Companhia de Dança Deborah Colker realiza turnê de “Remix” – 31/07 a 02/08

Belo Horizonte recebe a montagem nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto, no Grande Teatro do Sesc Palladium.

A Companhia de Dança Deborah Colker realiza em 2026 a circulação pelo Brasil do seu mais recente trabalho intitulado “Remix”. O espetáculo reúne cenas icônicas extraídas das montagens “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014), incluindo as coreografias com os vasos suspensos e a roda gigante, tornando a produção mais ousada da Companhia. Belo Horizonte recebe a produção nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto (sexta, às 20h30; sábado, às 16h30 e às 20h30; e domingo, às 18h), no Grande Teatro do Sesc Palladium. 

A Companhia de Dança Deborah Colker é apresentada pelo Ministério da Cultura e Petrobras e tem patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet.

A ideia desse “Remix” surgiu em 2025 quando a coreógrafa Deborah Colker foi agraciada com o título de Cidadã Honorária de Mesquita, cidade situada na Baixada Fluminense. No dia da cerimônia, havia uma exposição fotográfica com uma retrospectiva da atuação de Deborah e crianças que se dedicam à dança fizeram uma apresentação inspirada em espetáculos da Companhia. “Ficamos muito emocionados com a homenagem das crianças. Percebemos que nossas três décadas de trabalho já estão deixando um legado”, relembra o diretor executivo e cofundador da Companhia, João Elias, que também assina a dramaturgia.

O desafio de Deborah e Elias passou, então, a ser a escolha por cenas dentre quinze trabalhos. Essas cenas precisariam ainda atender a dois critérios: serem impactantes para o reencontro com o público e demonstrar a potência criativa da Companhia. A decisão foi finalizada com a seleção da coreografia “Paixão” do espetáculo “Vulcão” (1994), a cena “Delírios” de “Belle” (2014), “As Meninas” e “Vasos” de “4×4” (2002) e  as  coreografias  “Gravidade”  e  “Roda”  do  espetáculo  “Rota” (1997).

O resultado dessa remixagem tornou-se a produção mais ousada da Companhia. “São toneladas de equipamentos, muitas pessoas envolvidas e uma grande estrutura de montagem”, conta o diretor executivo. O elenco conta com 16 bailarinos que dançam com uma cortina gigantesca de 12 metros, 90 vasos e uma roda com 5 metros de diâmetro, em dois atos que reservam muitas surpresas. “São atos com emoções diferentes. No primeiro, há o encontro com os sentimentos mais densos e explosivos. No segundo, tem a alegria e a leveza”, explica Elias, que também assina a dramaturgia.

“Remontar não é só repetir os movimentos. O mais difícil é lembrar o contexto da criação. O pensamento que deu origem ao movimento”, pontua Deborah Colker, contabilizando que a viagem mais longa, no tempo e na memória, é de 32 anos, no princípio da Companhia quando    coreografou “Paixão” para o espetáculo “Vulcão”.

Para Deborah, “Remix” também direciona o olhar para além do próprio repertório. “Desde 2024, venho enfrentando duras batalhas na vida pessoal que me forçaram a olhar ainda mais para dentro de casa. Minha família e a Companhia são a minha vida”, destaca a coreógrafa, que avisa que o novo trabalho é um convite para o reencontro com diferentes fases de criação. “Como toda obra de arte, um livro que você relê, uma música que você ouve outra vez, um filme que você revê, o público vai sentir novas emoções com ‘Remix'”.

A equipe criativa se completa com a direção de arte de Gringo Cardia, que assina todos os cenários originais. Os figurinos ficam sob a responsabilidade de Claudia Kopke, que atualiza os originais de Yamê Reis e Samuel Cirnansck. Berna Ceppas conduz a fusão da trilha sonora. A adaptação dos projetos de iluminação a partir dos originais de Jorginho de Carvalho foi feita por Eduardo Rangel.

“Remix” é o terceiro projeto especial que remasteriza o próprio repertório da Companhia. Mas, diferencia-se de “Mix” (1995) e “Vero” (2016) justamente pela dramaturgia que, desta vez, ao invés de dois, cria um fio condutor para quatro espetáculos emblemáticos, que igualmente mostram ao público a inventividade e a ousadia, características marcantes dos espetáculos da Companhia de Dança Deborah Colker.

SOBRE AS CENAS E OS ESPETÁCULOS por ordem de aparição em “Remix”

“Paixão”, do espetáculo “Vulcão” (1994), foi extraída do primeiríssimo trabalho da Companhia de Dança Deborah Colker. A coreografia não é sobre o amor. É sobre situações que revelam o ímpeto, o fascínio e o descontrole, oscilando entre o sublime e o patético.

A temperatura se mantém elevada com a cena “Delírios”, de “Belle” (2014), espetáculo livremente inspirado no romance “Belle de Jour” (1928), de Joseph Kessel, e no filme “A Bela da Tarde” (1967), de Luís Buñuel. Em seus sonhos, a recatada personagem Séverine trava um duelo entre a razão e o instinto, encontrando seu alter ego, a libidinosa Belle.

A atmosfera onde pairam o sublime e a tensão tem sequência nas cenas originadas no espetáculo “4×4” (2002). “As Meninas” dançam ao som de uma sonata de Mozart, tocada ao vivo em piano no 

palco, anunciando o começo de uma das coreografias mais icônicas da Companhia. Em “Vasos”, bailarinos dançam alternando velocidade e delicadeza, fechando o primeiro ato de ”Remix”.

Após o intervalo, o segundo ato de “Remix” é composto por duas cenas do espetáculo “Rota” (1997). “Gravidade” instaura um outro estado de espírito e uma outra condição física, onde o desequilíbrio se torna uma busca pelo equilíbrio.

O encerramento de “Remix” fica por conta da “Roda”, uma coreografia sobre a ocupação e exploração do espaço. A roda gigante também é uma referência lúdica ao brinquedo do parque de diversões e ao fluxo do nosso planeta, que gira constantemente para garantir a continuidade da vida.

Sobre a Petrobras:

Petrobras é uma das principais empresas do país. Atua de forma integrada e especializada na indústria de óleo, gás natural e energia, tendo como compromisso o desenvolvimento sustentável para uma transição energética justa e inclusiva. A Cultura é também uma energia na qual a companhia investe, patrocinando há mais de 40 anos projetos que contribuem para cultura brasileira e se fazem presentes em todos os Estados brasileiros.

Onde tem patrocínio Petrobras tem Governo do Brasil.

 

“Remix” – Companhia de Dança Deborah Colker 

Dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto de 2026

Sexta: às 20h30 | Sábado: às 16h30 e às 20h30 | Domigo: às 18h

Grande Teatro do Sesc Palladium

(Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro – BH/MG)

Duração: 100 minutos (com intervalo)

Classificação: 10 anos

Ingressos: 

Plateia I: R$ 180,00 (inteira) e R$ 90,00 (meia entrada e cliente Sesc)

Plateia II: R$ 140,00 (inteira) e R$ 70,00 (meia entrada e cliente Sesc)

Plateia II: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia entrada e cliente Sesc) 

Vendas: no site www.sympla.com e na bilheteria do teatro