Com 21 participantes, a mostra é a maior itinerância nacional desta edição e fica em cartaz de 3 de outubro a 6 de dezembro, com curadoria de Alya Sebti e Leonardo Matsuhei.
A entrada é gratuita.
A parceria entre a Fundação Clóvis Salgado e a Fundação Bienal de São Paulo completa, em 2026, 15 anos. Desde então, o Palácio das Artes participa do programa de itinerâncias de uma das maiores exposições de arte contemporânea do mundo. A iniciativa traz, agora, às galerias do espaço a 36ª edição da mostra, intitulada Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, com cerca de 80 obras, em linguagens como pintura, escultura, fotografia, instalação, audiovisual e performance. A curadoria – assinada por Alya Sebti, cocuradora da 36ª Bienal, e Leonardo Matsuhei, cocurador adjunto da última edição – tematiza questões como o pertencimento, a memória, o cuidado e a transformação. Com 21 participantes, a exposição é a maior itinerância nacional desta edição e fica em cartaz de 3 de outubro a 6 de dezembro, na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e Mari’Stella Tristão e PQNA Galeria Pedro Moraleida (onde ocorrerão as ações educativas). A abertura acontece no dia 2 de outubro (sexta-feira), às 19h. A entrada no Palácio das Artes é gratuita.
Com conceito criado pelo curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com os cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, a cocuradora at large Keyna Eleison, além dos cocuradores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei, a 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora mineira Conceição Evaristo, e tem como um de seus principais fundamentos a escuta ativa da humanidade em constante deslocamento, encontro e negociação. A ocupação conta com recursos de acessibilidade para a fruição de pessoas com deficiência, incluindo audioguia com audiodescrição, guia de visitação em linguagem simples, mapa tátil e o aplicativo Bloomberg Connects com descrição de imagens. Em alguns casos, são oferecidos também o aplicativo Bienal Prática e o guia de visitação em fonte ampliada e em Braille.
A itinerância de Belo Horizonte reúne trabalhos vindos de diversas partes do país e do mundo, tais quais Salvador, Cuiabá, Manaus, São Paulo, Goiânia, Londres, Berlim, Paris, Cidade do Benin, entre outras cidades. Compõem a seleção os artistas Adjani Okpu-Egbe, Alain Padeau, Antonio Társis, Emeka Ogboh, Forensic Architecture/Forensis, Gervane de Paula, Julianknxx, Leiko Ikemura, Leo Asemota, Lidia Lisbôa, Manauara Clandestina, Maria Auxiliadora, Michele Ciacciofera, Ming Smith, Myriam Omar Awadi, Nádia Taquary, Raukura Turei, Raven Chacon, Iggor Cavalera e Laima Leyton, em colaboração com membros da comunidade Etenhiritipa Xavante, Rebeca Carapiá, Ruth Ige e projeto Sertão Negro.
Belo Horizonte é uma das 15 cidades (três delas no exterior) a receberem a itinerância da Bienal em 2026. Antes de BH, um recorte foi levado a Belém, no Pará, e após a capital mineira será a vez de Vitória, no Espírito Santo, receber uma parte das obras. A presença em Minas marca a oitava vez consecutiva em que o Palácio das Artes recebe a Bienal de São Paulo desde o início do programa de itinerâncias, em 2011, durante a 29ª edição, consolidando uma das parcerias mais longevas do programa.
Segundo a curadoria, o recorte apresentado no Palácio das Artes é pensado a partir de obras que interrogam o que constitui os sujeitos como seres em relação ao território, à memória, a quem veio antes e a quem virá depois. Artistas como Gervane de Paula, Ming Smith, Ruth Ige e Nádia Taquary, entre outros, trazem camadas de tempo e resistência que ressoam de maneira particular na capital mineira, em obras atravessadas pelas crises climáticas e pela herança africana na diáspora.
A ocupação da Bienal de São Paulo no Palácio das Artes abre espaço também para o talento de dois artistas oriundos de Minas Gerais, os quais agora têm suas obras expostas em um dos maiores complexos culturais da América Latina, alimentando um ciclo que, além de elementos históricos e culturais mineiros, reafirma também as vivências e experiências afro-brasileiras e dos povos originários. A primeira delas é Maria Auxiliadora, pintora autodidata nascida em Campo Belo e um dos principais nomes da arte afro-brasileira do século 20, conhecida por obras que retratam cenas do cotidiano negro urbano e religiões como candomblé e umbanda.
Da capital de Minas, a curadoria traz Iggor Cavalera – cuja obra é feita em parceria com Raven Chacon, Laima Leyton e membros da comunidade Etenhiritipa Xavante –, ex-baterista e fundador do Sepultura; ao lado de músicos Xavante e com a articulação local do cacique Cipassé Xavante, da aldeia Wederã (Canarana, Mato Grosso), os artistas desenvolvem uma composição multicanal que, de forma poética, desfaz os ritmos dos motores da cidade para fazer emergir a pulsação da terra e das vozes a ela conectadas.
Realizadas de forma programática desde 2011, as itinerâncias tornaram-se uma extensão fundamental da Bienal de São Paulo, permitindo que obras e debates apresentados no Pavilhão Ciccillo Matarazzo se reconfigurem em diálogo com diversos contextos locais, ativando novas leituras e relações com públicos fora do eixo expositivo principal. Além da circulação das obras, o programa de mostras itinerantes se estrutura a partir de um eixo educativo transversal, com formações voltadas às equipes locais, bate-papos, acompanhamento pedagógico e ações para diferentes públicos, como visitas mediadas, palestras, sessões de filmes, laboratórios para professores e atividades educativas para estudantes.
A “Itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no Palácio das Artes” é realizada pelo Ministério da Cultura, Fundação Clóvis Salgado, Fundação Bienal de São Paulo, Luz Comunicação e Allarus Participações e Projetos LTDA. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. A exposição é assinada pela Lhoist. A Fundação Bienal de São Paulo agradece seu parceiro estratégico Itaú e seus patrocinadores master Petrobras, Bloomberg, Bradesco, Citi, Vale e Vivo. Este projeto é realizado com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura.
Itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no Palácio das Artes
Data: Abertura no dia 2 de outubro (sexta-feira), às 19h
Período expositivo: 3 de outubro a 6 de dezembro de 2026
Horários: De terça-feira a sábado, das 9h30 às 21h, e aos domingos, das 17h às 21h
Local: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e Mari’Stella Tristão e PQNA Galeria Pedro Moraleida (ações educativas – Palácio das Artes, Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte
Classificações indicativas: Livre
Entrada gratuita
Informações para o público: (31) 3236-7400



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