Programação do Que se Dance acontece entre 26 de março e 16 de junho em espaços culturais da cidade e reúne oficinas, rodas de conversa e criação de videodança
Entre os dias 26 de março e 16 de junho, Belo Horizonte recebe o projeto Que se Dance, iniciativa voltada à formação, experimentação e difusão da dança como linguagem artística e campo de conhecimento. Com atividades gratuitas realizadas em diferentes espaços culturais da cidade, a programação reúne oficinas de curta e longa duração, rodas de conversa, residência artística em videodança e exibição pública da obra produzida durante o processo, abordando temas ligados à diversidade da dança e suas relações com questões sociais, pedagógicas e culturais. Realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o projeto busca ampliar o acesso ao aprendizado em dança e estimular o intercâmbio entre artistas, estudantes, educadores e interessados na área.
Concebido como uma plataforma de formação, acesso e fruição cultural, o projeto propõe ambientes acessíveis e acolhedores de aprendizado e experimentação artística. A programação reúne diferentes vertentes da dança e promove a circulação de saberes entre profissionais e público interessado, com temas que incluem diversidade de corpos, inclusão, infância, envelhecimento, dança e deficiência, além de práticas contemporâneas e tradições culturais. As oficinas têm inscrições gratuitas por meio de formulário online disponível no Linktree da bio do Instagram da Que se Dance instagram.com/quesedance_. As rodas de conversa são abertas ao público e não exigem inscrição prévia. O projeto conta com intérpretes de Libras e audiodescrição, que devem ser solicitados no momento da inscrição. A classificação indicativa varia conforme a atividade.
“Que se Dance nasce do desejo de ampliar a formação em dança e criar um ambiente de troca entre artistas, estudantes e pessoas interessadas nessa linguagem, em espaços gratuitos, acessíveis e abertos à diversidade de corpos e experiências”, afirma Ygor Gohan, um dos idealizadores do projeto. Para Samuel Carvalho, também idealizador da iniciativa, Que se Dance contribui para ampliar o acesso às práticas artísticas na cidade. “A proposta é aproximar mais pessoas da dança e fortalecer a circulação de saberes e experiências em diferentes territórios da cidade”, destaca.
A abertura do projeto acontece no dia 27 de março, das 19h às 20h30, com a roda de conversa “Danças e Políticas Públicas”, realizada na Escola Livre de Artes – Arena da Cultura – NUFAC (Av. dos Andradas, 367, 3º andar – Centro). O encontro é aberto ao público e propõe refletir sobre o papel das políticas culturais no desenvolvimento da dança e na ampliação do acesso à formação artística.
O encerramento será no dia 16 de junho, das 19h às 20h30, no Teatro Marília (Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia), com apresentação dos resultados do projeto, roda de conversa sobre “Descentralização e Diversidade na Cultura de Belo Horizonte” e exibição da videodança produzida durante a residência artística.
Programação das atividades
Entre as atividades formativas está a oficina de longa duração “Poéticas do Corpo, Dança e Diferença”, ministrada por Anamaria Fernandes. A atividade acontece nos dias 26 de março, das 18h às 21h, e 27 de março, das 14h às 17h, na Funarte MG (Rua Januária, 68 – Centro). Destinada a pessoas com deficiência e estudantes de artes cênicas, a oficina investiga as relações entre dança e diversidade corporal a partir de práticas artísticas e reflexões sobre processos inclusivos. No dia 27 de março, além dos participantes inscritos na oficina, o projeto também recebe os alunos do Instituto Viva Down.
A oficina Ballet clássico: abordagens espiraladas , conduzida por Bárbara Maia, será realizada no dia 31 de março, das 20h às 22h, na Escola de Belas Artes da UFMG – Espaço Vinho, voltada a participantes com experiência em dança interessados em aprofundar fundamentos técnicos da linguagem clássica.
No dia 7 de abril, das 19h às 21h, no mesmo espaço da UFMG, Paulo Baeta ministra a oficina Dança Moderna: Técnica Limón, apresentando fundamentos da técnica Limón da dança moderna e explorando princípios como respiração, peso e dinâmica de movimento.
A oficina Funk: rebolado em foco, conduzida por Jhones, acontece no dia 11 de abril, das 10h às 12h, na Funarte MG (Rua Januária, 68 – Centro). Aberta a participantes com ou sem experiência em dança, a atividade trabalha musicalidade, ritmo e movimentos característicos dessa expressão cultural urbana.
