Filarmônica de Minas Gerais apresenta a Missa de Réquiem, de Verdi – 13 e 14/08

Com regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra reúne importantes nomes do cenário da música de concerto

Homenageando os 125 anos da morte de Giuseppe Verdi, a Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência do maestro Fabio Mechetti, reúne renomados solistas como, Camila Provenzale (soprano), Ana Lúcia Benedetti (mezzo-soprano), Giovanni Tristacci (tenor), Hernán Iturralde (baixo-barítono) e dois dos coros mais importantes do país: Coral Lírico de Minas Gerais e o Coro da Osesp, para executar uma das mais poderosas e dramáticas obras corais-sinfônicas de todo o repertório. Criticada à época por ser considerada operística demais para uma obra religiosa, a Missa de Réquiem, de Verdi, transformou-se em uma das grandes manifestações do espírito humano diante da força inexorável da morte. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). O concerto do dia 13 de agosto será transmitido ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube, pela Rede Minas e pela Rádio MEC FM (87,1 BH e Brasília/99,3 RJ).

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Funarte 50 anos, Ministério da Cultura.

Maestro Fabio MechettiDiretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo o responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. 

Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville por quatorze anos (1999 – 2014), tendo recebido o título de Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das orquestras sinfônicas de Syracuse (1992 – 1999) e de Spokane (1993 – 2004), nesta última atuando como Regente Laureado. Em 2014, tornou-se o primeiro maestro brasileiro a assumir a Regência Titular de uma orquestra asiática, ao aceitar o convite da Orquestra Filarmônica da Malásia, onde permaneceu por dois anos.

Ainda nos Estados Unidos, atuou como Regente Associado de Mstislav Rostropovich, na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com a qual se apresentou no Kennedy Center e no Capitólio. Foi também Regente Residente da Orquestra Sinfônica de San Diego. Estreou no Carnegie Hall, em Nova York, conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey, e tem dirigido diversas orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É presença constante nos festivais de verão dos Estados Unidos, como os de Grant Park, em Chicago, e Chautauqua, em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, Mechetti rege regularmente na Escandinávia, com destaque para a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a Orquestra de Helsingborg, na Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo, em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; na Escócia, a BBC Scottish Symphony; além de ter conduzido a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreado no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, rege regularmente a Filarmônica do Teatro Colón.

No Brasil, tem sido convidado a reger a Osesp, a Sinfônica Brasileira, as orquestras municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Sinfônica do Paraná, a Petrobras Sinfônica, entre outras. Trabalhou com artistas de renome, como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Antonio Meneses, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros. 

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

Camila Provenzale, soprano

Nascida em São Paulo e residente em Zurique, conquistou o primeiro lugar no Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas e foi premiada nos concursos Internacional de Canto Neue Stimmen, na Alemanha, Paris Opera e Giusy Devinu, na Itália. Representante do Brasil na final do BBC Cardiff Singer of the World, no País de Gales, estreou na Ópera de Toulon, na França, em 2017, mesmo ano em que interpretou as Bachianas Brasileiras nº 5, de Villa-Lobos, no Teatro Real, em Madrid. Entre 2018 e 2019, apresentou-se com Plácido Domingo em inúmeras ocasiões. Interpretou papeis operísticos de destaque em montagens do Théâtre des Champs-Élysées, Theatro Municipal de São Paulo e Opera North, na Inglaterra, e foi a protagonista na estreia mundial da ópera Cartas Portuguesas, de João Guilherme Ripper. Com repertório sinfônico abrangente, solou todas as sinfonias de Mahler, Carmina Burana e diversas obras de Beethoven, Mozart e Villa-Lobos. Em 2022, estreou no Carnegie Hall com a Osesp, no espetáculo The Amazon Concert.

