Maxmiler Junio fará o compartilhamento de um processo em aberto, seguido da exibição da videodança que celebra a ancestralidade e as tradições afro-brasileiras
Eleito o melhor bailarino no Festival de Dança de Joinville (2016), o também coreógrafo Maxmiler Junio (@maaxdance) participará, nodia 17 de março de 2026, no Teatro Marília, do “Terça da Dança”, projeto que reúneuma programação semanal dedicada à segunda arte, com espetáculos, intervenções e ações formativas.
No palco, Maxmiler Junio fará uma apresentação de “Partituras Corporalizadas”,um processo de criação da videodança “Candonga”, que será exibidaem seguida, na íntegra. O primeiro espetáculo trata-se de uma investigação coreográfica na qual o corpo se revela território de memória, ação, escrita e som. Em cena, o corpo revisita os rastros do congado — suas festas, gestos, ritmos e simbologias — que atravessam o bailarino mineiro desde a sua infância e moldaram sua formação sensível, em diálogo com a dança que o habita hoje.
“O congado se manifesta como vestígio vivo: uma oralidade que pulsa no gesto, no peso do corpo, na relação com o tempo e no modo de ocupar o espaço. Um corpo negro em cena, escuta e presença, ativando no agora as danças que o constituem”, descreve.
A partir dessa investigação cênica, nasceu o desejo de transpor a experiência para a linguagem audiovisual, reafirmando as raízes do dançarino com o congado, a capoeira e as religiões de matriz africana, um mesmo gesto de escuta da ancestralidade. “Candonga”, portanto, amplia a travessia ao permitir que a câmera acompanhe, escute e revele camadas sensíveis desse mesmo corpo-território. O teaser do projeto foi lançado no ano passado, no canal no YouTube, Plano Sequência, em uma data emblemática – 20 de novembro. Agora, é a vez de o público conferir no ‘Terça da Dança’ a obra completa na qual cada movimento carrega as vozes dos antepassados.
“”Candonga” preserva a dimensão de memória em movimento, mas expande “Partituras Corporalizadas” ao experimentar novas possibilidades de tempo, enquadramento e paisagem simbólica. Inspirada pela pulsação de um corpo-território — congado que vive na carne, terreiro que acende no peito, capoeira que gira no tempo, samba que sussurra lembranças —, “Candonga” costura camadas vivas que ecoam no mundo”, afirma Maxmiler Junio.
A trilha sonora é um elemento estruturante na videodança, um elo entre passado e presente, entre o movimento, os compassos, o corporal e o sentir. São canções que representam a resistência, celebram o batuque, a fé, o ritual e as tradições afro-brasileiras: “Alembra” (Guarda de Congo Feminina/Irmandade os Carolinos/Moçambique do Divino); “Derramou” (Alessandra Leão); “Rosário dos Pretos” (Sérgio Pererê); “Yáyá Massemba” (Maria Bethânia), entre outras.
“Candonga” integra o projeto MaSemba; Corpo e Memória, viabilizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais – Secult MG, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB. O projeto “Partituras Corporalizadas: A oralidade presente no movimento” também é realizado por meio da PNAB.
O “Terça da Dança” é um projeto do CRDançaBH e do Teatro Marília, criado em 2019 pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura.
“Partituras Corporalizadas” e videodança “Candonga” no “Terça da Dança”:
Data: 17 de março (terça-feira)
Horário: 19h
Endereço: Teatro Marília (avenida Professor Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia)
Entrada: gratuita
Ingressos: retirada online pelo site Sympla ou na bilheteria física (aberta duas horas antes do espetáculo)
Mais informações: Teatro Marília | (31) 3277-6319
Ficha técnica “Partituras Corporalizadas”:
Direção Geral e intérprete-criador: Maxmiler Junio
Direção Artística: Maíra Campos
Figurino e Maquiagem: Cristhyan Pimentel
Trilha Sonora Original: Jocasta Roque
Edição de Trilha Sonora: Airon Gischewski
Iluminação: Eliatrice Gischewski
Fotografia: Paulo Santos e João Bacelar
Captação de Vídeo: Mussi Produções
Direção de Imagem: Plano Sequência
Direção de Produção: Cristhyan Pimentel
Coordenação de Produção e Gestão: Regina Moura
Criação de Identidade Visual e Projeto Gráfico: Jonn Camargo
Assessoria de Imprensa: Infinita Comunicação
Libras: BH em Libras
Audiodescrição: Nadiana
Ficha técnica “Candonga”:
Direção Geral, concepção e Artista Criador: Maxmiler Junio
Roteiro: Maíra Campos
Direção de Fotografia: Mussi Produções
Edição Musical: Airon Gischewski
Edição de Vídeo: Mussi Produções
Montagem: Alysson Rodrigues, Maxmiler Junio
Finalização: Hanna Mussi
Color Grading: Alysson Rodrigues
Figurino e Maquiagem: Cristhyan Pimentel
Criação Plástica: Willian Rocha
Direção de Produção: Cristhyan Pimentel
Libras: BH em Libras
Audiodescrição: Nadiana
Músicas:
Alembra – Guarda de Congo Feminina · Irmandade os Carolinos · Moçambique do Divino
Derramou – Alessandra Leão
Mar – Airon Gischewski
Obá Nixé Xangô / Na Mata Tem – Víh Davice
Respingando Ouro – Sérgio Pererê e Badi Assad
Rosário dos Pretos – Sérgio Pererê
Toque de Manguara – Guarda de Congo Feminina · Irmandade os Carolinos · Moçambique do Divino
Tô Doidão – Bateria do Mestre André
Yáyá Massemba – Maria Bethânia
Agradecimentos:
Filipe Gonçalves, Frederico Pedrosa, Identidade Ancestral, Jocasta Roque, Jonn Camargos, Mara Black, Miriam Pederneiras, Notom Produções Artísticas, Regina Moura, Sônia Rocha, Thiago Antônio, Vitória Freitas, Willian Rocha.



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