A cultura hip hop tem seu marco inicial em 11 de agosto de 1973, na lendária festa realizada pelo DJ Kool Herc, no Bronx em Nova York. No mesmo ano, em novembro, nasce a Universal Zulu Nation, criada por Afrika Bambaataa, organização responsável por organizar as bases filosóficas daquela cultura, doravante dividida em 5 elementos fundamentais: o DJ, o break, o MC, o grafitti e o conhecimento, este último talvez o menos difundido em detrimento dos elementos artísticos, mas parte fundamental, e porque não dizer, a “argamassa” deste movimento. A chegada ao Brasil, como a cultura que conhecemos hoje, só se daria em 1983, graças às imagens do filme Flashdance, onde os dançarinos da Rocksteady Crew (crew de break de Nova York) se destaque pelos movimentos de dança em uma das cenas. A partir dali, outros filmes como Beat Street e Breakin (ambos de 1984) contribuíram para a compreensão daquela novidade artística que reunia nas ruas dos Estados Unidos jovens negros e latinos. Em Belo Horizonte um dos capítulos mais importantes dessa arte se deu com a realização do evento BH Canta e Dança, entre 1986 e 1997, com edições na Praça da Estação e reunindo cerca de 20 mil jovens das periferias da cidade além de artistas do mesmo contexto social e territorial. Parte dessa história é contada no livro Negritude, Hip Hop e Território: BH Canta e Dança (Editora Dialética), resultado da dissertação de mestrado do rapper e jornalista Roger Deff, Mc atuante na cena da cidade. O lançamento acontece na quinta-feira, 19 de março de 2026, às 19h30, na sede do coletivo Família de Rua e contará com mediação do MC Monge e discotecagem do DJ Hamilton Jr. A entrada é gratuita.
O livro pode ser adquirido pelo site da Editora Dialética https://loja.editoradialetica.com/humanidades/negritude-hip-hop-e-territorio-bh-canta-e-danca?srsltid=AfmBOoqhcTLgTBQ6jTI1MI1hCFkIWjTEKvAQLxbV3nGv4a4XMnVXXGem
Ou pela Amazon: https://www.amazon.com.br/Negritude-Hip-Hop-Territ%C3%B3rio-Canta/dp/6527070217
Sobre o autor:
Roger Deff é rapper e pesquisador da cena de Belo Horizonte. Lançou os álbuns “Etnografia Suburbana” (2019), “Pra Romper Fronteiras” (2021) e “Alegoria da Paisagem” (2023). A música Etnografia Suburbana é parte da trilha sonora da novela “Volta Por Cima” ( 2024) e o rapper assina desde 2019 a trilha sonora de abertura do programa Rolê nas Gerais, ambas na TV Globo.
É Doutorando e Mestre em Artes pela Universidade do Estado de Minas Gerais, especialista em Produção e Crítica Cultural pela PUC, graduado em Jornalismo pela mesma instituição. Publicou e ensaios para o livro Mundos Possíveis – Culturas em Pensamento (2020) e revista Insurgências (2022), da editora UFMG.
Lançamento do livro: Negritude, Hip Hop e Território: BH Canta e Dança (Editora Dialética)
Onde: Quinta-feira, 19h30, na sede da Família de Rua (R. Aarão Réis, 554 – Centro, Belo Horizonte), ao lado do Teatro Espanca.
Entrada gratuita



Adicionar Comentários