Já a oficina Vogue like a femme queen, ministrada por Amerikana, será realizada no dia 17 de abril, das 19h às 21h, no Centro Cultural Usina de Cultura (Rua Dom Cabral, 765 – Ipiranga). A proposta apresenta elementos da cultura ballroom e investiga gestualidade, presença cênica e expressividade corporal.
Voltada ao público infantil e a educadores, a oficina de longa duração Corpos brincantes: poéticas do movimento na infância, conduzida por Sara Brito, acontece no dia 25 de abril, na Funarte MG. A programação inclui atividades das 9h às 10h para crianças de 3 a 6 anos, das 10h30 às 12h para crianças de 7 a 12 anos e, das 13h às 17h, um encontro formativo voltado a educadores.
No dia 23 de abril, das 19h às 21h, Dorothé Depeauw conduz a oficina Atelier de Movimento: Improvisação e Body-Mind Centering, no Teatro Raul Belém Machado (Rua Leonil Prata, s/nº – Bairro Alípio de Melo), investigando práticas somáticas e processos de consciência corporal.
A oficina Danças afro-brasileiras e outras performatividades negras, com Rodrigo Antero, será realizada no dia 27 de abril, das 19h às 21h, também na Funarte MG, propondo experiências corporais que dialogam com matrizes culturais afro-brasileiras presentes na dança.
A oficina Dança e cosmopoéticas afro-atlânticas, ministrada por Flavi Lopes, acontece no dia 13 de maio, das 14h às 16h, no Centro Cultural São Bernardo (Rua Edna Quintel, 320 – São Bernardo), explorando relações entre dança contemporânea e referências culturais afro-diaspóricas.
Já a oficina de longa duração Danças e Corpos Maduros, conduzida por Joana Wanner, será realizada nos dias 14 e 15 de maio, das 9h30 às 12h30, no Centro Cultural Bairro das Indústrias (Rua dos Industriários, 289 – Barreiro). Voltada a pessoas a partir de 50 anos e estudantes de artes cênicas, a atividade valoriza a expressividade e as possibilidades criativas do corpo maduro.
A oficina Dança e performance: O corpo primeiro, ministrada por Guilherme Morais, acontece no dia 21 de maio, das 19h às 21h, na Funarte MG, propondo experimentações que investigam relações entre movimento e criação cênica.
No dia 28 de maio, das 19h às 21h, Tiphany Gomes conduz a oficina Dancehall Female, no Centro de Referência das Juventudes (Rua Guaicurus, 50 – Centro), dedicada a participantes com experiência em dança interessados em explorar repertórios ligados às culturas urbanas.
A oficina Tempo, composição e improvisação: como criar o presente?, com Marise Dinis, acontece no dia 4 de junho, das 14h às 16h, no Centro de Referência da Dança de BH (Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia), propondo práticas de criação espontânea e escuta corporal.
Um dos eixos centrais do projeto é a Residência Artística em Videodança, realizada de 8 a 12 de junho, das 9h às 12h, no Centro Cultural Venda Nova (Rua José Ferreira dos Santos, 184 – Jardim dos Comerciários). A atividade reúne participantes interessados em dança, audiovisual e artes cênicas em um processo intensivo de criação coletiva que envolve etapas de concepção, roteiro, gravação e edição. A residência contará com orientação de Duna Dias, Leonardo Augusto, Luísa Machala e Vitor Drumond, além de recursos de acessibilidade como Libras e audiodescrição. Os participantes selecionados receberão ajuda de custo de R$ 400.
Como contrapartida sociocultural, a videodança produzida durante a residência será exibida em duas escolas públicas de Belo Horizonte — a Escola Estadual Getúlio Vargas, na Regional Venda Nova, e a Escola Municipal Professor Mário Werneck, na Regional Oeste — com mediação da equipe artística e apresentação do processo criativo aos estudantes.
Projeto Que se Dance
Período: de 26 de março a 16 de junho de 2026
Local: equipamentos culturais públicos distribuídos por diferentes regionais de Belo Horizonte
Gratuito
– As inscrições para as oficinas devem ser realizadas por meio de formulário online disponível no Linktree da bio do Instagram do projeto.
– As rodas de conversa são abertas ao público e não exigem inscrição prévia.
– O projeto conta com intérpretes de Libras e audiodescrição. Para garantir o atendimento, o participante deve solicitar o recurso no momento da inscrição.
– A classificação indicativa das oficinas varia de acordo com a atividade proposta.
Instagram do projeto: instagram.com/quesedance_



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