Composta por 21 filmes de diversas partes do país, a 14ª edição do festival conta com rodas de conversa, encontros com realizadores, oficina e a estreia, em BH, do documentário “Os dias antes de amanhã”, de Fabiana Leite. O destaque desta edição é a homenagem à cineasta Ana Carolina, que estará presente no CST nas sessões dos dias 11 e 12 de setembro, seguidas de debate.
De 8 a 12 de setembro, terça a sábado, acontece o 14º Cinecipó – Festival do Filme Insurgente, no Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte. O festival reúne 21 filmes realizados em Minas Gerais e nos Estados do Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. As obras audiovisuais de curtas, médias e longas; ficção, documentário, animação, experimental, entre outros; dialogam com questões sociais, ambientais, etnográficas, políticas, culturais e de gênero, por meio de uma perspectiva crítica e autoral. A abertura da mostra, no dia 8 de setembro, acontece às 19h, com sessão seguida de conversa com os realizadores. Nos outros dias, as sessões têm início às 17h. O 14º Cinecipó é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e patrocínio do Centro Universitário UNA.
A programação da mostra, gratuita, conta com sessões de cinema, debates, encontros com realizadores e atividades formativas. O público pode fazer inscrições antecipadas para garantir o ingresso ou retirá-lo meia-hora antes no site www.cinecipo.com.br ou na bilheteria do cinema. Mais informações no Instagram @cinecipo.
O festival conta, ainda, com a oficina de Documentário com Imagens de Arquivo, ministrada por Leandro Olimpio, entre os dias 9 e 12 de setembro, no Espaço Comum Luiz Estrela. A oficina combina formação presencial, desenvolvimento coletivo de filmes e acompanhamento posterior em formato on-line. As inscrições podem ser feitas em www.cinecipo.com.br/oficina.
Em sua 14ª edição, o Cinecipó, coordenado por Cardes Amâncio e curadoria de Arthur Quadra, Cardes Amâncio, Gabriela Albuquerque e Luís Flores, reafirma sua proposta de promover um cinema insurgente, diverso, crítico e conectado às transformações do mundo contemporâneo. “O Cinecipó segue destacando o gesto da insurgência dentro do cinema brasileiro. Algo que eu gosto bastante nesse processo curatorial é perceber como alguns filmes parecem questionar os modelos de produção vigentes no audiovisual e na sociedade capitalista, enquanto outros filmes parecem responder a essa provocação, valorizando novas estéticas, linguagens e narrativas”, afirma Arthur Quadra.
O destaque do 14º Cinecipó é a homenagem à diretora, roteirista e produtora Ana Carolina Teixeira Soares, mais conhecida como Ana Carolina, de 84 anos. O programa “Encontro com Ana Carolina” contará com a presença da cineasta em duas sessões, nos dias 11 e 12 de setembro, quando serão exibidos os filmes “Mar de rosas” (Fic. 90´, RJ, 1977 – 14 anos), “Das tripas coração” (Fic. 100´, RJ/SP, 1982 – 16 anos), e os curtas “Lavra(dor)” (Doc. Exp. 11´, SP, 1968 – Livre), “Pantanal”, de Ana Carolina e Paulo Rufino (Doc. Exp. 20´, SP, 1971 – 14 anos), “Anatomia do Espectador” (Doc. 11´, RJ, 1975 – Livre), e “Indústria” (Doc. 12´, SP, 1969 – 12 anos). No dia 11 de setembro, após a exibição dos filmes, Ana Carolina vai comentar a sessão; e no dia 12 de setembro, a sessão será comentada pela diretora e por Carla Maia. “É uma alegria ter Ana Carolina nesta edição, poder assistir juntos aos seus filmes e ouvir uma das maiores cineastas brasileiras em atividade”, comenta Cardes, organizador do Cinecipó.
