Cine Humberto Mauro celebra o centenário de Marilyn Monroe – 16/1 a 28/2

De 16 de janeiro a 28 de fevereiro, “Marilyn Monroe & Billy Wilder: o encanto ácido de Hollywood” reúne clássicos e propõe um olhar contemporâneo sobre autoria, estrelato e indústria cinematográfica

Na primeira mostra do ano, o Cine Humberto Mauro homenageia duas das figuras mais emblemáticas do cinema clássico norte-americano: Marilyn Monroe e Billy Wilder, que completariam 100 e 120 anos, respectivamente, em 2026. As sessões, que ocorrem de 16 de janeiro a 28 de fevereiro, reúnem filmes estrelados por Monroe, obras dirigidas por Wilder e títulos que marcam a parceria entre atriz e cineasta, em uma programação ampla que passa por gêneros como comédia, drama, romance e filme noir. A mostra tem entrada gratuita e 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, a partir de meio-dia do dia das sessões, no site da Eventim; o restante dos ingressos será distribuído presencialmente na bilheteria do Cine Humberto Mauro, meia hora antes de cada exibição, mediante a apresentação de documento com foto. 

A partir de uma seleção variada de 30 filmes, o público pode revisitar obras consagradas e refletir sobre temas como performance, autoria e imagem pública. A seleção inclui parcerias emblemáticas como “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), além de filmes que ampliam o olhar sobre as trajetórias individuais dos dois artistas. A filmografia de Marilyn Monroe é apresentada em diferentes registros, do musical ao drama, evidenciando uma atriz que vai muito além do estereótipo do glamour, em títulos como “Os Homens Preferem as Loiras” (1953) e “Torrentes de Paixão” (1953). Já a obra de Billy Wilder aparece de forma abrangente, com filmes como “Pacto de Sangue” (1944), “Testemunha de Acusação” (1957) e “Se Meu Apartamento Falasse” (1960). A mostra conta, ainda, com sessões comentadas. No dia 16 de janeiro, “Crepúsculo dos Deuses”, de Billy Wilder, abre a programação às 19h, com comentários de Rodrigo Azevedo, produtor cultural e pesquisador, e Ana Lúcia Andrade, professora da UFMG e pesquisadora de cinema clássico. Já no dia 26 de fevereiro, às 17h, “Sabes o que Quero” (1956), de Frank Tashlin, será comentado por Ana Cândida, cineasta e produtora cultural.

A mostra “Marilyn Monroe & Billy Wilder: o encanto ácido de Hollywood” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas GeraisSecretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal, Patrocínio da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 50 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

Dois ícones da cultura pop — Ao longo da mostra, os espectadores poderão acompanhar a evolução da persona cinematográfica de Marilyn Monroe, aqui evidenciada como uma intérprete de grande sensibilidade cômica e dramática. Seus papéis revelam camadas de humor, fragilidade e ambiguidade que tensionam a imagem que os grandes estúdios impuseram a ela. Já a obra de Billy Wilder aparece como um eixo estruturante da programação, destacando um cineasta que transitou com maestria entre gêneros e estilos. Filmes como “A Montanha dos Sete Abutres” (1951), “Cupido Não Tem Bandeira” (1961), “Irma la Douce” (1963) e “A Primeira Página” (1974) revelam um olhar crítico sobre o poder, o desejo, o consumo e o espetáculo, consolidando Wilder como um dos grandes autores da história do cinema.

Para Rodrigo Azevedo, produtor de programação do Cine Humberto Mauro, o recorte curatorial propõe um olhar para o centro simbólico de uma época. “Essa é uma mostra sobre o coração do cinema hollywoodiano clássico. De um lado, uma das figuras mais icônicas do século XX; do outro, um criador de imagens e histórias que também se tornariam ícones. Marilyn Monroe e Billy Wilder ajudaram a formular um imaginário, um modo de ver e narrar o mundo que ainda hoje ecoa na cultura pop”, afirma. Segundo ele, a proposta não é apenas reunir títulos consagrados, mas compreender o impacto cultural dessas trajetórias, tanto no encontro entre os dois quanto em seus percursos individuais.

O produtor destaca ainda que a mostra busca questionar leituras cristalizadas sobre essas figuras. “Wilder era um mestre do cinema de entretenimento, alguém que entendia profundamente o funcionamento do espetáculo. Já Monroe é muito mais do que a imagem de diva que sua mitologia pessoal ajudou a construir; há nela uma precisão cômica, uma vulnerabilidade e uma inteligência cênica que muitas vezes ficam obscurecidas”, observa. 

Neste sentido, a programação convida o público a revisitar esses filmes não a partir da nostalgia, mas como um exercício crítico, atento às formas e aos contextos que moldaram a ideia de estrela e de autor dentro da indústria hollywoodiana. “É um convite a olhar para trás para entender melhor como  algumas imagens e algumas histórias seguem ainda tão vivas no audiovisual, e continuam a organizar nossa relação com o cinema e com nós mesmos diante da tela”, explica Rodrigo Azevedo.

Mostra “Marilyn Monroe & Billy Wilder: o encanto ácido de Hollywood”

Data: 16 de janeiro (sexta-feira) a 28 de fevereiro (sábado)

Horários: Variados

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes

(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro)

Classificações indicativas: Variadas

Entrada gratuita; 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, a partir de meio-dia do dia das sessões, no site da Eventim; o restante dos ingressos será distribuído presencialmente na bilheteria do Cine Humberto Mauro, meia hora antes de cada exibição, mediante a apresentação de documento com foto. 

Informações para o público: (31) 3236-7307 / www.fcs.mg.gov.br