Artista das ruas da capital mineira desde 2004, COMUM é reconhecido por trabalhos de arte urbana no graffiti, muralismo, stencil, lambe-lambe, publicações e no rap
Quem vive em Belo Horizonte (MG), se esbarra com as obras do COMUM diariamente. Um de seus murais mais recentes está em uma empena de 40 metros de altura do Edifício Satélite, no centro da capital mineira. A história de um dos principais artistas urbanos da cidade, com trajetória marcada por obras gigantescas, em tamanho e importância, agora ganha um novo capítulo que dá vida a suas origens, ao narrar seus primeiros passos na arte por meio de telas pintadas com tinta acrílica, na exposição “Estou Vestido Com As Roupas Que A Rua Me Deu”. O evento de lançamento acontece nesta quinta (23) e as obras ficam disponíveis para visitação na galeria BREXA, até a segunda quinzena de agosto.
O tema da mostra retoma uma história de vida, já que na primeira vez que COMUM pegou em um pincel e se propôs a pintar algo, há mais de 20 anos, o suporte era uma camiseta. Ali, descobriu uma maneira de fazer de seu próprio corpo a vitrine das ideias que existiam na sua cabeça. Foram inúmeras roupas, patches e jaquetas pintadas, camisas usadas repetidas vezes, até que sua arte saltasse para as ruas e o tornasse artista visual, fazendo da tinta seu meio de vida.
Em “Estou Vestido Com As Roupas Que A Rua Me Deu” , vestir a camisa é um ato literal. “É dar corpo a uma ideia, a uma cultura, uma identidade, entendendo os tecidos e estampas como um espaço de afirmação e testemunhas físicas de percursos pessoais. Além disso, o vestuário também protege e acolhe na selva de signos que é a cidade, distinguindo ou camuflando, manifestando as forças que compõem o sujeito urbano”, conta o artista.
É a primeira vez, em toda sua trajetória, que COMUM apresenta trabalhos pintados em tinta acrílica. As obras ficarão disponíveis para venda e podem ser visitadas na galeria BREXA, de terça a sábado, das 16h às 20h. No espaço cultural inaugurado recentemente no centra da cidade, acontecem exposições todo mês, além de apresentações musicais , lançamentos de publicações, rodas de conversa, palestras e audições focadas nas linguagens do Hip Hop e nas experiências culturais da cidade.
“Durante muito tempo a arte de rua foi lida como marginal, algo que deveria ficar da porta pra fora. Nossa proposta na galeria é colocar a arte urbana em evidência, sem abrir mão dessa intimidade com a rua, com o viaduto, que é a essência da cultura hip hop. Então criamos um ambiente para que esses artistas consigam comercializar suas obras, apresentar conceitos, narrativas, histórias, expor seus trabalhos e conversar com seus públicos. Nós queremos que a arte urbana ocupe de vez seu lugar no universo das artes, em um espaço que surge da rua para todos”, explica PDR Valentim, um dos idealizadores da galeria BREXA.
Exposição disponível na galeria BREXA – Rua Aarão Reis, 554, Centro, Belo Horizonte (embaixo do Viaduto Santa Tereza) até o dia 8 de agosto de 2026.
Horário de visitação de terça a sábado, das 16h às 20h.
Mais informações no perfil da galeria @brexacultural.
Crédito fotos: Pâmela Bernardo



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