Filarmônica de Minas Gerais recebe a violinista Geneva Lewis – 18 e 19/06

Após o grande sucesso de sua estreia com a Filarmônica de Minas Gerais, a violinista Geneva Lewis retorna à Sala Minas Gerais para interpretar o maravilhoso Concerto para Violino, de Antonín Dvorák, nos dias 18 e 19 de junho de 2026, às 20h30. A celebração pelos 200 anos da morte de Weber continua com uma de suas mais célebres aberturas. Encerrando o programa, uma das sinfonias mais marcantes do compositor brasileiro Claudio Santoro, em homenagem à construção de Brasília. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Patrocínio: Itaú Unibanco. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte 50 anos, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maestro Fabio MechettiDiretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo o responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. 

Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville por quatorze anos (1999 – 2014), tendo recebido o título de Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das orquestras sinfônicas de Syracuse (1992 – 1999) e de Spokane (1993 – 2004), nesta última atuando como Regente Laureado. Em 2014, tornou-se o primeiro maestro brasileiro a assumir a Regência Titular de uma orquestra asiática, ao aceitar o convite da Orquestra Filarmônica da Malásia, onde permaneceu por dois anos.

Ainda nos Estados Unidos, atuou como Regente Associado de Mstislav Rostropovich, na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com a qual se apresentou no Kennedy Center e no Capitólio. Foi também Regente Residente da Orquestra Sinfônica de San Diego. Estreou no Carnegie Hall, em Nova York, conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey, e tem dirigido diversas orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É presença constante nos festivais de verão dos Estados Unidos, como os de Grant Park, em Chicago, e Chautauqua, em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, Mechetti rege regularmente na Escandinávia, com destaque para a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a Orquestra de Helsingborg, na Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo, em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; na Escócia, a BBC Scottish Symphony; além de ter conduzido a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreado no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, rege regularmente a Filarmônica do Teatro Colón.

No Brasil, tem sido convidado a reger a Osesp, a Sinfônica Brasileira, as orquestras municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Sinfônica do Paraná, a Petrobras Sinfônica, entre outras. Trabalhou com artistas de renome, como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Antonio Meneses, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros. 

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

Geneva Lewis, violino

Artista da Nova Geração da BBC entre 2022 e 2024, a estadunidense-neozelandesa foi premiada pelo Fundo Borletti-Buitoni (2022) e pelo Programa Artístico Avery Fisher (2021). Artista jovem residente do programa de rádio Performance Today, foi artista revelação do mês de junho de 2021 da Musical America, a revista mais antiga de música clássica dos Estados Unidos. Ganhadora do concurso da Concert Artists Guild (2020) e do Prêmio Príncipe de Hesse da Academia Kronberg (2021), fez sua estreia no BBC Proms com a Orquestra Nacional da BBC do País de Gales, sob regência de Jaime Martin em 2023. Solou com a Orquestra Nacional de Bordeaux Aquitaine, as sinfônicas de Vancouver e da BBC, e as filarmônicas de Auckland e Minas Gerais. Apresentou-se com intérpretes ilustres, como András Schiff, Gidon Kremer e Mitsuko Uchida, em salas como o Wigmore Hall, em Londres, e a Concertgebouw, em Amsterdã, e em festivais como o Marlboro Music e o de Ravinia. Apresenta-se com um violino de Giovanni Battista Guadagnini, de cerca de 1776.

Repertório

Carl Maria von Weber (Eutin, Alemanha, 1786 – Londres, Inglaterra, 1826) e a obra Oberon: Abertura(1825-1826)

