CULTURADORIA LANÇA CURSO DE “CONTEÚDO CULTURAL: DA PRODUÇÃO À VEICULAÇÃO”
Com patrocínio da ArcelorMittal, projeto conta com aulas online, gratuitas e
nacionais, além de monitoria especializada, e busca formar profissionais e
impulsionar a economia criativa
Incentivar a produção de conteúdo jornalístico sobre a cultura brasileira,
de forma a ampliar o acesso da população à produção artística nacional e,
assim, fomentar a economia da cultura, a partir do consumo dos bens e
serviços gerados pelo setor. Eis a principal meta do curso “Conteúdo
Cultural: da produção à veiculação”, elaborado e realizado pelo site
Culturadoria ( <http://www.culturadoria.com.br> www.culturadoria.com.br).
Gratuitas e online, as aulas nacionais serão ministradas em abril e maio, às
segundas e quartas, das 19h às 22h, pelos professores e jornalistas Carol
Braga – fundadora do portal – e Maurício Guilherme Silva Jr.
Por meio de debates teóricos e reuniões coletivas de pauta, a iniciativa
abordará fundamentos da reportagem e da crítica cultural, além de estimular a produção de narrativas experimentais, a serem publicadas no próprio portal Culturadoria.
As inscrições, destinadas a interessados de todo o Brasil, estarão abertas
até o dia 29 de março, no site https://culturadoria.com.br/em-rede/. O
projeto conta com patrocínio da ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de
Incentivo à Cultura de Minas Gerais. “O Culturadoria é um veículo de extrema relevância para a formação crítica do espectador no campo da cultura. Além de divulgar as ações culturais e produzir um conteúdo especializado, o projeto se propõe a formar novos curadores e multiplicadores. Nos últimos anos, vimos sair de circulação diversos veículos que atuavam no cenário mineiro. Apoiar essa iniciativa é dar oportunidade ao público de acessar produções de qualidade, além de formar novos profissionais, que irão intervir na formação de público. Juntamente à produção do projeto, tivemos
oportunidade de ajustar o público-alvo das ações formativas, e construímos
um projeto que irá acolher a diversidade e priorizar a formação de pessoas
que se encontram em situação de vulnerabilidade social, além de equalizar a
oportunidade entre os gêneros e raças menos contempladas em projetos dessa
natureza”, comenta Adriana do Carmo, gerente de investimento social da
Fundação ArcelorMittal.
O Culturadoria em Rede faz parte do programa Forma e Transforma, da Fundação
ArcelorMittal, núcleo de investimento e transformação social do Grupo
ArcelorMittal. Para contribuir com a democratização do acesso à cultura, a
Fundação investe na formação de público e de profissionais para atuarem na
área cultural. Por meio do programa ArcelorMittal Forma e Transforma, a
instituição promove iniciativas com foco na formação de artistas,
empreendedores e gestores culturais, contribuindo com a valorização e o
desenvolvimento da cultura das localidades. Além disso, realiza o Diversão
em Cena, o maior programa de formação de público para teatro infantil do
país, presente em diversas cidades, com apresentações teatrais gratuitas ou
a preços populares a teatros, escolas e praças públicas.
No total, há 100 vagas disponíveis, a serem preenchidas segundo parâmetros de respeito à paridade de gênero e raça e à inclusão de pessoas com deficiência. Planeja-se, ainda, dedicar 30% das vagas a dois estudantes
universitários bolsistas (Prouni ou Fies) e a universitários em situação de
vulnerabilidade social.
Dinâmica do curso
Fruto do projeto “Culturadoria em rede”, o curso tem duração de 24
horas/aula, além de mentoria especializada, para produção de conteúdo em
jornalismo cultural. “Afora a produção de pautas, com levantamentos
históricos da cena cultural brasileira, abre-se espaço à revelação de novos
artistas”, destaca Carol Braga, idealizadora do projeto e do site Culturadoria.
A iniciativa busca, portanto, formar produtores de conteúdo especializado em cultura brasileira, além de fomentar o consumo de produtos culturais
realizados no Brasil. “Pretendemos, ainda, impulsionar a economia criativa
brasileira, ampliar a divulgação e, assim, fortalecer a cadeia produtiva da
economia criativa”, sublinha Carol, ao comentar que o curso também almeja
contribuir com a sustentabilidade de empreendimentos culturais e a
diminuição do deserto de informações acerca de manifestações artísticas
oriundas do interior do país.
Sustentabilidade
Todas as ações do projeto serão realizadas via meio digital, com aulas e
materiais didáticos virtuais, o que minimiza impactos ligados à produção de
descartáveis e à degradação do meio ambiente. No que tange à questão
financeira, a iniciativa realmente fomenta a cadeia produtiva da cultura, ao
possibilitar a criação de habilidades para o desenvolvimento de trabalhos na área do jornalismo cultural. O projeto visa empoderar jornalistas e
interessados de todo país a criar estratégias de trabalhos capazes de dar
visibilidade à cultura e às expressões artísticas nacionais.
