Inscrições abertas para residência artística “Vamos Sonhar Juntes?” – até 14/09

Estão abertas as inscrições para a residência artística “Vamos Sonhar Juntes?”, uma imersão de cinco encontros que propõe uma experiência artística de pesquisa, criação e experimentação a partir dos sonhos de mulheres e pessoas LGBTQIA+, explorando suas relações com gênero, identidade, memória e imaginário.

A atividade acontece entre 17 de setembro e 16 de outubro de 2026, na Sala 02 do Centro Cultural UFMG, sempre das 14h às 18h. Serão formadas duas turmas — uma às quintas-feiras, outra às sextas-feiras — com 20 vagas cada, abertas a pessoas a partir de 17 anos.

A residência será conduzida por Vitória Amaral, artista, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que vai guiar os participantes pelo processo criativo e colaborativo. O registro fotográfico e a produção do projeto ficam a cargo do produtor e artista Caio Marqz.

Com carga horária total de 40 horas, a participação é gratuita e mediante inscrição prévia. Ao final, todos os participantes que concluírem a totalidade dos encontros receberão certificado.

Proposta da residência

A residência propõe uma experiência de pesquisa, criação e experimentação em Artes Visuais, tendo como ponto de partida os sonhos de mulheres e pessoas LGBTQIA+. A proposta busca investigar de que maneira os sonhos podem se transformar em matéria para a criação artística, por meio de ações, performances e espaços de reflexão, estabelecendo relações entre experiências individuais e questões coletivas relacionadas a gênero, identidade, memória e imaginário.

A trajetória por trás do projeto
“Vamos Sonhar Juntes?” surge como desdobramento do projeto “Pedagogia do Imaginário e Feminismo” (2023–2024), desenvolvido com foco no reconhecimento e na valorização da produção de artistas mulheres da América Latina. A experiência também amplia uma trajetória de pesquisa voltada à articulação entre arte, educação e diferentes contextos sociais, aproximando universidades, escolas, grupos culturais e comunidades. A proposta parte da compreensão de que sonhar também pode ser uma forma de imaginar outros modos de existência. Inspirada pela artista Ana Teixeira e pela obra ‘Cala a boca já morreu!’, que aborda questões relacionadas ao silenciamento feminino, Vitória Amaral desenvolveu reflexões e experiências com estudantes de Cabo Verde, em 2021. Ao longo de sua trajetória acadêmica e artística, também participou de ações e experiências em diferentes países da América Latina.

Durante a pandemia de Covid-19, a artista integrou grupos virtuais de apoio e debate sobre a violência contra as mulheres, questão que ganhou ainda maior visibilidade durante o período de isolamento social. Essas experiências contribuíram para a construção de uma pesquisa que articula arte, corpo, natureza, gênero, imaginário e experiência coletiva.
As inscrições podem ser realizadas por meio do formulário online: https://forms.gle/xjMtVctDEwfAtdsr8

Sobre a ministrante

Vitória Amaral
 atua como docente na Graduação e na Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). É pós-doutora em Arte/Educação e Feminismo pelo Instituto de Investigaciones Feministas da Universidad Complutense de Madrid (2011–2012) e realizou um segundo pós-doutorado sobre a América Latina (2023–2024), desenvolvendo pesquisas e experiências em países como Colômbia, Guatemala, Equador, Peru, Chile e Argentina. É doutora em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo (USP) e mestra em Antropologia pela UFPE. Sua pesquisa concentra-se na Educação em Artes Visuais, com ênfase no estudo das imagens, fundamentada na Teoria do Imaginário, na Abordagem Triangular, nas teorias decoloniais e nas perspectivas dissidentes na e da arte. A dimensão artística de sua pesquisa também se desenvolve a partir de experiências coletivas, interculturais e performáticas. Inspirada no trabalho da artista Ana Teixeira, realizou performances com transeuntes em Cabo Verde. Durante o período da pandemia de Covid-19, criou e integrou grupos de conversação com mulheres cis e trans, por meio de encontros virtuais realizados pelo Google Meet. Esses espaços constituíram redes de escuta, acolhimento, diálogo e apoio mútuo entre mulheres de diferentes territórios, envolvendo grupos de Rosário e Buenos Aires, na Argentina; Santiago, no Chile; e diferentes regiões do Brasil. Todas as experiências — os encontros, as escutas, as viagens, os rituais, as performances, os corpos, as paisagens e as narrativas de mulheres latino-americanas — constituem matéria e fermento para sua produção artística e para suas pesquisas em Arte/Educação. São experiências que alimentam uma prática fundada no diálogo entre arte, imaginário, feminismos, decolonialidade, natureza e resistência. Possui diversos artigos e livros publicados, entre os quais se destaca ‘Mulheres não devem ficar em silêncio’ (2019).

Período de inscrição: 24 de agosto a 14 de setembro de 2026
Data da residência: 17 de setembro a 16 de outubro de 2026      
Horário: das 14h às 18h
Local: Sala 02 (Centro Cultural UFMG – Av. Santos Dumont, 174 – Centro – BH | MG)
Turmas: quintas-feiras ou sextas-feiras (20 vagas cada)
Público: a partir de 17 anos (público em geral, jovens e adultos)
Carga horária: 40 horas
Entrada gratuita, mediante inscrição prévia
Certificado para quem concluir todos os encontros