Com média de idade na casa dos 60 anos, banda de Belo Horizonte reúne trajetórias diversas em shows de rock e pop-rock com riqueza vocal, humor, tecnologia e participação do público.
Um cirurgião cardiovascular, engenheiros, empreendedores, um agrônomo italiano e profissionais ligados à música se encontram no palco por uma razão em comum: o prazer de tocar. Com sete integrantes e média de idade na casa dos 60 anos, a banda Oskaravelho transforma esse encontro em um show de rock e pop-rock marcado por energia, riqueza vocal e proximidade com a plateia.
Para a maior parte do grupo, a música atravessa décadas em paralelo a carreiras construídas em outras áreas. É um hobby levado a sério, alimentado por ensaios, experiências de palco e vontade de criar. Essa combinação aparece em apresentações nas quais a diversão dos músicos convida o público a entrar na festa: cantar junto, dançar, acompanhar as brincadeiras e se surpreender com os caminhos do repertório.
Os clássicos do rock internacional e brasileiro dos anos 1960 aos 1990, com destaque para os anos 1980, ganham medleys, intervenções bem-humoradas e alternância de vozes. Alberto Quattrini e Inácio Cavallieri conduzem a maior parte dos vocais principais, mas todos os integrantes cantam: os backing vocals e os momentos em que outros músicos assumem a voz principal ampliam as possibilidades dos arranjos e dão diferentes personalidades ao show.
A experiência também é visual. Vídeos, animações e conteúdos de telão sincronizados com as músicas integram a apresentação, com recursos de programação e inteligência artificial aplicados à produção das imagens. A tecnologia se soma às histórias contadas no palco e à interação entre músicos e plateia para construir um espetáculo em que som, imagem e humor caminham juntos.
Fundada em Belo Horizonte em 2015 por Alberto Quattrini e Inácio Cavallieri, a banda Oskaravelho reúne experiências musicais construídas no Brasil e no exterior. Nascido em Modena, Itália, e radicado no Brasil desde 2013, Alberto é agrônomo e atua na área comercial de uma multinacional italiana de irrigação. Sua trajetória musical começou nos anos 1980 e inclui um trabalho de tributo ao Pink Floyd na Itália. Inácio, guitarrista e vocalista, formou-se em Direito pela UFMG, estudou música em Londres e fundou a Escola de Música Cavallieri, em Belo Horizonte. No palco, também usa seu talento para contar histórias e envolver o público.
As outras trajetórias ajudam a explicar a diversidade do grupo. No violão e nos vocais, Edu Rocha é cirurgião cardiovascular, mestre e doutor pela USP e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular; mantém a música como hobby desde 1981. Nos teclados e na voz, Paulo Alvim é empreendedor de tecnologia e compositor, com mais de 30 músicas autorais, discos gravados e trabalhos com nomes como Doca Rolim, Bruno Gouveia e Hyldon. É também responsável pela criação dos conteúdos sincronizados do telão.
A base instrumental reúne o contrabaixista Jeff Barbosa, engenheiro eletricista com carreira internacional na indústria automobilística e décadas de atuação na noite de BH, e o percussionista Bernardo Botelho, engenheiro mecânico e empreendedor de software, cujas referências vão do rock progressivo ao samba e ao choro. Na bateria, David Paim é o mais novo da turma. Aprendeu a tocar ouvindo Abbey Road, dos Beatles, passou por bandas autorais, projetos de tributo e festivais, e mantém contato diário com o instrumento em seu trabalho na Musical Serrinha. Os três também participam dos vocais.
Com repertório que atravessa gerações, a banda Oskaravelho leva ao palco a cumplicidade de quem compartilha uma longa relação com a música. O cuidado com os arranjos, a liberdade para brincar e o espaço para cada voz dão forma a uma proposta simples: fazer do show uma experiência de diversão compartilhada com o público.
PRÓXIMO SHOW | OSKARAVELHO NO PRAIOU
3 de outubro de 2026 (sábado), às 17h
Praiou Beach Club — R. José Rodrigues Pereira, 707 – Buritis, Belo Horizonte.
Couvert: R$ 20
Reservas de mesa: +55 31 98735-4869



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