Coral Lírico de Minas Gerais abre temporada com estreia de nova regente – 12/03

Programa reúne obras de compositoras e compositores europeus dos séculos XIX e XX, sob nova direção de Maria Clara Marco Fernández

O Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG) abre a temporada de 2026 com um concerto da série “Lírico no Museu”, que marca a estreia oficial de Maria Clara Marco Fernández como regente titular e diretora musical do conjunto. Nascida em Buenos Aires, Maria Clara possui sólida formação em regência orquestral e de ópera pela Universidade Nacional das Artes e pelo Instituto Superior de Arte do Teatro Colón, com trajetória consolidada na música clássica latino-americana e europeia, e já esteve à frente de produções do Coral Lírico. A apresentação que marca seu retorno, agora como maestra titular, será realizada no dia 12 de março de 2026, às 19h, no Museu Inimá de Paula, no Centro de Belo Horizonte, com entrada gratuita.

O programa reúne obras do repertório coral europeu dos séculos XIX e XX. O concerto percorre o romantismo alemão sob a perspectiva de Clara Schumann (1819–1896) e Fanny Mendelssohn (1805–1847). O repertório inclui também obras da francesa Lili Boulanger (1893–1918), do austríaco Franz Schubert (1797–1828) e do alemão Johannes Brahms (1833–1897), contemplando diferentes abordagens da escrita coral, e se encerra com uma composição do francês Gabriel Fauré (1845–1924). O concerto celebra a renovação e reafirma a excelência artística do Coral Lírico de Minas Gerais, abrindo novos caminhos interpretativos para o grupo.

O concerto “Lírico no Museu” é realizado peloMinistério da Cultura,Governo de Minas Gerais,Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais eFundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm aCemig como mantenedora, Patrocínio Master doInstituto CulturalVale eGrupo Fredizak, Patrocínio Prime doInstituto Unimed-BH e da Usiminas, Patrocínio Plus daVivo, Patrocínio daArcelorMittal e correalização daAPPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra oCircuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

Nova regência, novos horizontes – Ao assumir a direção do coro, a regente destaca a qualidade artística do grupo e sua versatilidade para atravessar diversos estilos. Para a temporada, estão previstos desafios importantes, como as montagens das óperas “As Bodas de Fígaro”, de Wolfgang Amadeus Mozart, e “Chica da Silva”, de Guilherme Bernstein, além de repertórios sinfônico-corais como o “Réquiem” de Mozart, concertos de música de câmara e programas dedicados à música latino-americana. Para a maestra, assumir a direção do Coral Lírico de Minas Gerais representa um momento significativo de sua trajetória. “Liderar um grupo de tal prestígio e história é uma honra imensa e, ao mesmo tempo, um grande desafio, que me motiva a dar o melhor de mim”, afirma.

Para sua estreia, Maria Clara escolheu um repertório equilibrado entre autores e autoras, que “evidencia a diversidade sonora do romantismo, reunindo obras que transitam entre passagens íntimas e expressivas e momentos de caráter mais intenso e enérgico. Na segunda metade do concerto, o programa se volta à relação entre o humano e o divino nas obras de Schubert, Brahms e Fauré, explorando temas que vão desde a criação até a força e o rigor implacável dos deuses. O público pode esperar uma experiência marcada por contrastes, entre a delicadeza camerística das compositoras românticas e sonoridades amplas, de grande majestade e dramaticidade”.

Programa:

Clara Schumann

Drei gemischte Chöre

Fanny Mendelssohn

Abendlich schon rauscht der Wald

Lili Boulanger

Sous bois

Franz Schubert

Gott der Weltschöpfer

Johannes Brahms

Gesang der Parzen

Franz Schubert

Begräbnislied

Gott im Ungewitter

Gabriel Fauré

Cantique de Jean Racine

CORAL LÍRICO DE MINAS GERAIS – Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais. Interpreta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Participa da política de difusão do canto coral, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização das séries Concertos da Liberdade, Coral Lírico na Cidade e Noites Líricas, além de integrar as temporadas de óperas da FCS. O Coral Lírico de Minas Gerais já teve como regentes Luiz Aguiar, Marcos Thadeu Miranda Gomes, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes, Lincoln Andrade, Lara Tanaka e Hernán Sánchez Arteaga. Maria Clara Marco Fernández é sua atual regente titular e diretora musical.

FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural. Palácio das Artes – 55 anos: ontem, hoje, sempre. A arte é o espaço do encontro.

Coral Lírico de Minas Gerais apresenta: “Lírico no Museu”

Data: 12 de março de 2026 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Museu Inimá de Paula (R. da Bahia, 1201, Centro – Belo Horizonte)
Classificação indicativa: 10 anos

Entrada gratuita, sem a necessidade de retirar ingressos previamente, mas o espaço está sujeito à lotação.