Feira Tom Jobim

Imagine um sábado de relaxamento, sob a sombra de uma árvore, apreciando o sabor de comidas típicas nacionais e internacionais, ao som de uma boa música? Para curtir um dia assim, não é preciso ir muito longe nem pagar muito caro. Esse lugar fica logo ali, na Feira Tom Jobim, realizada todo fim de semana, na Rua Carandaí, entre a Avenida Brasil e a Rua Ceará, em Belo Horizonte.

Na Feira, cerca de 20 barracas comercializam pratos da culinária nacional e internacional. De manhã, a criançada pode se divertir com a área de lazer e, à tarde, é a vez dos adultos curtirem as apresentações de música popular brasileira.

Quitutes

Maria José Cota, a Zezé, e Maria Antônia Maia são proprietárias de uma das barracas mais famosas da Feira. As duas trabalharam como garçonetes quando o evento ainda era realizado na Praça da Liberdade. As comerciantes tomaram tanto gosto pelo negócio que montaram a própria barraca.

Pelas mãos das habilidosas cozinheiras, é possível saborear delícias tipicamente nordestinas sem sair de Minas Gerais. “Vendemos dobradinha, feijão de corda com carne de sol e manteiga de garrafa. O mineiro gosta e elogia muito a comida”, conta Zezé. Além de garantir renda, ela afirma que os sábados na Feira são verdadeira fonte de descontração. “A Feira, para mim, é tudo. É um dia em que me divirto muito”.

A barraca de comida árabe do aposentado Rage Curi é outro ponto famoso, por servir um prato em particular. “O segredo do sucesso do nosso quibe é um recheio que vem de várias gerações da família da minha esposa, também árabe”, explica Rage, sem revelar exatamente qual seria esse segredo. Assim como Zezé e Maria Antonia, ele começou a escrever sua história na Feira ainda na Praça da Liberdade e adora passar os sábados conversando com os clientes. “Estou aqui desde 1987. Isso aqui, para mim, é um prazer, uma distração no fim de semana”.

Música

Chorinho, samba de raiz, MPB. As apresentações artísticas são o motivo pelo qual a Feira Tom Jobim recebeu o nome do maestro carioca. “O nome vem da proposição da Feira de ser um espaço característico de lazer e cultura, com músicas agradáveis e eventos”, explica Andrea Lúcia Bernardes, gerente de Feiras Permanentes da Regional Centro-Sul.

O nome foi oficializado pela Lei nº 7246, de dezembro de 1997, originada de um projeto do ex-vereador Betinho Duarte. A cerimônia de oficialização, em 1999, contou com a presença de familiares do compositor.

Endereço: 

– Rua Carandaí, entre a Avenida Brasil e a Rua Ceará

Funcionamento:
– Aos sábados, das 10h às 18h (a feira de artes e antiguidades funciona das 10h às 13h)

 

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