Mentorias
Após a realização das aulas teóricas, os 20 participantes que mais se
destacarem serão selecionados a produzir conteúdo jornalístico a ser
publicado na estrutura multiplataforma (texto, áudio, vídeo e imagem) do
Culturadoria. A produção será mentorada por Carol Braga, que, além da
curadoria técnica, ficará a cargo da organização das pautas, para que haja
equilíbrio de visibilidade em relação aos diversos setores da cultura no
país.
A partir de tal acompanhamento personalizado, serão produzidas e publicadas,
em diversos formatos, cinco séries temáticas, sobre música; teatro e dança;
cinema; literatura; e gastronomia. “O material será divulgado, de forma
gratuita e online, nos canais do Culturadoria. Além do portal, há Instagram,
Twitter, Facebook, TikTok, YouTube e plataformas de podcast”, explica a
jornalista.
Para seleção dos 20 participantes da mentoria, serão levadas em consideração
a presença nas aulas, a participação e a disponibilidade de horários. “Dessa
maneira, o projeto promove maior oportunidade de divulgação de projetos do
interior dos estados brasileiros, e diminui o deserto de informações,
sobretudo relacionado à cultura”, completa Carol.
Carolina Braga, coordenadora e editora de conteúdo
Carol Braga é jornalista, doutora em Comunicação e sociabilidade
contemporânea pela Universidad Autónoma de Barcelona, em convênio com a UFMG
(2013), mestre em Jornalismo e novas linguagens também pela Universidad
Autónoma de Barcelona (2009) e pós-graduada em Crítica de música pop e
cinema pela Universidad Ramon Llull (2008), de Barcelona. Participou de
estágio pós-doutoral na UFMG, com projeto sobre narrativas transmídia no
jornalismo, e bolsa CNPq Pós-doutorado Júnior (PDJ, 2019). É idealizadora do
Culturadoria, projeto multiplataforma de curadoria de informação sobre
artes, eventos e espetáculos, criado em 2016. Entre 2001 e 2016, trabalhou
como jornalista no grupo Diários Associados, em Belo Horizonte. Entre 2001 e
2011, foi produtora, repórter e produtora de programas na rádio Guarani e na
TV Alterosa. Entre 2011 e 2016, atuou como repórter e crítica de teatro e
cinema no jornal Estado de Minas. Desde 2014, é professora nos cursos de
comunicação do UniBH e da UNA, além de consultora do Sebrae-MG, na área de
comunicação digital.
Maurício Guilherme Silva Jr., professor e revisor
Graduado em Comunicação Social (UFMG), com habilitação em Jornalismo, é
mestre e doutor em Estudos Literários (UFMG), com pós-doutorado em
Comunicação Social (UFMG). Professor universitário, ministrou aulas em
cursos de graduação em diversas universidades (UFMG, UniBH, UNA, PUC Minas e
Estácio de Sá). Na pós-graduação, coordenou o curso de “Comunicação e
cultura” (UniBH), e ministrou aulas nos cursos de “Comunicação Empresarial”
e “Jornalismo em Ambiente Digital” (UniBH), além de “Projetos Editoriais
Multimidiáticos” (UNA) e Produção em Jornalismo Digital (PUC Minas).
Integrou, ainda, o projeto “Minas Faz Ciência”, da Fapemig – por meio do
qual foi editor-chefe da revista Minas faz Ciência. Participa de diversos
grupos de pesquisa no Brasil, a exemplo da Rede de Pesquisa Narrativas
Midiáticas Contemporâneas (Renami), da qual integra a diretoria. É sócio e
fundador da empresa Quando – Fábrica de Narrativas. Como jornalista
cultural, atuou como crítico de música no programa Viamundo, da rádio
Inconfidência, e no jornal O Tempo, e desenvolveu reportagens de cultura
para o Boletim da UFMG. Também ministrou aulas de jornalismo cultural junto
a projeto especial do site Culturadoria, e, atualmente, coordena e integra o
podcast cultural “Música serve pra isso”. Também ministra aulas de escrita
criativa e literatura na instituição Pontos de Vista e na Quando. Autor do
livro Cronismo de resistência – Tensões narrativas entre Jornalismo,
História e Literatura em crônicas de Carlos Heitor Cony contra o golpe
militar de 1964 (2014), publicou dezenas de artigos acadêmicos e capítulos
em obras e periódicos científicos.
Curso: “Conteúdo Cultural: da produção à veiculação”, elaborado e realizado
pelo site Culturadoria
Características: online, gratuito e nacional
Inscrições: até 29 de março, no site https://culturadoria.com.br/em-rede/
Patrocínio: ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura
de Minas Gerais.



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