Foto: Rafael Costa
A Prefeitura de Belo Horizonte abre, a partir deste segunda-feira (2), as inscrições para autorização de uso dos teatros públicos municipais. A seleção é voltada para projetos artístico-culturais para uso, de junho a novembro deste ano, dos teatros Francisco Nunes, Marília e Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado.
Podem se inscrever propostas nas categorias artes cênicas, música e outras linguagens artísticas, dentro dos segmentos apresentação artística, mostra e festival. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 31 de março, às 17h, por meio da plataforma on-line Mapa Cultural BH. As informações completas podem ser consultadas no edital do chamamento, disponível no Portal PBH.
Podem participar proponentes de todo território nacional, nas modalidades pessoa física individual, microempreendedor individual, pessoa jurídica e coletivo de artistas de pessoas físicas. As propostas selecionadas irão compor a programação dos teatros públicos de junho a novembro de 2026, observando o horário de funcionamento de cada um dos teatros, bem como a ocupação por meio de projetos da Fundação Municipal de Cultura.
Uma Comissão Organizadora, formada por quatro membros nomeados pela Fundação Municipal de Cultura, será responsável por todas as etapas do processo. A etapa de avaliação das propostas artísticas será realizada pela Comissão de Avaliação e Classificação composta por seis membros da administração pública municipal, designados também pela FMC. Os critérios de avaliação estão descritos no Edital.
Teatro Francisco Nunes
Sediado no Parque Municipal, o Teatro Francisco Nunes, inicialmente chamado “Teatro de Emergência”, foi inaugurado em 1950. O nome é uma homenagem ao clarinetista e maestro mineiro Francisco Nunes (1875-1934), que fundou a Sociedade de Concertos Sinfônicos de Belo Horizonte e dirigiu o Conservatório Mineiro de Música. O palco do Teatro Francisco Nunes também foi fundamental para o nascimento do moderno teatro mineiro, com diversos trabalhos de artistas como João Ceschiatti, João Etienne Filho, Jota Dangelo e Haydée Bittencourt.
Atualmente, o teatro possui capacidade para 525 lugares na plateia, sendo 11 poltronas destinadas a pessoas obesas ou com mobilidade reduzida, além de seis espaços reservados a pessoas com deficiência (PCDs). O Teatro Francisco Nunes recebe uma ampla variedade de espetáculos e eventos de âmbito nacional e internacional, como o Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH), o Fórum Internacional de Dança (FID), o Festival de Arte Negra (FAN), o Verão de Arte Contemporânea e a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, entre outros. O teatro foi tombado pelo Patrimônio Cultural do Município em 1994.
Teatro Marília
O Teatro Marília foi inaugurado em 1964, originalmente como propriedade da Cruz Vermelha Brasileira, que o administrou por 15 anos. Concebido como auditório da Escola de Enfermagem da instituição, o teatro logo se tornou um importante ponto de encontro para artistas, intelectuais e boêmios nas décadas de 1960 e 1970, destacando-se como um dos principais espaços teatrais do circuito nacional, com uma das caixas cênicas mais harmoniosas da cidade.
Em 1991, o Teatro Marília foi tombado pelo Patrimônio Cultural do Município para uso cultural, passando a ser administrado pela Prefeitura de Belo Horizonte. Em 2014, o equipamento passou por uma restauração que aumentou sua capacidade em 71 lugares, além de incluir novas cadeiras e melhorias acústicas, proporcionando mais conforto tanto ao público quanto aos artistas. Atualmente, a lotação é de 256 pessoas, com 3 poltronas destinadas a pessoas obesas ou com mobilidade reduzida e 6 espaços reservados a pessoas com deficiência (PCDs).
Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado
O Teatro Raul Belém Machado homenageia o premiado cenógrafo e professor, uma figura fundamental das artes cênicas em Minas Gerais. O teatro integra o Espaço Cênico Yoshifumi Yagi, localizado no Bairro Alípio de Melo. O espaço cultural foi entregue à Fundação Municipal de Cultura (FMC) pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2013, após ser idealizado como uma arena, fruto do esforço da comunidade local no Orçamento Participativo de 2007/2008. O nome do espaço é uma homenagem ao imigrante japonês Yoshifumi Yagi, que foi um importante agente de transformação no bairro. O Teatro Raul Belém Machado possui capacidade para até 160 pessoas, sendo 85 cadeiras sobre praticáveis, 70 no nível do piso e cinco espaços reservados a pessoas com deficiência (PCDs).
Edital de chamamento para autorização de uso dos teatros públicos municipais
Inscrições: de 2 a 31 de março de 2026, no Mapa Cultural BH
Para mais informações, acesse o edital disponível no Portal PBH.



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