No norte de Minas 18, 25/09 e 10/10

Karen Nascimento, agora Kari, artista premiada no edital Raízes de Minascircula com show “Sons de Minas” e produz o festival “A música de hoje” em três cidades do norte do estado

A cantora e compositora Karen Nascimento, do norte de Minas, agora é Kari. A troca do nome vem com o show de circulação “Sons de Minas”, nos dias 18 e 25/9 e 10/10, acompanhada do violão de M_Cas, e da produção do festival “A música de hoje”, no dia 18/9. “A mudança para Kari representa um momento novo. Eu estava sentindo necessidade de uma identidade que tivesse mais a ver com a artista que estou me tornando agora e com essa nova fase da minha carreira”. Kari é inquieta e deseja levar para o público a música do artista nortista elevando a autoestima da população da região e movimentando a cena das cidades de Montes Claros, Serro e Grão Mogol. As apresentações do show “Sons de Minas” e do festival “A música de hoje” são com entrada franca.

Em formato voz e violão, Kari, que é formada em música e mestra na mesma área pela UFMG, apresenta um repertório com cerca de 15 canções, dentre releituras e autorais, no seu show “Sons de Minas”, que será sempre às sextas-feiras, no dia 18/9, Museu Regional do Norte, em Montes Claros, no dia 25/9, no Museu Regional do Serro, no Serro, e no dia 10/10, na Feira Gastronômica e Arte, em Grão Mogol. “E eu gosto justamente dessa mistura, porque o show também conta um pouco das minhas referências e das músicas que me formaram”, conta a artista. Sobre levar para o público uma apresentação minimalista, Kari diz que a ideia de fazer “voz e violão veio de uma vontade de deixar a música mais próxima. É um formato que tira um pouco das camadas e deixa a voz, a letra e a interpretação mais expostas. Acho que isso combina muito com esse momento da minha carreira, porque quero que as pessoas conheçam não só a cantora, mas também as histórias que existem por trás das músicas”, revela.

Dentre as canções da circulação, Kari destaca duas autorais, “Santos Orixás”, somente dela, e sua parecia dom Edu Lemos, “Até o amanhecer”. “São canções minhas que me mostram de alguma forma. A primeira, fala sobre caminhar mesmo sem saber exatamente para onde, confiar no movimento da vida e pedir proteção para aquilo que a gente ama. Já a segunda, fala sobre minha intimidade e desejo, ela tem uma atmosfera mais leve, afetiva e sensual”, observa. Outra canção que Kari destaca é “Terra”, de M_Cas. “A música fala de alguém que está tentando se encontrar, que carrega sonhos, perdas, desejos e, ao mesmo tempo, continua querendo viver”, diz a artista.

Kari, nestas apresentações, vai tocar pandeiro, berimbau e tambor. “Acho que o diferencial do show está muito na forma como os elementos vão se encontrando, sabe? São sonoridades que fazem parte da nossa história e que, quando colocadas junto às minhas músicas, ganham novas possibilidades de interpretação”, atesta. A artista afirma que “é um show de voz e violão, mas que vai se abrindo para outras sonoridades e outras escutas. Acho que é justamente essa mistura que dá personalidade ao ‘Sons de Minas'”, afirma Kari. Os shows são realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, e do Fundo Estadual de Cultura (FEC), da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), que possibilitaram a realização de diferentes etapas do projeto.

O desejo da artista é que o público interaja com a arte que ela vai apresentar de maneira intensa. “Eu quero que as pessoas saiam do meu show sentindo alguma coisa que pode ser uma lembrança, uma identificação, uma vontade de ouvir uma música de novo ou simplesmente aquela sensação boa de ter vivido um momento especial. Gosto da ideia de que uma música possa acompanhar alguém depois que o show termina”, revela.