Outra atração que chama a atenção no festival é a estreia, em BH, do filme “Os dias antes de amanhã”, de Fabiana Leite (Doc. 70´, MG, 2025 – Livre), no sábado, 12 de setembro, às 15h, no CST. O documentário acompanha a trajetória da poeta Nívea Sabino, ativista, educadora social e mulher pioneira nas competições Slam em Minas Gerais e vencedora do Prêmio Zumbi de Cultura. A sessão será seguida de conversa com Fabiana Leite e Nívea Sabino.
O Cinecipó – Festival do Filme Insurgente busca aproximar realizadores, público, estudantes e profissionais do audiovisual em torno da experiência coletiva do cinema.
Sobre Ana Carolina
Nascida em São Paulo, em 1945, a cineasta Ana Carolina começou na linguagem documental, com o curta “Lavra-dor”, que escreveu e codirigiu com Paulo Rufino (1967). Em seguida, vieram “Indústria” (1968), “Monteiro Lobato” (1969), codirigido com Geraldo Sarno, “A fiandeira” e “Guerra do Paraguai” (ambos de 1970), entre outros. Seu cinema, marcado pelo olhar crítico da condição feminina, tem igualmente como marca a combinação de imagens visuais com trocadilhos e imagens verbais nos diálogos e, às vezes, até nos títulos, como em “Mar de rosas” (1977), “Das tripas coração” (1982) e “Sonho de valsa” (1988). Em 1974, fundou a produtora Crystal Cinematográfica, em parceria com os cineastas Jorge Durán e Murilo Salles.
Sobre a oficina
A oficina “Documentário com imagens de arquivo: práticas e reflexões”, ministrada pelo cineasta Leandro Olimpio, propõe uma imersão no universo desta vertente do cinema com a exibição de obras canônicas, filmes contemporâneos e a apresentação de textos teóricos que estimulam o pensamento crítico sobre documentário, arquivo e memória.
A pesquisa de materiais pré-existentes e a montagem cinematográfica são compreendidas, ao longo da oficina, como elementos estratégicos para a produção de filmes independentes, com baixo custo ou até mesmo sem orçamento disponível. O objetivo é demonstrar que fazer cinema, sobretudo a quem dá seus primeiros passos, não depende exclusivamente de grandes aparatos. Serão selecionadas 20 pessoas que, ao longo de quatro encontros presenciais e quatro on-line, vão ser provocadas a repensar o seu olhar sobre o documentário.
SERVIÇO
14º Cinecipó – Festival do Filme Insurgente
Data: 8 a 12 de setembro, terça a sábado
Abertura: 11 de setembro, às 19h
Endereço: Cine Santa Tereza – Rua Estrela do Sul, 89 – Santa Tereza, Belo Horizonte
Sessão “Encontro com Ana Carolina”, homenageada da 14ª edição do Cinecipó
Data: 11 e 12 de setembro
Filmes exibidos: “Mar de rosas”, “Das tripas coração”, e os curtas “Lavra(dor)”, “Pantanal”, “Anatomia do Espectador” e “Indústria”.
*Sessão do dia 11/9, às 19h – Comentada por Ana Carolina
*Sessão do dia 12/9, às 19h – Comentada por Ana Carolina e Carla Maia
Estreia, em BH, do filme “Os dias antes de amanhã”, de Fabiana Leite
Data: 12 de setembro, sábado, às 15h, no Cine Santa Tereza
Oficina de Documentário com Imagens de Arquivo, ministrada por Leandro Olimpio
Data: entre os dias 9 e 12 de setembro de 2026
Local: Espaço Comum Luiz Estrela – Rua Manaus, 348 – Santa Efigênia (ou São Lucas), BH
Inscrições e mais informações: www.cinecipo.com.br/oficina
*Programação gratuita
PROGRAMAÇÃO – 14º CINECIPÓ
*Data: 8/9 – Terça
Horário: 19h
Sessão seguida de conversa com os realizadores
Para os guardados
Dir. Desali e Rafael Rocha, Exp. 64´, MG, 2025 (Livre)
Na periferia de Contagem no Nacional, Fael da A.P.N. carrega kits JUMBO até familiares de amigos encarcerados. No caminho, reencontra vozes, memórias e companheiros que compartilham suas vivências, dores e estratégias diante do sistema prisional. Entrelaçando a vida pessoal do protagonista com áudios enviados aos amigos presos, o filme constrói um retrato íntimo e coletivo das marcas do cárcere e das redes de cuidado que resistem ao abandono. Gerações da quebrada se encontram para refletir.
