Espetáculo dirigido por Bárbara Maia nasce do desejo de dialogar com pessoas cegas e com baixa visão e terá apresentações gratuitas em Belo Horizonte e Brumadinho, com Libras, audiodescrição e receptivo para pessoas com deficiência visual
Como criar danças para não serem vistas? “Isso é um poema que transborda” nasce do desejo de dialogar com pessoas cegas e com baixa visão desde a concepção de um espetáculo de dança. Com direção de Bárbara Maia, o trabalho será apresentado gratuitamente em 3 de outubro, sábado, às 19h, no Teatro Raul Belém Machado, em Belo Horizonte; 18 de outubro, domingo, às 17h, no Tibá Centro de Movimento, em Brumadinho; e 24 de outubro, sábado, às 15h, no Galpão 4 da Funarte MG, também em Belo Horizonte. O espetáculo investiga as relações entre gesto, palavra e corpo, incorporando as textualidades ao próprio elenco em cena, simultaneamente como camada dramatúrgica e recurso de acessibilidade. Todas as apresentações têm entrada gratuita e classificação livre. Informações e ingressos estão disponíveis pelo link linktr.ee/projetoespiralar.
A proposta parte da tentativa de transpor os gestos para as palavras e traduzir o movimento das corpas para o texto verbal, fazendo ecoar poéticas do (in)visível. O espetáculo investiga como nomear a experiência da dança enquanto ela acontece em si e no corpo da outra pessoa, percebendo o corpo como lugar de escrita no tempo. Nesse percurso, a criação convida o público a experimentar a dança a partir de outros sentidos e a deslocar a primazia da visão.
“Isso é um poema que transborda” também propõe uma provocação sobre as fronteiras de binariedades inventadas, buscando ampliar as possibilidades de percepção do corpo e da experiência artística. A criação parte de um convite para mergulhar no sentido oposto ao da primazia da visão e perceber aquilo que se constrói também por meio da palavra, da escuta e da experiência corporal. “Criar uma dança para não ser vista nos levou a pensar sobre outras formas de perceber o movimento e de compartilhar uma experiência em dança. A palavra passa a fazer parte do próprio corpo da cena, não apenas como descrição, mas como matéria dramatúrgica e recurso de acessibilidade. É uma forma de abrir espaço para diferentes experiências e perceber o corpo como lugar de escrita, memória e criação”, afirma Bárbara Maia, diretora do espetáculo.
A direção de Bárbara Maia se articula à assistência de direção de Victor Pedrosa e à composição da trilha sonora de Gustavo Felix. Em cena estão os artistas intérpretes-criadores Carol Santiago, Clara Lins, Luar Lapér e Vanessa Oliveira. “Isso é um poema que transborda” é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, por meio do projeto nº 0618/2024.
Dança, palavra e acessibilidade
As textualidades incorporadas pelo elenco são parte da própria construção do espetáculo e funcionam também como recurso de acessibilidade. A programação conta ainda com Libras e audiodescrição, além de um receptivo para pessoas com deficiência visual, que deverá ser solicitado previamente pelo e-mail projetoespiralar@hotmail.com.
O espetáculo também conta com os recursos de Libras e audiodescrição. Para solicitar o receptivo destinado a pessoas com deficiência visual, é necessário entrar em contato pelo e-mail projetoespiralar@hotmail.com. Interessados em conhecer o espaço da apresentação deverão chegar 30 minutos antes do início do espetáculo.
Ficha técnica
Direção coreográfica, preparação corporal e produção: Bárbara Maia
Assistência de direção coreográfica: Victor Pedrosa
Artistas intérpretes-criadores: Carol Santiago, Clara Lins, Luar Lapér e Vanessa Oliveira
Composição de trilha sonora: Gustavo Felix
Gravações em estúdio: Fred Mucci
Caixa de Folia, Gunga e Patangome: Adriano de Alcântara e Souza (Capitão Regente da Guarda de São Sebastião do Reinado de Nossa Senhora do Rosário)
Iluminação cênica: Cris Diadorin Aguiar
Assistência de iluminação cênica: Hele
Criação de figurinos: Dayony Moura
Manutenção de figurinos: Caroline Manso
Programação visual: Vislumbre Design – Rafo Barbosa
Fotografia: Christiano Castro
Videomaker: Luísa Machala
Consultoria em acessibilidade: Plural Comunicação que Aproxima – Tatiana Rosales e Thaís Oliveira
Tradução em Libras: BH em Libras – Dinalva Andrade
Mídias sociais: Rizoma Comunicação & Arte – Letícia Leiva e Renata Rocha
Assessoria de imprensa: Luz Comunicação – Jozane Faleiro
Alimentação de camarim: Kúdiá Dúdú – Gastronomia Ancestral e Afrodiaspórica
Gestão financeira: Marcos Queiroz
Agradecimentos: Espaço Cultural Suelly Freire, Espaço Comum Luiz Estrela, Centro de Danças e Artes Luana Campos e Teatro da Fumaça.
Isso é um poema que transborda
3 de outubro, sábado, 19h
Teatro Raul Belém Machado
Rua Leonil Prata, 53 – Alípio de Melo – Belo Horizonte
18 de outubro, domingo, 17h
Tibá Centro de Movimento
Rua Um, 130 – Lojas 5/6 – Brumadinho
24 de outubro, sábado, 15h
Galpão 4 da Funarte MG
Rua Januária, 68 – Centro – Belo Horizonte
Entrada: gratuita
Classificação: livre
Acessibilidade: Libras e audiodescrição
Receptivo para pessoas com deficiência visual: solicitar pelo e-mail projetoespiralar@hotmail.com. As pessoas interessadas em conhecer o espaço da apresentação deverão chegar 30 minutos antes do início.
Informações e ingressos: linktr.ee/projetoespiralar



Adicionar Comentários