Tropofonia – 18 anos – 23/09, 07 e 21/10

Programa da Rádio UFMG Educativa chega à maioridade e celebra a data promovendo gravações ao vivo em Centro Culturais de BH e Região Metropolitana

Criado para ser um espaço de experimentação da arte sonora no rádio, o programa Tropofonia, transmitido pela UFMG Educativa (104,5 FM), chega, este ano, à sua 18º temporada. Para marcar a data, seus realizadores, Cesco Napoli e Djami Sezostre, promovem uma série especial de seis programas intitulados Radioarte Tropofonia, que serão gravados ao vivo contando com a participação de artistas convidados como Brisa Marques, Rita Silva e Augusta Barna, Babilak Bah e Raquel Coutinho, e de pessoas que foram selecionadas por meio de convocatória pública. As gravações, que contarão com leituras performáticas, entrevistas, improvisações e experiências de vocalização poética desenvolvidas coletivamente, serão nos dias 23/9, 7 e 21/10, quartas-feiras, nos Centro Cultural Venda Nova, Centro Cultural Zilah Spósito e Centro Cultural Alto Vera Cruz respectivamente. Essas gravações serão disponibilizadas para o público por meio da produção de um álbum inédito com seis faixas, com a íntegra dos programas. As gravações são abertas ao público e com entrada franca.

É raro um programa de rádio, especialmente em rádio educativa, como é o caso da 104.5FM, completar 18 anos de exibição. Veiculado semanalmente, o Tropofonia tem como foco a experimentação e poesia sonora e a arte radiofônica. O programa é um espaço livre para a criação artística com áudio, por isso, nesta celebração se faz legítimo o convite para a participação de artistas sensíveis e inventivos. Os dois primeiros programas da série especial serão gravados no dia 23 de setembro, no Centro Cultural Venda Nova, às 14h, contando com a participação especial de Jorge Dissonância, e às 16h, tendo Brisa Marques como convidada. No dia 7 de outubro, o Centro Cultural Zilah Spósito recebe a gravação de outros dois programas, com as presenças de Rita Silva e Augusta Barna. A série se completa no dia 21 de outubro, no Centro Cultural Alto Vera Cruz, com mais dois programas, com Babilak Bah e Raquel Coutinho.

Além dos artistas convidados, a gravação de cada programa vai contar com a participação de pessoas selecionadas por meio de convocatória pública. Os dois primeiros, no próximo dia 23, terão Johnny Herno, Mariana Redd, André Ribeiro e Vinícius Trem Doido dividindo os microfones com Djami Sezostre e Cesco Napoli. O processo de seleção da Série Especial Radioarte Tropofonia foi realizado ao longo de três encontros curatoriais e exigiu sucessivas leituras, escutas e revisões das candidaturas.

“Recebemos um conjunto amplo e muito diverso de trabalhos e, na etapa final, chegamos a mais de 20 propostas com forte interesse artístico para apenas 12 vagas. Foram considerados a consistência e a singularidade das pesquisas, a afinidade com a proposta do Tropofonia, a diversidade do conjunto e a proximidade com os territórios onde acontecerão as gravações”, explica Cesco Napoli. O último critério reafirma o compromisso do projeto com a descentralização prevista pelo Edital Multilinguagens, pelo qual foi viabilizado.

A dupla de realizadores do Tropofonia, responsável pela curadoria, destaca que a convocatória permitiu percorrer uma amostra muito rica da produção artística de Belo Horizonte e Região Metropolitana. “Recebemos trabalhos de poetas líricos e experimentais, artistas ligados ao slam e ao rap, músicos de jazz, improvisadores, cantores, compositores, bandas que articulam música e poesia, artistas sonoros, performers, pessoas do teatro e da dança, criadores de conteúdo e pesquisadores de diferentes gerações”, afirmam.

Surgiram trabalhos atravessados pela infância, pelas ancestralidades e por diferentes cosmologias, assim como propostas muito conceituais, experiências com voz e sonoridade e até reflexões sobre Djavan, seus diminutivos e suas estratégias de rima. A seleção final procurou, portanto, formar um conjunto diverso de pesquisas, linguagens, territórios e experiências capazes de alimentar os encontros e processos coletivos que constituem o Tropofonia.

Os episódios da Série Especial Radioarte Tropofonia serão construídos a partir de leituras performáticas, entrevistas, improvisações e experiências de vocalização poética desenvolvidas coletivamente. Como desdobramento desse processo, o projeto resultará na produção de um álbum inédito com seis faixas, composto a partir das gravações realizadas.

Histórico

O formato radiofônico com o nome de Tropofonia está no ar semanalmente desde fevereiro de 2007 na cidade de Rosário, na Argentina. O programa foi criado pelo argentino Sebastián Moreno, pela espanhola Laia Ferrari e pelo brasileiro Djami Sezostre, que escreve os roteiros realizando um hibridismo entre poéticas.

Em 2008, o Tropofonia começou a ser produzido no Uruguai, na cidade de La Paloma. Em 2009, foi inaugurada a sede do Tropofonia em Belo Horizonte e em 2010 o programa estreou em Cochabamba, na Bolívia. Em sua versão brasileira, o Tropofonia enfatiza a poesia sonora e os movimentos de vanguarda que representam rupturas com a arte convencional.

O Tropofonia tem como premissa transgredir, romper, transcender. Em 2010, o programa ganhou o prêmio Roquette Pinto da ARPUB em parceria com o MinC, de melhor programa de rádio-arte. A partir deste prêmio, o Tropofonia alcançou status nacional e internacional, tornando-se inclusive objeto de estudos acadêmicos sobre poesia sonora no rádio.

Gravação ao vivo do programa Tropofonia, da Rádio UFMG Educativa.

Data: 23 de setembro, quarta-feira
Horário: às14h, participação de Jorge Dissonância, às 16h, participação de Brisa Marques
Local: Centro Cultural Venda Nova (rua José Ferreira dos Santos, 184, Jardim dos Comerciários)

Data: 7 de outubro, quarta-feira
Horário: às 14h, participação de Rita Silva, às 16h, participação de Augusta Barna
Local: Centro Cultural Zilah Spósito (rua Carnaúba, 286, Zilah Spósito),

Data: 21 de outubro, quarta-feira
Horário: às 14h, participação de Babilak Bah, às 16h, participação de Raquel Coutinho
Local: Centro Cultural Alto Vera Cruz (rua Padre Júlio Maria, 1.577, Alto Vera Cruz)
Gravações abertas ao público, com entrada franca