*Data: 9/9 – Quarta
17h
Sessão seguida de conversa com os realizadores
(Acessibilidade LSE)
Entrevista com fantasma
Dir. Lincoln Péricles (LK), Fic. 10′, SP/RS, 2026 (Livre)
Existe um cinema que não existe.
Windows 51
Dir. Sandro Garcia, Doc. 15′, RJ, 2026 (10 anos)
Das janelas de minha casa, eu vejo tudo. A casa que eu nasci, minha rua e José Inácio da Silva Filho, meu padrinho alcoólatra.
Cinema Moderno
Dir. Felipe André Silva, Híbrido, 12′, PE/RJ, 2026 (12 anos)
Vendi os direitos da minha vida para o cinema brasileiro. Acho que me arrependi.
19h
Sessão seguida de conversa com os realizadores
(Acessibilidade LSE)
Comunhão
Dir. Pétala Lopes, Doc., 23′, SP, 2025 (16 anos)
Amigas lésbicas de mais de 50 anos embarcam em uma viagem juntas e, longe dos olhares do mundo, celebram sua amizade, desejo e liberdade. Durante o fim de semana, vivem intensamente a plenitude de uma realidade que já carregam, fortalecendo os laços que as unem.
Fronteriza
Dir. Nay Mendl e Rosa Caldeira, Fic. 20′, SP/PR, 2025 (Livre)
Lucca, um jovem homem trans da periferia de São Paulo, viaja até a fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina em busca do pai que nunca conheceu. Ao chegar, conhece Diego, um paraguaio que vive na fronteira e o apresenta à região de uma forma que Lucca jamais imaginou. Juntos, eles descobrem semelhanças e diferenças em seus modos de vida que vão além dos binarismos de gênero, identidade e território.
Dentro do meu peito mora um cão
Dir. Gabriel Afonso, Fic. 24′, MG, 2025 (12 anos)
Numa cidade explorada pela mineração, Josué não consegue dormir. Cercado por montanhas, medos e frustrações, ele reflete incessantemente sobre os desafios do início da vida adulta.
Dynamite Som, o futuro é Lamento Negro
Dir. Lia Letícia e Pedro Severien, Doc. 20′, PE, 2026 (Livre)
As jovens Aleph e Dandara vivem num tempo onde não existe música nem dança. Proibido se divertir! Elas intuem que uma viagem ao passado para recuperar essas memórias apagadas pode transformar o presente. Encontram o grupo afro cultural Lamento Negro de Peixinhos, Olinda, e, juntos, planejam mandar esses arquivos para o futuro!
*Data: 10/9 – Quinta
17h
O aço dos meus olhos
Dir. Pedro Garcia, Doc. Exp. 8′, DF, 2026 (Livre)
No ano de 2024, trabalhadores da educação entram em greve por melhores condições de trabalho. Em uma escola do Recanto das Emas, Distrito Federal, professores, técnicos e estudantes se mobilizam conjuntamente. Uma voz coletiva ecoa no ar. O filme é composto por três camadas: (1) Imagens em Super 8 dos rastros da greve deixados no prédio vazio; (2) Fotografias analógicas de mobilizações e encontros realizados durante a greve; (3) A gravação da voz de um estudante junto com o que é vivo e o que não é.
Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto
Dir. Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith, Exp. 11′, CE, 2025 (Livre)
Liderado pelo Beato José Lourenço, o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto foi um movimento de comunitarismo religioso que durou de 1926 a 1937, ano em que foi invadido pela polícia e bombardeado pela Força Aérea Brasileira. A comunidade é hoje citada como exemplo de autonomismo campesino por lideranças quilombolas, agroecológicas e do MST. Filmado em 16mm com película vencida descoberta em um depósito da Aeronáutica no Recife, o trabalho combina revelação caseira e finalização digital.
Cinzenta: inventários da chaminé
Dir. Natália Reis, Doc. 19′, MG, 2026 (Livre)
Cinzenta é um curta-metragem sobre a presença persistente da chaminé da antiga Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio em Santos Dumont. Antes central na vida cotidiana, ela hoje se ergue como lembrança de um passado industrial. Por meio de fragmentos de arquivo e memórias pessoais, o filme entrelaça histórias públicas e privadas, interrogando o que permanece após o declínio da companhia.
Os Arcos Dourados de Olinda
Dir. Douglas Henrique, Doc. 24′, PE, 2025 (10 anos)
Olinda é palco de uma guerra fria tardia entre a primeira prefeita comunista do Brasil e o primeiro McDonald’s. O que fez Olinda ficar conhecida como a primeira cidade DO MUNDO a falir um McDonald’s?
19h
Sessão seguida de conversa com os realizadores
Kakxop pahok: as crianças cegas
Dir. Cassiano Maxakali e Charles Bicalho, Anim. 17′, MG, 2025 (12 anos)
Os homens da aldeia foram caçar. Muito tempo se passou… e eles não retornaram. As mulheres da aldeia trocaram seus filhos entre si, para não ficarem sem maridos, e passaram a viver uma nova vida. Porém, um dia os homens voltaram… Falado em seu idioma e ilustrado pelos Maxakali de Minas Gerais, Kakxop pahok se baseia em história tradicional do povo Maxakali (Tikmû´ûn). E forma a Trilogia Hãmnõgnõy de animações indígenas com Konãgxeka: o dilúvio maxakali (2016) e Mãtãnãg, a encantada (2019).
Minhocuçu
Dir. Leonardo Branco e Lucas Campos, Doc. 19´, MG, 2026
Rhinodrilus alatus – minhoca com nariz e asas, ou, Minhocuçu, a junção de “minhoca” e o sufixo tupi “usu”, que significa “minhoca gigante”.
Anfitriões há meio século
Dir. Typju Mỹky e André Tupxi Lopes, Doc. 39′, MT, 2025 (Livre)
O filme traz a perspectiva de nosso povo Mỹky sobre os 50 anos de contato com a população não indígena. Retratamos nossa vivência e circulação no território, como a coleta de tucum e bacaba, a ida à cidade de Brasnorte para realizar compras, acessar serviços e participar da política local. O jovem Typju Mỹky nos guia junto aos anciões, que refletem sobre nosso modo de existência e as mudanças vividas por nosso povo no último meio século. Os relatos sobre o passado e as imagens de arquivo ajudam a compreender a vida antes da chegada dos kewa – os não indígenas – e as profundas transformações trazidas com eles. Finalmente, é chegada a hora de contarmos a nossa própria versão da história.
*Data: 11/9 – Sexta
17h
(Acessibilidade LSE)
Benedita
Dir. Lane Lopes e Cadu Azevedo, Fic. 20′, RJ, 2025 (Livre)
Submetida a um trabalho de alta periculosidade na Siderúrgica onde trabalha, Benedita começa a sentir estranhas ondas de calor que não cessam quando ela deixa seu posto. Sobrecarregada pela rotina como operária e mãe solo, Benedita começa a derreter.
Grão
Dir. Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa, Fic. 24′, RS, 2026 (14 anos)
Em um porto no extremo sul do Brasil, Leandro vive informalmente recolhendo a soja que foi extraviada durante o transporte. Mas a crise que acomete o país põe em risco seu sustento. Sem perspectivas, ele vaga com seu carro com o som no máximo. Noite adentro, ele parte em busca de companhia, mas nada sai como esperado.
