A Filarmônica de Minas Gerais dá início à Temporada 2026, das séries Presto e Veloce, celebrando o Dia Internacional da Mulher, nos dias 5 e 6 de março de 2026, às 20h30, na Sala Minas Gerais. No programa, obras de duas compositoras de períodos distintos da história da música. A norte-americana Joan Tower abre a noite com uma efusiva fanfarra, enquanto a francesa Louise Farrenc apresenta sua romântica Sinfonia em sol. Uma das grandes pianistas da atualidade, Natasha Paremski retorna a Belo Horizonte para interpretar o vigoroso Concerto nº 2 de Tchaikovsky. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estarão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).
Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Patrocínio: Itaú Unibanco. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte 50 anos, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais
Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo o responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.
Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville por quatorze anos (1999 – 2014), tendo recebido o título de Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das orquestras sinfônicas de Syracuse (1992 – 1999) e de Spokane (1993 – 2004), nesta última atuando como Regente Laureado. Em 2014, tornou-se o primeiro maestro brasileiro a assumir a Regência Titular de uma orquestra asiática, ao aceitar o convite da Orquestra Filarmônica da Malásia, onde permaneceu por dois anos.
Ainda nos Estados Unidos, atuou como Regente Associado de Mstislav Rostropovich, na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com a qual se apresentou no Kennedy Center e no Capitólio. Foi também Regente Residente da Orquestra Sinfônica de San Diego. Estreou no Carnegie Hall, em Nova York, conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey, e tem dirigido diversas orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É presença constante nos festivais de verão dos Estados Unidos, como os de Grant Park, em Chicago, e Chautauqua, em Nova York.
Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, Mechetti rege regularmente na Escandinávia, com destaque para a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a Orquestra de Helsingborg, na Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo, em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; na Escócia, a BBC Scottish Symphony; além de ter conduzido a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreado no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, rege regularmente a Filarmônica do Teatro Colón.
No Brasil, tem sido convidado a reger a Osesp, a Sinfônica Brasileira, as orquestras municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Sinfônica do Paraná, a Petrobras Sinfônica, entre outras. Trabalhou com artistas de renome, como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Antonio Meneses, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.
Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.
Natasha Paremski, piano
Colaboradora frequente da Royal Philharmonic Orchestra, esteve à frente de inúmeras orquestras, como a Sinfônica de San Francisco, a Royal Scottish National Orchestra, a Tonhalle Orchester de Zurique ou a Filarmônica de Moscou, com quem gravou dois álbuns. Apresentou-se em salas como o Wigmore Hall e participou de festivais de prestígio, como Verbier e Ravinia. Mantém duo com o premiado violoncelista Zuill Bailey, e seu álbum com obras de Britten estreou em 1º lugar na Billboard Classical, ganhando destaque no The New York Times. Participou de produção da BBC Television sobre Tchaikovsky e das filmagens de Twin Spirits, projeto estrelado por Sting e Trudie Styler sobre Robert e Clara Schumann. Estreou aosnove anos e, aos 15, solava com a Filarmônica de Los Angeles. Natural de Moscou e radicada nos Estados Unidos, vive em Nova York, onde é Diretora Artística da New York Piano Society (NYPS).
Repertório
Joan Tower (Nova Rochelle, Estados Unidos, 1983) e a obra Fanfarra para uma mulher incomum (1968)
Em maio de 1942, pouco depois da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra, seu vice-presidente, Henry Wallace, fez o discurso “O preço da vitória do mundo livre”, em que conclama à luta e prenuncia o “século do homem comum”. É nele que Aaron Copland se inspira ao criar sua Fanfarra para o homem comum, peça daquele ano encomendada por Eugene Goossens, regente principal da Orquestra Sinfônica de Cincinnati. Este buscava repetir com compositores americanos seu bem-sucedido projeto de composição de fanfarras para levantar o moral da população em tempos de guerra, que implementara na Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial. A segunda edição do projeto gerou 10 fanfarras, sendo a de Copland a mais notória. Em 1986, Joan Tower revisita essa história ao dar início à sua série de seis Fanfarras para a mulher incomum. Inspirada na peça de Copland, da qual toma de empréstimo a instrumentação — metais e percussão —, a Fanfarra nº 1 de Tower estreou em 1987. Dedicada à regente Marin Alsop, a peça, com rítmica vigorosa e percussiva, eco de danças e ritmos populares que descobrira na infância passada na América do Sul, exalta as “mulheres que se arriscam e são aventureiras”.
