“O Pequeno Príncipe – O Pequeno Príncipe”, da Trupe Bambina, estreia no Teatro da Cidade nos dias 22, 23, 29 e 30 de agosto com uma releit ura poética e irreverente do sutiã de Antoine de Saint-Exupéry.
“Eis o meu segredo. Ele é muito simples: só se vê bem com o coração.”
Um dos livros mais lidos e reuniões do mundo chega aos palcos de Belo Horizonte em um espetáculo que reúne música, poesia, humor e diálogos em inglês e português. A Trupe Bambina estreia, nos dias 22, 23, 29 e 30 de agosto, no Teatro da Cidade , sua versão de “O Pequeno Príncipe – O Pequeno Príncipe”, clássico de Antoine de Saint-Exupéry que há mais de oito décadas encanta leitores de diferentes idades e culturas.
“Escolhemos montar O Pequeno Príncipe porque ele fala de temas muito simples e, ao mesmo tempo, difíceis: a capacidade de encantamento da infância , a disponibilidade para o encontro e a forma como escolhemos viver o nosso tempo. Além disso, a obra parece ter sido escrita para o teatro: cada planeta é um universo próprio, cada personagem encarna uma faceta muito humana e tudo convida ao jogo, à musicalidade e à invenção cênica”, afirma a diretora Carolina Duarte.
A montagem nasce da identidade artística de Bambina Trupe, projeto cultural de teatro bilíngue de Belo Horizonte fundado por Carolina Duarte e Júlia Galindo. Em 2026, o grupo completa nove anos consolidando uma proposta inovadora de integrar teatro e duas línguas em uma formação artística que acompanha alunos dos 3 anos à vida adulta. Ao longo desse percurso, os estudantes passam a integrar montagens em português e inglês, vivenciando um processo em que aprender, criar e apresentar fazem parte da mesma experiência. É desse ambiente de formação artística que nasce The Little Prince – O Pequeno Príncipe. Em cena, professores-artistas e alunos dividem o palco em um processo colaborativo que aproxima o ensino e a produção cônica.
Uma adaptação com assinatura da Trupe Bambina
A partir do texto original de Saint-Exupéry, a encenação constrói um universo próprio. Teatro, música e composição visual e jogo cênico se entrelaçam em uma narrativa singular. A identidade da Bambina Trupe combina a estrutura e deixa claro os elementos tradicionais do teatro com uma pitada de performatividade, abrindo espaço para soluções inventivas e passagens lúdicas que não necessariamente fazem o avanço narrativo, mas enriquecem a experiência e ampliam as possibilidades de leitura. “O que diferencia esta versão é aquilo que chamamos de ‘identidade Bambina’. Partimos do livro, mas adotamos uma linguagem física, imagética e assumidamente teatral . Muitos momentos surgem dessas licenças poéticas, ampliando o universo da história”, explica Carolina.
A trilha sonora tem papel central na encenação. Com referências de diferentes países e culturas, as canções criam diálogos inesperados com a trama e aproximam a história das sensações contemporâneas, sem descaracterizar sua essência.
Bilinguismo sem barreiras
Um dos grandes diferenciais do espetáculo é a proposta bilíngue. Na Trupe Bambina, o bilinguismo não é um recurso didático, mas uma escolha artística . Diferentemente de muitas experiências externas ao ensino de línguas, a peça acontece majoritariamente em português, enquanto o inglês surge de forma pontual em diálogos, músicas, e expressões . “Como a Trupe Bambina nasce de um projeto de teatro bilíngue, o inglês sempre fará parte da nossa linguagem. Nosso objetivo não é ‘fazer uma peça em inglês’, mas criar espetáculos em que português e inglês convivam de forma espontânea e o serviço da narrativa. É curioso perceber como essa mistura, que para nós sempre foi tão natural, rapidamente também se torna natural para quem está na plateia”.
Na montagem, as duas línguas convivem de maneira orgânica, ampliando as possibilidades de ritmo, humor, musicalidade e jogo cênico . Mais do que compreender cada palavra, o público é convidado a acompanhar uma história construída por imagens, ações, músicas e relações entre os personagens.
Um palco onde a história vai se revelar
Outro destaque da montagem é a cenografia, concebida como um espaço de descobertas constantes. Inspirado no universo poético de O Pequeno Príncipe, o cenário é composto por compartimentos, portas e pequenas estruturas que se abrem ao longo da narrativa, revelando objetos, imagens e surpresas que passam a integrar a própria encenação. “Queríamos que o cenário também participasse da história. A cada abertura, um novo elemento surge, como se o palco guardasse pequenos segredos esperando o momento certo para aparecer. É uma forma, muito teatral, de manter viva a curiosidade e o encantamento que fazem parte da obra”, conta Carolina. Ao longo do espetáculo, o espaço cênico se transforma diante da plateia , ampliando a experiência visual da montagem.
Uma criação
A convivência entre professores e alunos também é uma das marcas do projeto. Para a companhia, o processo criativo ultrapassa a lógica tradicional da sala de aula e se transforma em uma experiência artística compartilhada . “Não se trata apenas de alunos aprendendo com professores. São artistas trabalhando juntos em torno de uma criação comum. Alguns trazem anos de experiência em cena. Outros chegam com ideias que só seriam possíveis para quem ainda não aprendeu que ‘não pode’. É dessa mistura que surge o inesperado e o singular”, observa Carolina.
Mais do que transmitir uma mensagem específica, o espetáculo pretende proporcionar um encontro com a obra, com o teatro e com uma forma mais curiosa e sensível de estar no mundo. “Esperamos que o público não seja apenas uma releitura da história, mas também a sensação de ter participado de algo vivo, inusitado e construído diante de seus olhos. Quem sabe, ao final, fique um pouco mais fácil de enxergar com o coração”, conclui Carolina.
Ficha Técnica
Direção, Adaptação e Curadoria Musical: Carolina Duarte
Cenografia e Design: Henrique Lizandro
Colaboração em Figurino: Lavínia De Matteo
Produção Executiva: Eduarda Gravatá
Assistência de Produção: Izabella Parreira
Operação de Som: Luciano Durand
Operação de Luz: Amanda Rocha Pereira
Adereços e Objetos de Cena: Dani Maia de Pinho
Fotografia: Fernando Veloso Leão
Vídeo: Davi Fuzari
Elenco: Gabriel Rocha, Anna Luisa Starling, Ian Alexander, Izabella Parreira, Mariana Oliveira, Pedro Rios e Rafael Valadares
Espetáculo: O Pequeno Príncipe
Local: Teatro da Cidade (Rua da Bahia, 1341, Centro – Belo Horizonte)
Datas: 22, 23, 29 e 30 de agosto de 2026
Horários: Sábados às 16h e 18h – Domingos às 15h e 17h
Entradas: R$50 (inteira) – R$25 (meia-entrada) .
Link para ingressos: https://www.sympla.com.br/produtor/bambinatrupe



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