Braço forte
Dir. João Fernando Chagas e Rubens Fabrício Anzolin, Fic. 24´, RS, 2026 (14 anos)
Na antiga zona portuária de Pelotas, os homens trabalham enquanto a escuridão se instala.
Ontem Lembrei de Minha Mãe
Dir. Leandro Afonso Guimarães, Fic. 23′, PR, 2025 (14 anos)
Um episódio da infância retorna à memória de um homem sem terra.
19h
Encontro com a cineasta Ana Carolina
Sessão comentada por Ana Carolina
Mar de rosas
Dir. Ana Carolina, Fic. 90´, RJ, 1977 (14 anos)
Em viagem de carro ao Rio de Janeiro, Sérgio e Felicidade discutem a crise de seu casamento diante da filha adolescente, Betinha. Em um hotel, Felicidade tenta matar o marido e foge com a filha rumo a São Paulo. Na estrada, ao perceber que estão sendo seguidas, inicia-se um confronto marcado por revelações e tentativas de aniquilação mútua.
*Data: 12/9 – Sábado
15h
Sessão seguida de conversa com Fabiana Leite e Nívea Sabino
Os dias antes de amanhã
Dir. Fabiana Leite, Doc. 70´, MG, 2025 (Livre)
O documentário acompanha a trajetória da poeta Nívea Sabino, mulher pioneira nas competições de Slam em Minas Gerais e vencedora do Prêmio Zumbi de Cultura. Através dela, a obra mergulha com intimidade a cena da poesia na cidade de Belo Horizonte. O filme foi realizado ao longo de oito anos e explora os desafios da expressão artística diante de momentos como a covid-19 e a crise política instituída no Brasil desde 2018, a luta, a resiliência e a esperança traduzidas em arte, mesmo em tempos adversos.
17h
Encontro com a cineasta Ana Carolina
Sessão de curtas
Lavra(dor)
Dir. Ana Carolina, Doc. Exp. 11´, SP, 1968 (Livre)
Um debate sobre a reforma agrária no Brasil, de forma livre e poética, mostrando as lutas e dificuldades dos compatriotas e as questões do sindicalismo rural após o golpe militar, uma espécie de interpretação não linear do poema “Lavra-Lavra”, de Mário Chamie.
Pantanal
Dir. Ana Carolina e Paulo Rufino, Doc. Exp. 20´, SP, 1971 (14 anos)
A caçada a uma onça, que mobiliza um grupo de homens, vencendo as dificuldades da região do Pantanal de Mato Grosso. Um dia na vida dos mateiros de Poconé, que durante boa parte do ano não têm trabalho devido à cheia e, nas épocas favoráveis vivem da caça.
Anatomia do Espectador
Dir. Ana Carolina, Doc. 11´, RJ, 1975 (Livre)
Na sala de projeção, o registro das reações de uma espectadora que, a caminho do cinema, pergunta a várias pessoas sobre suas preferências e hábitos cinematográficos.
Indústria
Dir. Ana Carolina, Doc. 12´, SP, 1969 (12 anos)
Documentário que aborda, por meio de metáforas, o desenvolvimento industrial no Brasil. A tentativa de construção de uma indústria nacional e, logo depois, a invasão de capitais estrangeiros.
19h
Encontro com a cineasta Ana Carolina
Sessão comentada por Ana Carolina e Carla Maia
Das tripas coração
Dir. Ana Carolina, Fic. 100´, RJ/SP, 1982 (16 anos)
Um colégio tradicional para meninas, praticamente à beira da falência, sofre uma intervenção do Estado. O interventor encarregado de definir a data do fechamento da escola aguarda as diretoras e professoras em uma sala de reuniões. Neste último dia, as alunas se envolvem em confusões o tempo todo, sendo punidas por seus comportamentos.



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