Ana Lúcia Benedetti, mezzo-soprano

Natural de São Paulo, conquistou o primeiro lugar no 9º Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas, o prêmio de melhor voz feminina no 4º Concurso de Canto Carlos Gomes, e foi premiada no 9º Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão e no I Solisti. Bacharel em canto pela Faculdade Mozarteum de São Paulo, estudou com Hildalea Gaidzakian, Marcos Thadeu, Regina Elena Mesquita, Francisco Campos, Rosana Lamosa, Eliane Coelho, Isabel Maresca, Rafael Andrade e Gabriel Rhein-Schirato. No cenário lírico, destacou-se em montagens de Um baile de máscarasCavalleria RusticanaA italiana em ArgelEvguiêni OniéguinA danação de FaustoO Casamento SecretoOtello e Thaïs. Seu repertório sinfônico abrange o Réquiem de Verdi, as Sinfonias nº 2, 3 e 8, os Rückert-Lieder e A canção da terra de Mahler, a Sinfonia nº 9 de Beethoven, o Magnificat Aleluia de Villa-Lobos, o Oratório de Natal de Saint-Säens e o Stabat Mater de Pergolesi.

Giovanni Tristacci, tenor

Giovanni Tristacci tem sólida carreira nacional e internacional no meio da música lírica. Apresentou-se em salas como o Bozar, em Bruxelas, a Sala São Paulo, os teatros municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, o Palácio das Artes, o Theatro da Paz, em Belém, e o Teatro Amazonas, e em palcos na China, Colômbia, Espanha e Itália. Bacharel em Canto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez pós-graduação em Canto Lírico no Conservatório Superior de Música do Liceu, em Barcelona, e cursos de especialização no Centro de Perfeccionamiento Plácido Domingo, em Valência, e na Chapelle Musicale Reine Elisabeth, na Bélgica. Estudou com Eduardo Álvares, José van Dam, Jocelyne Dienst-Bladin, Helmut Deutsch, Roger Vignoles e Isabel Maresca, e se destacou em montagens de O amor das três laranjas, de Prokofiev, Fausto e Romeu e Julieta, de Gounod, A Flauta Mágica, de Mozart, (Gounod); Rigoletto, de Verdi, e Gianni SchicchiLa Traviata e La Bohème, de Puccini.

Hernán Iturralde, baixo-barítono

Estudou com Aldo Baldin na Escola Superior de Música de Karlsruhe, Alemanha. Estreou na Europa com a Pequena Missa Solene de Gioachino Rossini, dirigida por Helmuth Rilling. Desde então, tem se apresentado na Alemanha, na Espanha, nos Estados Unidos, na França e na América Latina. Desempenhou os papéis principais em Wozzeck, de Alban Berg, O Navio Fantasma e O anel do Nibelungo, de Richard Wagner, e Le Grand Macabre, de György Ligeti. Foi premiado pela Fundação Konex como um dos cinco melhores cantores masculinos da Argentina nas últimas duas décadas.

Coral Lírico de Minas Gerais

Criado em 1979, é um dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado (FCS). Sob a direção da regente titular Lara Tanaka, conta com programação artística permanente e interpreta um repertório diversificado, que inclui motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Participa da política de difusão do canto lírico promovida pelo Governo de Minas Gerais, com as séries Concerto no Parque, Lírico Sacro, Sarau ao Meio-Dia e Lírico em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Também contribuem para a democratização do acesso do público ao canto coral por meio de concertos em cidades do interior de Minas Gerais e outras capitais brasileiras. Ao longo dos anos, estiveram à frente do grupo os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade.

Coro da Osesp

Possui um trabalho versátil, que enfatiza o registro e a difusão da música dos séculos XX e XXI e de compositores brasileiros. De sua ampla discografia, destacam-se Canções do Brasil (Biscoito Fino, 2010), Aylton Escobar: Obras para coro (Selo Digital Osesp, 2013) e Heitor Villa-Lobos: Choral Transcriptions (Naxos, 2019). Apresentou-se em 2006 para o rei da Espanha, Filipe VI, em Oviedo, no 25º Prêmio da Fundação Príncipe de Astúrias. Em 2020, cantou, sob a batuta de Marin Alsop, no Concerto de Abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, feito repetido em 2021, em filme virtual que trazia também Yo-Yo Ma e artistas de sete países. Com a Osesp, estreou no Carnegie Hall, em Nova York, em 2022, apresentando-se na série oficial de assinatura da casa no elogiado Floresta Villa-Lobos. Fundado em 1994 por Aylton Escobar, integra a Osesp desde 2000. Teve como regentes Naomi Munakata (1995–2015) e Valentina Peleggi (2017–2019). Em 2025, Thomas Blunt assumiu como regente titular e Kaique Stumpf como regente residente.