Louise Farrenc (Paris, França, 1804 – Paris, França, 1875) e a obra Sinfonia nº 3 em Sol menor, op. 36 (1847)
Membro de uma longa linhagem de artistas e aluna dos lendários pianistas Ignaz Moscheles e Johann Nepomuk Hummel e do compositor Antoine Reicha, Louise Farrenc foi figura de proa na França de sua época, tanto pela brilhante atuação como pianista, professora, compositora e pesquisadora de música antiga quanto por ter sido a única mulher a lecionar piano no Conservatório de Paris no século XIX, onde conquistou equiparação salarial em relação aos homens. Assim, já em 1866, figurava no Grand dictionnaire universel du XIXe siècle, de Pierre Larousse. O verbete elogioso lamentava, todavia, que suas obras fossem compostas “somente de música instrumental pertencente ao gênero clássico mais puro”. Numa Paris dominada por óperas, teatros e cabarés, a música sinfônica era de fato rechaçada. Isso não impediu, porém, a estreia bem-sucedida de sua Sinfonia nº 3 pela Société des concerts du Conservatoire em 1849. Composta em 1847, sua última sinfonia foi logo reapresentada em Paris e levada a Genebra e Bruxelas. Ecoando a influência de Reicha, combina classicismo tardio e romantismo nascente ao mesclar elegância mozartiana, contrastes beethovenianos e rompantes sempre graciosos à moda de Mendelssohn.
Piotr Ilitch Tchaikovsky (Votkinsk, Rússia, 1840 – São Petersburgo, Rússia, 1893) e a obra Concerto para piano nº 2 em Sol maior, op. 44 (1879-1880)
Quando Tchaikovsky chegou à casa de sua irmã, em Kamenka, em outubro de 1879, esperava descansar do exaustivo trabalho dos meses anteriores. Uma nova ideia musical, contudo, logo passou a persegui-lo: “comecei a compor um concerto para piano”, escreve à amiga e mecenas Nadezhda von Meck. Na carta, indica não ter intenção de se apressar ou se cansar com o trabalho. Assim, compõe tranquilamente no mês seguinte o primeiro e o terceiro movimento da obra, antes de trabalhar no segundo. Embora a primeira versão do concerto tenha sido concluída em meados de dezembro, a versão completa e orquestrada seria finalizada apenas no início de maio do ano seguinte, ao retornar a Kamenka após viagem para Roma e São Petersburgo. Os longos solos de piano e as belas passagens camerísticas são o que mais surpreende nessa que o compositor considera uma de suas melhores obras. O concerto foi estreado em novembro de 1881, em Nova York, antes de sua primeira apresentação russa sob a regência de Anton Rubinstein e com Sergei Taneyev, amigo do compositor, ao piano, na sala de concerto da XV Exposição Artística e Industrial de Toda a Rússia, em maio de 1882.
Filarmônica de Minas Gerais
Série Presto
5 de março – 20h30
Sala Minas Gerais
Série Veloce
6 de março – 20h30
Sala Minas Gerais
Fabio Mechetti, regente
Natasha Paremski, piano
| J. TOWER | Fanfarra para uma mulher incomum |
| FARRENC | Sinfonia nº 3 em sol menor, op. 36 |
| TCHAIKOVSKY | Concerto para piano nº 2 em Sol maior, op. 44 |
INGRESSOS:
R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central), R$ 185 (Balcão Principal) e R$ 207 (Camarote).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento
Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h
Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo
São aceitos:
- Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
- Pix



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