Série Terças Audiovisuais 02/03

Terça da Dança celebra diálogo entre dança e vídeo em programação on-line do Circuito Municipal de Cultura

Nos dias 16/2, 23/2 e 2/3, três primeiras edições da série “Terças Audiovisuais” misturam linguagens e abordam a tela como palco para a dança

O Terça da Dança volta à programação on-line e gratuita do Circuito Municipal de Cultura a partir desta terça-feira, dia 16, com uma nova proposta. As três primeiras edições do projeto em 2021 compõem uma série especial, intitulada “Terças Audiovisuais”. A ideia é levantar uma das principais questões do fazer artístico em tempos de pandemia: o “palco audiovisual”. Desse modo, as atrações buscam compreender a tela como palco e as possibilidades de diálogo entre dança e vídeo na produção artística contemporânea. O Circuito Municipal de Cultura é realizado pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e Fundação Municipal de Cultura (FMC), em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC).

Abrindo a programação do Terça na Dança em 2021 e a série “Terças audiovisuais”, no dia 16, às 19h, será exibido um vídeo com entrevistas de integrantes do Ballet Jovem de Minas Gerais, que aborda a inclusão social por meio da arte. Criado em 2007, na Fundação Clóvis Salgado, o grupo hoje é constituído como uma associação que conta com jovens bailarinos em processo de profissionalização. Conhecido por desenvolver seus trabalhos com rigor na qualidade técnica e artística, o Ballet Jovem já formou muitos bailarinos que passaram a integrar grandes companhias no Brasil e no exterior, cumprindo a função de promover a inclusão social através da dança. Todos os vídeos do projeto serão exibidos no YouTube da Fundação Municipal de Cultura, além do Facebook e do site do Circuito.

Realizado pelo Centro de Referência da Dança de Belo Horizonte (CRDança) – iniciativa da Fundação Municipal de Cultura voltada ao apoio, acolhimento e convívio da comunidade da dança na cidade –, o Terça da Dança continua no dia 23, com a apresentação do espetáculo em vídeo “Silêncio Prenhe”, da paulista CIA.NÓSLÁEMCASA. Em razão da pandemia, o espetáculo foi adaptado para ser apresentado na sala da residência da bailarina Patrícia Werneck e do músico Celso Nascimento.

O vídeo começa com um bate-papo entre os dois artistas, que abordam o processo de criação e a transformação para o formato virtual. Na sequência, o público poderá conferir o vídeo artístico com 30 minutos de duração. “Silêncio Prenhe” propõe um questionamento sobre a necessidade do silêncio para a decantação da informação e potência criativa, em contraponto ao excesso de demandas e estímulos do cotidiano na contemporaneidade.

Já no dia 2 de março, às 19h, serão exibidas duas coreografias da Crew UBDI, coletivo de danças urbanas formado por mulheres de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Em seu trabalho, as artistas constroem experimentações e trazem referências na dança que vão desde o ballet até o Breaking, buscando abordar em suas criações coreográficas questões como o empoderamento feminino, a raça e a igualdade. A sigla significa União de Bailarinas de Ibirité, mas hoje a crew já rompeu as barreiras da cidade, tendo integrantes de várias áreas de BH e de outros municípios vizinhos. No “Terças Audiovisuais”, serão exibidas duas coreografias pensadas para vídeo: “O Início”, que traz a ideia de recomeço e união; e “Brown Skin Girl”, que tem a mulher negra como foco.

Sobre o Circuito Municipal de Cultura

Projeto estratégico da Prefeitura de Belo Horizonte, foi lançado em dezembro de 2019, com grande show de Jorge Ben Jor na Praça da Estação. Em maio de 2020, foi lançado o Circuito em Casa, como parte do Circuito Municipal de Cultura, criado para ampliar as opções culturais para a população que está em casa durante a pandemia da Covid-19. Suas ações integram a Política de Promoção das Artes do município.

Até o momento, já foram mais de 150 apresentações realizadas, alcançando um público de aproximadamente 400 mil pessoas. Desde o início do projeto, o Circuito Municipal de Cultura já contou com a participação de quase 800 trabalhadores da cultura, entre artistas, mestres da cultura popular, produtores e técnicos, reforçando seu importante papel de fomento ao setor em Belo Horizonte. Toda a programação do Circuito Municipal de Cultura é gratuita, contemplando as diversas linguagens artísticas e faixas etárias.

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