Repertório

Giuseppe Verdi (Roncole, Itália, 1813 – Milão, Itália, 1901) e a Missa de Réquiem (1874 | rev. 1875)

Missa de réquiem pelo aniversário da morte de Manzoni 22 de maio de 1874 foi composta em homenagem a Alessandro Manzoni (1785–1873), escritor italiano “venerado” por Verdi, tanto por sua obra literária quanto pelo papel de liderança assumido no Risorgimento, o movimento de unificação da Itália que se desenrolou entre 1815 e 1870. Para o compositor, Manzoni era um “modelo de virtude e patriotismo” e representava, com Gioachino Rossini (1792–1868), um dos “pilares da glória italiana”. Assim, pouco depois de sua morte e após uma visita a seu túmulo, em junho de 1873, Verdi decidiu homenageá-lo com uma “missa pelos mortos”. Segundo o compositor, a obra “teria dimensões muito vastas e, além de uma grande orquestra e de um grande coro, também exigiria […] quatro ou cinco cantores solistas”. Escrita entre agosto de 1873 e abril de 1874, a Missa de Réquiem foi estreada, como previsto, no dia 22 de maio de 1874, na igreja de São Marcos, em Milão. Sob a regência do compositor, uma orquestra de 150 músicos, um coro de 120 cantores e 4 solistas apresentaram o Réquiem como parte de uma cerimônia litúrgica. Exceto pelo “Liber scriptus”, que passou a figurar como um solo de mezzo-soprano e foi apresentado pela primeira vez no Royal Albert Hall, em Londres, em maio de 1875, é a versão da estreia que se ouve hoje. 

Nessa missa-cantata, como às vezes é definida em razão das importantes partes solistas, o movimento final tem um papel importante. Origem de todo o projeto, é uma versão revisada do “Libera me” que Verdi compusera para a Missa para Rossini, um réquiem escrito coletivamente por 13 compositores italianos, em 1869, para uma homenagem a Rossini que jamais aconteceu — redescoberta em 1986, essa missa seria estreada apenas em 1988. O principal destaque do Réquiem de Verdi, contudo, é o monumental “Dies iræ”, que se subdivide em 10 seções, cada uma baseada em um trecho do hino medieval sobre o Juízo Final cujo eu-lírico é um pecador desesperado. O tratamento inspirado e complexo dado a essa seção é resultado de estudos dos réquiens de Mozart, Cherubini e Berlioz, em que Verdi constatou que o “‘Dies iræ’ […] jamais havia sido tratado musicalmente no espírito exato do texto latino”.

Alguns ouvintes questionam a sinceridade do sentimento religioso da obra com base no fato de que Verdi era abertamente agnóstico e anticlerical; debate estéril, já que para Verdi a obra se justifica por seu valor musical e sua singular força dramática. Não se trata, contudo, do drama operístico ou teatral, pois, embora descrita por Hans von Bülow como uma “ópera em trajes eclesiásticos”, o Réquiem não se assemelha ao drama literário, dotado de enredo, e tampouco conta com encenação ou papeis designados para os cantores — e o próprio Verdi insistia para que não fosse cantado “como se canta uma ópera”. Assim, embora se ouça no Réquiem ecos do estilo que fez de Verdi o pilar da ópera romântica italiana, é na expressão profunda “[d]os significados e [d]as implicações emocionais do texto litúrgico” que seu drama reside.

Filarmônica de Minas Gerais

Série Allegro

13 de agosto – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Vivace

14 de agosto de 2026 – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Camila Provenzale, soprano

Ana Lúcia Benedetti, mezzo-soprano

Giovanni Tristacci, tenor

Hernán Iturralde, baixo-barítono

Coral Lírico de Minas Gerais e Coro da Osesp

VERDI          Missa de Réquiem         

INGRESSOS:

R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central) e R$ 185 (Balcão Principal).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix