Mesma Mostra já ocupou o Parque Jacques Cousteau na forma de instalação artística
Após ocupar o Parque Jacques Cousteau com a instalação artística Permitido Permanecer, o QUANDO Coletivo lança a Mostra Pê-Pê- Permitido Permanecer, uma exposição que reúne fotoperformances, videoperformances e registros produzidos ao longo do projeto no site https://www.quandocoletivo.com/pepe A mostra estará disponível de 25 de junho a 31 de julho, ampliando para o ambiente digital as discussões sobre permanência, pertencimento, direito à cidade, moradia e visibilidade social.
A exibição apresenta trabalhos realizados pelo coletivo formado por artistas e mulheres com trajetória de vida nas ruas. As obras partem de experiências reais, mas recusam o lugar do testemunho passivo ou da representação assistencialista. Em vez disso, afirmam a produção artística como espaço de invenção.
O título Pê-Pê faz referência direta à expressão “Permitido Permanecer”, transformando uma reivindicação política em gesto poético, dando continuidade à uma ação que ocupou o parque público com manifestos da população de rua na semana passada. A exposição agora dá continuidade ao tema abordado, fruto das discussões do coletivo sobre permanência nos espaços públicos, direito à moradia, circulação pela cidade, acesso a oportunidades e reconhecimento da dignidade das pessoas que vivem ou viveram a experiência da rua.
Ao longo da exposição, corpos, objetos, tecidos, gestos e paisagens aparecem como elementos de uma mesma pergunta: quem tem o direito de permanecer? Permanecer na cidade, permanecer na memória, permanecer visível, permanecer existindo?
No último mês de maio Belo Horizonte tornou-se palco de intensos debates sobre políticas urbanas voltadas à população em situação de rua, especialmente em torno da remoção de pertences e da permanência nos espaços públicos. Nesse contexto, a mostra se apropria da linguagem da arte para construir outros imaginários possíveis, deslocando a discussão do campo da gestão urbana para o campo da criação, da memória e da presença.
As obras transitam entre documentação, encenação, performance e ficção. Em algumas imagens, estruturas têxteis e barracas de camping transformam-se em esculturas temporárias inseridas na paisagem urbana. Em outras, os trabalhos operam através da presença dos corpos, do gesto performático e da construção de imagens que tensionam fronteiras entre abrigo, território, deslocamento e pertencimento.
Fundado em 2018 dentro do abrigo Maria Maria, em Belo Horizonte, o QUANDO Coletivo reúne artistas, não artistas e pessoas com trajetória de vida nas ruas em processos de criação coletiva que já resultaram em exposições, filmes, intervenções urbanas, festivais e projetos realizados em diferentes regiões do país.
Mais do que apresentar resultados, a Mostra Pê-Pê – Permitido Permanecer compartilha um processo. Um conjunto de obras que nasce do encontro entre arte e experiência vivida, transformando questões urgentes da cidade contemporânea em imagens, gestos e possibilidades de futuro.
A ação “Permitido Permanecer” é realizada com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, pelo QUANDO Coletivo e Onodera Produções. A equipe técnica conta com a produção executiva de Carla Onodera, coordenação de Matheus Couto, direção artística de Chris Tigra, consultoria criativa de Dulce Couto e articulação artística de Ana Pá, Janine Monteiro e Agatha Siqueira.
MOSTRA PÊ-PÊ – PERMITIDO PERMANECER
Período: 25 de junho a 31 de julho de 2026
Local: https://www.quandocoletivo.com/pepe
Acesso gratuito
Realização: QUANDO Coletivo



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