Espetáculo inédito reúne canções de 22 compositoras e percorre diversos gêneros e tempos em homenagem à voz feminina. Apresentação será no dia 20 de março, no Teatro Marília.
“Mulher que Canta Mulher”, show que reverencia a força, sensibilidade e potência feminina na música. É com este trabalho inédito que a atriz e cantora mineira Maria Tereza Costa celebra os seus 25 anos de carreira, trazendo exclusivamente canções compostas e eternizadas por mulheres. O repertório percorre diversos gêneros e tempos, reunindo o trabalho de 22 compositoras, como Clementina de Jesus, Marisa Monte, Ivete Sangalo, Iza, Juliana Strassacapa, Dona Odete, Roberta Miranda, Rita Lee, Luedji Luna, entre outras gigantes da música. O espetáculo faz única apresentação no dia 20 de março, sexta, às 20h, no Teatro Marília.
Maria Tereza celebra mais de duas décadas como artista com uma trajetória sólida, que transita entre o teatro e a música. Como cantora e compositora, sempre percorreu diferentes estilos, e épocas, em busca de repertórios que a provocam, não só vocalmente, mas na força da letra e na presença da composição. “Completar 25 anos de carreira me atravessou e me convidou a revisitar minha história profissional e pessoal, a reafirmar minha identidade e escolher, com maturidade e consciência, como eu gostaria de celebrar esse tempo. E é cantando, cantando a força da palavra feminina”, diz a artista, que também assina a direção cênica e musical do show.
Entre músicas clássicas e contemporâneas, Maria Tereza revela a diversidade de vozes femininas que moldam a história da música. Ela costura afetos e experiências, reafirmando o palco como espaço de escuta e representatividade, para celebrar o feminino em sua pluralidade. “O espetáculo destaca a importância da palavra feminina: palavra que narra, denúncia, acolhe, transforma e constrói memória, em uma homenagem às compositoras e às suas composições,” explica.
O show traz uma seleção criteriosa de mulheres na música, um recorte mínimo diante da vastidão da produção feminina, conforme destaca Maria Tereza. “Eu tentei unir diversos universos da palavra feminina, foram escolhas difíceis, porque existem muitas mulheres boas por aí, escrevendo. Apresento trabalhos de cantoras que têm a coerência dramatúrgica com o que proponho: olhar com mais atenção para o tempo, o contexto, os silêncios e as permanências nas obras dessas artistas.”
Maria Tereza menciona algumas particularidades das canções escolhidas para o repertório, que conversam com a sua vida pessoal e profissional. Entre as veteranas, a canção “Pagu”, de Rita Lee. “Quando a escutei pela primeira vez, eu fiquei muito mexida, chocada com a possibilidade de poder cantar uma música como essa, linda, forte, de ser uma mulher como a Pagu. Eu estava na faculdade, cursando história, já tocava violão e cantava, em pequenos shows que fazia no corredor. Essa foi uma música que eu cantei e toquei muito, muito mesmo. Virou um hino para mim, durante um tempo”, lembra.
A nova geração também atravessa a artista, como Juliana Strassacapa, com a música “Triste, louca ou má”. “Quando escutei e li a letra dessa música, minha Deusa! Foi um soco no estômago. Que letra, que melodia, que música! A voz da Juliana é uma libertação! Hoje, ainda sim, tento me desconstruir desse padrão, dessa ‘bem conhecida receita’. A nossa voz tem apontado com muita urgência para a mudança de pensamento. E é preciso que essa voz seja grave, média, aguda – de todos os gêneros. É urgente, é para ontem!”
Com interpretação intensa, presença cênica envolvente e um toque de humor presente nas narrativas, cada música é interpretada de acordo com a sua particularidade (da artista em cena e das compositoras). “Durante o show, vou entendendo a temperatura de cada momento: quando pede reflexão, sobriedade ou silêncio; quando convida à leveza, à dança, ao encontro. E nesse desenho o humor também encontra espaço, a comicidade se constrói a partir do próprio repertório, que já carrega em si alegria, ritmo e potência”, explica Maria Tereza, que também é atriz e palhaça, co-fundadora, gestora e diretora artística da Minha Companhia, e autora do álbum “Pequenos Invisíveis”.
“Mulher que Canta Mulher” pretende provocar no público a experiência do encontro: com a artista em cena, com a própria memória, com a lembrança de alguém, com a sensibilidade e com a potência da palavra feminina. “É um show para despertar identificação, afeto e reconhecimento, para que cada pessoa na plateia se sinta atravessada por histórias, sentimentos e narrativas que, embora escritas por mulheres diversas e cada uma em seu tempo, dialogam com o humano de forma ampla e profunda. Assim é o ‘Mulher que Canta Mulher'”, finaliza Maria Tereza.
Maria Tereza Costa é atriz, palhaça, cantora, musicista, diretora musical, compositora e gestora cultural, com trajetória consolidada na cena artística mineira. Pesquisadora em comicidade e música, reúne formação em teatro experimental e teatro musical, aliando rigor técnico, sensibilidade estética e forte identidade autoral.
Com 25 anos de trajetória artística, construiu presença marcante na cena cultural, especialmente em projetos musicais voltados à infância. É criadora e intérprete de obras cênico-musicais de destaque, como “MPBaixinhos para Todas as Idades” (2016), que lidera com muita irreverência e habilidade, reconhecido por sua abordagem sensível, inteligente e intergeracional, que conecta diferentes gerações por meio da música brasileira; “Sem Medo de Ser Elis” (2018), um diálogo potente entre tempos, vozes e contextos históricos. A partir da obra e da postura artística de Elis Regina, o trabalho constrói um cruzamento entre o Brasil vivido por Elis e o tempo presente da artista Maria Tereza.
Ao longo da carreira, recebeu premiações na área de atuação cênica e trilha sonora, consolidando-se também como diretora musical. Assina composições originais, arranjos vocais e preparação vocal para diversas produtoras de Belo Horizonte, contribuindo de forma decisiva para a qualificação artística de espetáculos e projetos musicais.
É fundadora, gestora e diretora artística da Minha Companhia (2019), onde desenvolve criações comprometidas com a pesquisa, a acessibilidade e o fortalecimento da presença feminina nas artes.
Show “Mulher que Canta Mulher” – Maria Tereza
Dia 20 de março de 2026, sexta, às 20h
Teatro Marília (Av. Professor Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia)
Ingressos: R$25,00 (meia) R$50,00 (inteira)
Valor promocional até o dia 17 de março: R$30,00 (preço único)
Vendas no site Sympla e na bilheteria do Teatro



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