 

Sobre a artista

Natural de Belo Horizonte, Sarah Coeli anima uma pesquisa poética firmada pelas matérias e pelas materialidades num gesto amplo envolvido por diferentes linguagens como a escrita de textos e têxteis, as ações performáticas e seus desdobramentos na fotografia, a escultura, o objeto e a instalação. Busca também compor interseções com temas que passam pelo corpo e o movimento, as naturezas e as ecologias, a filosofia, histórias biográficas, de memória e do feminino.

É propositora de experimentos entre a linguagem e as práticas artísticas, sobretudo no universo matérico e das pesquisas poéticas. Foi tutora do Programa de Residência em Artes Vivas Avanzada Sur, da Fundación Cuerpo Sur, no Chile; propositora da instalação pedagógica A terra em seu temperamento circular: experimentos de territorialidade e anatomias terrestres para o ateliê circulante do Instituto Inhotim; membro docente da pós-graduação Gestos de escrita como prática de risco d’A Casa Tombada; curadora da exposição o Teor mineral: traço, fratura, decomposição, junto de Thatiane Mendes e Bruno Duque; mentora do Ateliê Casa Aberta Práticas de estímulo e cultivo da atividade artística; foi articuladora de ações poético-pedagógicas no Espaço Comum Luiz Estrela, em Belo Horizonte, e conduz o Invenções pedagógicas, orientação de projetos e acompanhamento artístico de forma independente em seu ateliê pessoal. Nos últimos dois anos, foi artista residente nos programas Casa Camelo, Ocupa Espai, Solo em foco, Mútua e Laffront: arte, ciência e tecnologia. Neste mesmo período, participou de exposições no Museu Nacional da República (DF) e Museu Mineiro (MG), nas galerias Luzia Pinta (MG), Loide Schwambach (RS), galeria de arte e pesquisa da Ufes (ES) e espaços e centros de arte em São Paulo, por onde também circula intermitentemente.  

Sobre a autora do texto

Marina Baltazar é crítica cultural e pesquisadora, doutoranda em estudos literários pela UFMG, onde desenvolve a tese O fio e o fim: ficções, apocalipses, bordados e o problema da literatura. Publicou Escrever Leonilson: expansão da poesia (Relicário Edições, 2022), além de outros textos para diversos meios, transitando entre teoria e crítica, literatura e outras artes, com atenção voltada às práticas contemporâneas inespecíficas.