Banana: do PF ao autoral

A fruta mais popular do Brasil e amplamente consumida em toda a América Latina circula pela cozinha com naturalidade. Está no comércio de rua, no café da manhã, no PF, na sobremesa, no boteco e no restaurante autoral, sempre cumprindo funções distintas e sem perder identidade.

No Caribe e no norte da América do Sul, a banana-da-terra é técnica. No Gabo (Belo Horizonte), vira patacones por fritura dupla e funciona como base crocante para coberturas salgadas. É cozinha popular que atravessa fronteiras sem perder sentido.

No Brasil, a banana ocupa um papel completo no prato feito. No executivo da Cozinha Santo Antônio (Belo Horizonte), acompanha o picadinho de coração de paleta curraleiro com pastel de queijo do Cerrado. Não é doce para finalizar nem enfeite de prato. Atua para aliviar a intensidade do corte e organizar o paladar.

Em outras mesas, a banana se torna elemento de construção. No Casulo (Lapinha da Serra), o stinco de cordeiro com angu de banana-algodão usa a fruta para dar densidade e amido, criando uma base quente e vegetal. No Rivo (Belo Horizonte), aparece na sobremesa chamada “não me chame de carbonara”, equilibrando gordura, sal e acidez com guanciale, queijo pecorino, pimenta-do-reino e caviar.

No TOM, no coração do Centro, o Pastel do Centro presta homenagem a uma das receitas mais simbólicas das pastelarias da cidade: o pastel de banana. A proposta mantém a alma popular, mas subverte a forma com um jogo de camadas que lembra uma mil-folhas tropical. A massa frita se une ao mousse de banana tostada e ao creme de chocolate branco caramelizado, trazendo releitura contemporânea sem abrir mão da memória afetiva.

Na Casa da Agnes (Belo Horizonte), a banana integra o menu executivo de forma constante. O purê de banana e o bobó de vegetais com banana-da-terra mostram como a fruta sustenta pratos quentes, oferece conforto e opera como base culinária, sem depender da lógica da sobremesa.

Rivo
Rua São Paulo, 2514 – Lourdes, Belo Horizonte
Funcionamento: terça a sexta, 19h às 23h30; sábados, 12h às 15h e 19h às 23h30
Instagram: @rivo.bh
Capacidade: 68 lugares + balcões

Cozinha Santo Antônio
Rua São Domingos do Prata, 453 – Santo Antônio, Belo Horizonte
Funcionamento:
Terça a sexta, das 12h às 15h
Sábados, domingos e feriados, das 12h30 às 17h
Quintas e sextas, das 19h às 23h@cozinhasantoantonio

A Casa da Agnes
Rua Paulo Afonso, 833 – Santo Antônio, Belo Horizonte
Almoços: terça a sábado, de 12h às 15h
Eventos fechados para até 60 pessoas
Informações e delivery: (31) 98738-7066
@acasadaagnes 

Gabo
Avenida Cristóvão Colombo, 336, Savassi, Belo Horizonte
Terça e quarta, das 18h às 23h
Quinta e sexta, das 18h à meia-noite
Sábado, das 12h à meia-noite
@casa.gabo.bh 

Casulo – Restaurante e experiências
Rua Olhos d’Água, 01 – Lapinha da Serra, Santana do Riacho
Funcionamento: terça a domingo
Reservas e informações: (31) 98408-0368 | casulolapinhadaserra@gmail.com
Instagram: @casulolapinhadaserra

TOM 
Horários: quarta, quinta e sexta das 18h30 à 0h; sábado das 12h às 0h; domingo das 12h às 17h
Endereço: Av. Amazonas, 1049 – loja 70 – Centro, Belo Horizonte
Instagram: @tomcozinha