Evento reúne drag queens, cantores, DJs, grupos de dança, ballroom e ações de conscientização no dia 27 de setembro
A arte, a cultura e a pluralidade das pessoas LGBTQIA+ ocupam, no dia 27 de setembro de 2026, embaixo do Viaduto Santa Tereza. O Festival “Pride BH – Celebração e Consciência” será realizado das 14h às 22h em um dos espaços simbólicos para a cultura urbana da capital mineira. O evento reúne 17 drag queens, cinco DJs, quatro cantores e cantoras, três grupos de dança, uma bailarina e quatro apresentadoras, além de participações especiais e ações de conscientização ao longo da programação. Idealizado pelo produtor cultural Bruno Augusto, o Festival é gratuito e contará com intérpretes de Libras e banheiros acessíveis.
A programação começa às 14h, com uma ação especial de ballroom, o PRIDEBALL, em que será realizada uma competição com premiação em quatro categorias. A partir das 15h, o palco recebe uma série de apresentações artísticas, além de momentos de fala e participação de movimentos sociais. O Festival busca criar um espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas, em que artistas independentes tenham a oportunidade de se apresentar. Além disso, o público terá acesso a uma experiência cultural gratuita e acessível e poderá conhecer as histórias das pessoas que sobem ao palco antes do evento, por meio do podcast PRIDECAST.
Criado em 2020, no formato digital, esta é a primeira edição em que o Pride BH acontece presencialmente. Nesta edição, um dos espaços emblemáticos de Belo Horizonte foi escolhido como palco das apresentações. Segundo o diretor do projeto, a escolha tem o intuito de aproximar a cultura e o espaço público. “A escolha do Viaduto Santa Tereza reforça a identidade do projeto. Historicamente ligado à cultura urbana de Belo Horizonte, o espaço tornou-se ponto de encontro para manifestações ligadas à música, dança, juventude e produção artística independente. Ao ocupar o local, o Festival Pride BH pretende reforçar a relação entre cultura e espaço público, aproximando artistas e população e ampliando o acesso a diferentes manifestações culturais”, conta Bruno Augusto.
Festa, luta e visibilidade — Presente no nome do Festival, a frase “Celebração e Consciência” sintetiza a proposta do projeto, de celebrar a potência artística e cultural, ao passo que denuncia as violências sofridas pela população LGBTQIA+. Segundo Bruno, festa e luta não são opostas. “Celebrar também é uma forma de resistência. A gente quer que o Festival seja um espaço de alegria, música, dança, arte e liberdade, em que as pessoas possam simplesmente existir e se sentir pertencentes à cidade. Mas não podemos esquecer que, enquanto celebramos as conquistas, ainda existem preconceito, violência, exclusão e muitas barreiras que atravessam a população LGBTQIA+. Por isso, o tema ‘Celebração e Consciência’. Queremos comemorar o que já conquistamos, mas também usar a visibilidade do Festival para lembrar o que ainda precisa avançar. Uma coisa não anula a outra; pelo contrário, a celebração também pode abrir espaço para reflexão e transformação”, explica Bruno.
Além dos questionamentos provocadas, o projeto também propõe o diálogo entre artistas que possuem diferentes trajetórias na cena cultural, celebrando suas experiências e ampliando sua visibilidade. Para o idealizador do projeto, isso faz com que o público conheça outros talentos e que eles mesmo se reconheçam como parte integrante da cultura belorizontina. “Existem muitos artistas extremamente talentosos que ainda encontram poucas oportunidades e espaços para mostrar o próprio trabalho. O Festival nasce também com esse compromisso de abrir palco, especialmente para artistas locais e para diferentes corpos, identidades, histórias e linguagens artísticas. Quando colocamos essas pessoas juntas em um grande evento gratuito e aberto à cidade, não estamos apenas oferecendo um palco, estamos criando encontros, conexões e possibilidades. Queremos que o público conheça novos artistas e que esses artistas se reconheçam como parte da cena cultural de Belo Horizonte. O Viaduto Santa Tereza tem ainda um significado muito forte nisso, o de ocupar um espaço público histórico com arte e diversidade. Isso também é dizer que a cidade pertence a todas as pessoas”, afirma Bruno.
Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Festival Pride BH – Celebração e Consciência
Data: 27 de setembro de 2026
Local: Sob o Viaduto Santa Tereza, Belo Horizonte
Horários: 14h às 22h
Entrada gratuita, sem retirada de ingressos
Realização: Bruno Augusto



Adicionar Comentários