Instituto Ester Assumpção busca pessoas com deficiência

Instituição busca pessoas com deficiência para formar banco de talentos

O Instituto Ester Assumpção, organização social sem fins lucrativos, atua desde 1986 fomentando a participação social de indivíduos com deficiência física e intelectual

Trabalhar a inserção da pessoa com deficiência, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva, onde a diversidade seja cada vez mais aceita e respeitada em sua integridade. Esses são alguns dos objetivos do Instituto Ester Assumpção (Rodovia Fernão Dias – BR 381 – KM 494, Sala 01 – Jd. Petrópolis, Betim/MG), que atua como elo entre empresas e indivíduos com deficiência, além de prestar consultoria para organizações que queriam promover a inclusão.

De acordo com Cíntia Santos, psicóloga e coordenadora de projetos do Instituto Ester Assumpção, a instituição desenvolve um trabalho muito importante para a sociedade. “Somos uma organização social sem fins lucrativos cuja missão é mobilizar pessoas e organizações para o exercício da cidadania da pessoa com deficiência. Nasceu de uma preocupação compartilhada pela nossa fundadora, a Dona Ester e alguns pais acerca do futuro das pessoas com deficiência. Orientados, por esse legado, as nossas ações visam garantir a participação social das pessoas com deficiência com dignidade, acessibilidade e inclusão. Assim, fomentando um ambiente favorável para que a pessoa seja incluída e que suas diferenças individuais sejam respeitadas”, explica.

Segundo a psicóloga, é preciso que as empresas tenham a consciência da importância da promoção da inclusão. “O fato é que estamos trabalhando para que a sociedade possa romper com ideias ultrapassadas e que ao longo dos séculos, associaram a condição de ter uma deficiência com a incapacidade. Pessoas com deficiência têm limitações, que podem ser agravadas pelas barreiras impostas pela sociedade, mas assim como todos nós, são pessoas repletas de potenciais, habilidades, sonhos, objetivos e claro, metas de vida. Desta forma, o instituto, por meio de sua atuação, trabalha para que cada vez mais, as pessoas com deficiência sejam aceitas, mostrando todo o seu potencial”, destaca.

Cíntia Santos lembra que após tantos anos trabalho árduo do Instituto Ester Assumpção, o cenário tem melhorado. Porém, ela ressalta que existe uma tendência de boa parte das empresas desenvolverem apenas ações isoladas, apenas para cumprir a Lei 8.213/91, que trata de cotas para pessoas com deficiência. “A inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho tem alcançado resultados importantes, uma vez que os índices de empregabilidade de trabalhadores com deficiência cresceram consideravelmente nos últimos anos. Empresas que contratam pessoas com deficiência já não são raridade e podemos perceber um aumento significativo nas oportunidades de trabalho voltadas para pessoas assim. Mas há ainda muito o que avançar. De forma geral, observa-se que as empresas priorizam a contratação de pessoas com deficiências que não exijam grandes adaptações, o que representa apenas uma pequena parcela dessa população. Outra questão é a tendência da maioria das empresas atuarem apenas no sentido de cumprir a legislação que institui uma cota para pessoas com deficiência”, explica.

A profissional acredita que ao não perceber o potencial da mão de obra da pessoa com deficiência, as empresas estão perdendo oportunidades de ter excelentes colaboradores. “Muitas organizações ainda não percebem que a adoção de práticas mais inclusivas pode se tornar uma vantagem competitiva. Infelizmente, elas tratam essas ações apenas como despesa. Entretanto, dados do relatório Diversity Matters, publicado no ano de 2015 pela consultoria McKinsey Company, indicam que organizações que consideram a diversidade no recrutamento entregam resultados 25% melhores do que organizações ‘não-diversas’. Por fim, observa-se ainda um paradoxo: se por um lado, a dificuldade de acesso à educação pode dificultar a preparação adequada de algumas pessoas para o mundo do trabalho, resultando em pessoas menos qualificadas profissionalmente, por outro lado, pessoas com deficiência com alto índice de escolarização também ficam fora do mercado. Ou seja, a maioria das vagas disponibilizadas para trabalhadores com deficiência são de níveis mais operacionais, havendo, portanto, escassez significativas de oportunidades em níveis mais estratégicos”, salienta.

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