Oberon (1826) é o último esforço de Carl Maria von Weber, idealizador do teatro lírico genuinamente alemão, no sentido de criar uma música dramática sob a perspectiva romântica da fusão harmoniosa entre as artes. Encomendada pelo Covent Garden de Londres, a ópera foi composta quando Weber, aos 40 anos, encontrava-se com a saúde comprometida pela tuberculose e buscava assegurar o futuro da família. Contrariando as recomendações médicas, o compositor partiu para a Inglaterra, onde concluiu a abertura da obra três dias antes de sua estreia, que ele mesmo regeu, em 12 de abril de 1826, dois meses antes de falecer. Oberon, ou O juramento do rei dos elfos une a Idade Média cavaleiresca, a noção de um Oriente exótico e os personagensshakespearianos de Sonho de uma noite de verão. A ação, que se passa entre a França, a Arábia e o Mundo das Fadas, decorre da briga de Oberon, o rei dos elfos, com sua esposa Titânia, a rainha das fadas. Para ser perdoado, Oberon foi desafiado a encontrar um casal de namorados cujos sentimentos fossem capazes de suplantar todos os obstáculos à sua paixão. O desafio é cumprido e Oberon se reconcilia com Titânia depois que ajuda o cruzado Huon de Bordeaux a conquistar a princesa muçulmana Reiza, seu grande amor.

Antonín Dvorák (Nelahozeves, República Tcheca, 1841 – Praga, República Tcheca, 1904) e a obra Concerto para violino em lá menor, op. 53 (1879-1880)

Dvorák escreveu três concertos para três instrumentos diferentes: piano, violino e violoncelo. Eles introduzem a forma do concerto na música tcheca e demonstram o avanço do compositor rumo a uma maior expressão individual e a um sentido mais profundo de nacionalidade. Iniciado em 1879, um ano após a estreia do Concerto para piano, o Concerto para violino foi finalizado em 1882. Sua criação foi estimulada pelo violinista Joseph Joachim, a quem a composição é dedicada, e que foi consultado em Berlim tão logo o manuscrito da obra foi completado. Apesar de seus comentários e sugestões terem sido adotados, Joachim nunca chegou a executar a obra, cuja estreia ocorreu em Praga, no outono de 1883, pelas mãos de Frantisek Ondrícek. Em seu Concerto para violino, Dvorák revela o folclore tcheco não em características da Moldávia, onde nascera, e sim em traços populares da Boêmia, outra região de seu país. No último movimento, especialmente, é clara a presença da música aldeã boêmia. Escrito como um furiant, dança alegre e ritmada, ele reúne elementos melódicos típicos das gaitas de fole tchecas, chamadas dudy, e das canções populares eslavas de caráter melancólico conhecidas como dumka.

Claudio Santoro (Manaus, Brasil, 1919 – Brasília, Brasil, 1989) e a obra Sinfonia nº 7, “Brasília”(1959-1960)

A adesão a correntes estéticas conflitantes em momentos diferentes da vida fez de Cláudio Santoro uma das mais marcantes figuras da música de concerto brasileira. Panorama dessas incursões criativas são suas 14 sinfonias, que, compostas entre 1940 e 1989, fazem dele o maior sinfonista brasileiro. Estreada em 1964, na Alemanha, pela Orquestra Sinfônica da Rádio de Berlim, regida pelo compositor, a imponente Sétima Sinfonia foi composta em 1959, em Londres, para um concurso promovido pelo Ministério da Educação e Cultura em comemoração à construção de Brasília. A obra marca o fim da fase mais nacionalista de Santoro, instigada por sua participação no 2º Congresso Internacional de Compositores e Críticos Musicais, ocorrido em Praga, em 1948. Parte, assim, de uma musicalidade nacionalista diluída para traduzir sonoramente o modernismo e a noção de progresso vigentes à época. Uma das obras favoritas do compositor, a sinfonia explora de múltiplas formas motivos musicais aparentados de quatro notas. Com isso, erige um arco coeso que, bem sugere Gustavo de Sá, estende-se “das imagens monumentais da capital que brotava do chão no então isolado interior do Brasil” a “uma representação do discurso de modernidade, voltado para o futuro, que inspirou a construção da capital”.

Filarmônica de Minas Gerais

Série Presto

18 de junho – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Veloce

19 de junho – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Geneva Lewis, violino

WEBER               Oberon: Abertura

DVORÁK             Concerto para violino em lá menor, op. 53

SANTORO          Sinfonia nº 7, “Brasília”                      

INGRESSOS:

R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central) e R$ 185 (Balcão Principal).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix