Atividade gratuita acontece na tarde de 28 de março, na Funarte, e convida o público a acompanhar processos criativos em dança
Com condução do artista, professor e pesquisador baiano Agnaldo Fonseca, o compartilhamento público da residência artística “Danças de matrizes afro-brasileiras: confluências entre Minas e Bahia” será realizado no sábado, dia 28 de março, das 16h às 18h, na Funarte MG, em Belo Horizonte. Gratuita e aberta ao público, a atividade propõe uma abertura de processo em que o público é convidado a acompanhar percursos de pesquisa, experimentação e criação em dança.
Realizada entre os dias 23 e 28 de março, a residência reuniu 29 artistas de Belo Horizonte e região metropolitana, em uma experiência intensiva voltada ao diálogo entre saberes afro-brasileiros e práticas contemporâneas em dança, articulando treinamento corporal, investigação de movimento, criação coletiva e música ao vivo. “Mais do que um processo de transmissão, a residência se constrói como uma experiência de mão dupla, em que ensino e aprendizagem acontecem simultaneamente. Eu me coloco como um provocador, mas também sou atravessado pelos corpos e pelas vivências que estão presentes. A expectativa é que todos nós, participantes e proponente, saiamos mobilizados, tocados e transformados, levando e deixando um pouco de nós nesse encontro. A dança, nesse contexto, ativa um saber sensível que só se estabelece na troca, na presença e na escuta”, destaca Agnaldo Fonseca, artista que conduziu a residência.
A proposta da residência se estruturou como um espaço de formação, experimentação e fortalecimento de redes, como destaca Carol Vilela, coidealizadora e coprodutora da iniciativa. “Ao longo dos seis dias, participantes se dedicaram a processos de treinamento, investigação e criação, em uma experiência imersiva que priorizou a troca de saberes e a construção de redes entre artistas de Minas Gerais e da Bahia. O projeto também se destaca por fomentar a produção de conhecimento em dança e fortalecer práticas protagonizadas por pessoas negras e LGBTQIAP+ no campo artístico”, explica.
Artistas em confluência
No comando da residência está o mestre convidado Agnaldo Fonseca, artista soteropolitano que constroi um percurso profundo entre tradição e contemporaneidade. Com trajetória de mais de três décadas na como integrante do Balé Teatro Castro Alves, Agnaldo atua como mediador de danças afro-brasileira. É Mestre em Dança pela UFBA e gestor do Departamento de Dança do Bloco Afro Malê Debalê, onde coordena projetos formativos voltados a crianças e jovens.
Também integra o projeto a mestra Júnia Bertolino, referência nas danças afro-brasileiras em Minas Gerais, responsável por conduzir uma prática na abertura na residência. Júnia constroi sua trajetória em Belo Horizonte há mais de 26 anos, onde fundou a Cia Baobá Minas, um território de criação que articula performance e ritualidade.
Para compor as camadas sonoras reuniram-se o percussionista convidado Valter Ouro e os percussionistas anfitriões Italo Dias, Tadeu Moura e Pedroka (Pedro Alves). Valter Ouro integra a ala de canto do Ilê Aiyê; e constrói uma parceria com o mestre Agnaldo Fonseca em Salvador. Italo Dias transita por espaços de formação artística e pela vivência de terreiro; firma seu axé como Ogã na Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e pulsa o surdo no Bloco OriSamba. Pedroka é graduado em Percussão pela Escola de Música da UFMG; articula aprendizado formal, experiência coletiva e circulação entre diferentes projetos musicais. Tadeu Moura faz sua trajetória a partir da cultura popular e das tradições afro-brasileiras; estuda na Bituca – Universidade de Música Popular, é Ogã na Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e regente do Bloco OriSamba.
Na idealização e produção, Bárbara Maia, artista e produtora cultural, bailarina da Cia de Dança Palácio das Artes, atua também em projetos de criação que confluem música e dança; e Carol Vilela, artista, pesquisadora e doutoranda em Artes pela UFMG, desenvolve investigações que conectam criação, memória e produção cultural em diálogo internacional.
Danças de matrizes afro-brasileiras: confluências entre Minas e Bahia
Compartilhamento público e roda de conversa
Data: sábado, 28 de março de 2026
Horário: 16h às 18h
Local: Funarte MG – Rua Januária, 68 – Centro – Belo Horizonte/MG
Entrada: gratuita, sem necessidade de inscrição prévia
Acessibilidade: espaço com acessibilidade arquitetônica e interpretação em Libras na roda de conversa



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