Festival “A música de hoje”

Neste processo de mudança de nome, Kari também toma posse da produção de seus shows e na realização de projetos que vão levar para o público a música da região do norte de Minas. “É uma forma de assumir uma nova fase, trazendo comigo toda a história que já construí, mas abrindo espaço para novas possibilidades na música e na produção cultural. Eu queria correr atrás, criar minhas próprias oportunidades e também criar espaços onde a minha música e a de outros artistas pudessem acontecer”, atesta. Daí nasce o Festival “A música de hoje” que é uma forma de dar visibilidade a trabalhos regionais e aproximar os artistas do público. “O Festival ‘A Música de Hoje’ nasceu de uma vontade de criar um espaço para a música que está sendo produzida hoje, principalmente para os artistas independentes que movimentam a cena do Norte de Minas”, conta.

Realizado com o apoio da Secult e recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, este evento dá palco para Edssada, Ray, Agnes Brito, Kari, que se apresenta também, e grandes artistas da região. “Cada um traz sua própria identidade, sua história e sua maneira de fazer música, e acho que essa diversidade é justamente uma das riquezas do festival. Para mim, realizar o festival também é uma forma de ocupar um lugar diferente dentro da música. Eu continuo sendo artista, mas também passo a criar um espaço para outros artistas. E isso tem um significado muito especial”, revela Kari.

Sobre Kari

Cantora e compositora do norte de Minas, Kari, novo nome artístico adotado por Karen Nascimento, canta o que toca em seu coração. Sua arte tem referências da música popular brasileira, dos ritmos afro-brasileiros e do jazz. “Acho difícil colocar minha música dentro de uma definição, porque ela está muito ligada às coisas que me atravessam. Eu transito pela mpb, pelos ritmos afro-brasileiros, pelo forró, mas também gosto de experimentar outras sonoridades”, explica a musicista que é mestra pela UFMG. Kari acredita que a música e a arte, como um todo, têm um poder transformador na vida do indivíduo e que, por meio do canto, pode contar histórias e expressar suas emoções mais íntimas.

Durante sua carreia, que soma 16 anos, lançou, em 2020, seu primeiro single, “Santos Orixás”, com produção musical do estúdio Guella Music. O single faz parte do audiovisual que foi semifinalista do Music Video Underground Festival Paris. O trabalho também entrou para a lista dos Melhores Clipes Independentes e estreou no programa Trance Trands Brasil, no quadro BAFROS (GloboPlay), em 2021. Neste mesmo ano, lançou o single “Infância de Minas”, uma canção que homenageia Montes Claros. A música é uma parceria com o compositor Zé Rodovalho e conta com a participação nos vocais do músico Felipe Bedetti. Em 2024, foi semifinalista do 2º Festival de Música e Arte de Piraju, com a música “Até o Amanhecer” e finalista do FESTVIOLA com a canção “Infância de Minas”. Em 2025, Kari foi premiada pela sua trajetória na música, recebendo o reconhecimento por mais de 15 anos de atuação na área como cantora, compositora, educadora musical e produtora cultural, pelo edital Raízes de Minas – Premiação as trajetórias Artísticas Culturais e Tradicionais, na categoria música da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Show “Sons de Minas”
Data:
18/9, sexta-feira
Horário:19h
Local: Museu Regional do Norte (R. Cel. Celestino, 75 – Centro, Montes Claros)
Ingressos: Entrada franca
Classificação: livre

Data: 25/9, sexta-feira
Horário:18h30
Local: Museu Regional do Serro (Praça Cristiano Ottoni, 72 – Praia, Serro)
Ingressos: Entrada franca
Classificação: livre

Data: 10/10, sexta-feira
Horário: 9h
Local: Feira Gastronômica e Arte (Praça Coronel Janjão – Grão Mogol)
Ingressos: Entrada franca
Classificação: livre

Festival “A música de hoje”

Data: 18/9, sexta-feira
Horário: 19h
Local: Museu Regional do Norte (R. Cel. Celestino, 75 – Centro, Montes Claros)
Ingressos: Entrada franca
Classificação: livre