O que fazer com o resto das árvores no CCBB BH 15/06 a 25/06

ESPETÁCULO “O QUE FAZER COM O RESTO DAS ÁRVORES?” DEBATE AS HERANÇAS E AS RELAÇÕES ENTRE PAIS E FILHOS

Encenado por Elder Torres e Nando Motta, montagem realizada a partir de campanha de crowdfunding marca a estreia do Coletivo Binário; peça fica em cartaz a partir de 15 de junho no CCBB BH

O que você faria se recebesse um milhão de enciclopédias de herança? Esse é o ponto de partida do espetáculo “O que fazer com o resto das árvores?”, primeira montagem do Coletivo Binário. Realizada sem patrocínio institucional e com recursos de crowdfunding com a participação de 55 pessoas, o espetáculo conta com apresentações de sexta a segunda, sempre às 19h, de 15 a 25 de junho no Teatro II do CCBB BH (Praça da Liberdade, 450, Funcionários).

Com texto de Elder Torres, direção de Larissa Matheus e atuação de Nando Motta e Elder Torres, “O que fazer com o resto das árvores?” conta a história de Carlos e Frederico, filhos de um homem que passou mais de 40 anos escrevendo uma enciclopédia. Sem que os dois filhos saibam, o pai se desfaz de todos os bens pessoais, inclusive a casa onde os irmãos cresceram, investe o dinheiro acumulado durante a vida na impressão da primeira edição da sua obra e morre, deixando como herança um milhão de enciclopédias.

“Em plena era digital, os irmãos se veem diante de um enorme desafio: em um curto espaço de tempo, precisam encontrar um destino para essa montanha de conhecimento impresso, já que eles têm de entregar a casa, vendida pelo pai”, conta o ator Nando Motta que ressalta que a composição do espetáculo traz a essência das culturas de vida e formação acadêmica e artística dos atores: Nando é nascido em Belo Horizonte (MG) e Elder em Boa Vista (RR) mas com sua formação acadêmica fundamentada também na capital mineira. Ambos hoje são radicados em São Paulo e tem em sua trajetória artística atuação em teatro, TV e cinema.

No espetáculo, os livros representam todos os tipos de herança com as quais o ser humano tem de lidar e as mudanças provocadas por elas nas relações familiares. “É, também, um espetáculo sobre pais e filhos, sobre escolhas, verdades, mentiras e sobre livros. Mais do que propor uma reflexão sobre esses novos tempos, a era da tecnologia, queremos dialogar com o público sobre o que fazemos com as diversas heranças que recebemos ao longo da vida, que vão além de itens materiais. É uma reflexão sobre o que fazemos com as memórias, com os hábitos, com os livros que herdamos ou abandonamos na estrada do tempo”, diz Elder Torres, autor do espetáculo, que classifica a peça como uma comédia dramática.

Nando Motta reforça que a montagem discute a velocidade das mudanças na era da informação. “O exemplo das enciclopédias em seu formato mais tradicional – o impresso – e sua suposta inadequação aos dias atuais, é o ponto de partida para uma reflexão sobre a velocidade das mudanças de paradigmas na contemporaneidade. A obra também coloca questões pertinentes às futuras gerações: se a cada nova descoberta, é gerado todo um aparato intelectual e tecnológico ligado a ela, o que fazer com os restos destes quando o mesmo se torna obsoleto?”, provoca o ator.

Para propor essa reflexão, o Coletivo Binário utiliza de recursos de cinema documental, vídeo mapping, live cinema e teatro digital nesse encontro criativo. “Convidamos artistas de diversas linguagens e de vários cantos do país para contarmos essa história. O objetivo é compor uma encenação com múltiplas camadas sensoriais e visuais, recheada de sutiliza e agressividade. É um grande movimento antropofágico para contar, de forma sensível e bem-humorada, uma história sobre o passado herdado por todos nós e o futuro que construímos a partir dele”, ressalta Motta.

Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) e podem ser adquiridos na bilheteria do Centro Cultural Banco do Brasil e no site http://www.eventim.com.br/. A classificação do espetáculo é 12 anos. O Coletivo Binário realizou um crowdfunding para possibilitar a realização da peça. A campanha contou com a participação de 55 pessoas.

 

Data: de 15 a 25 de junho, apresentações de sexta a segunda

Horário: 19h

Duração: 70 minutos

Classificação: 12 anos

Local: CCBB BH (Praça da Liberdade, 450, Funcionários)

Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia)

Ficha técnica:

Texto: Elder Torres; Direção: Larissa Matheus; Elenco: Nando Motta e Elder Torres; Cenografia: César Bento; Figurinos: Guilherme Iervolino; Iluminação: Marina Artuzzi; Trilha Sonora:Barulhista; Designer Gráfico: Estúdio Renata Moura; Fotógrafo e cineasta: Rodrigo Tavares; Coordenação de Projeto e produção: Nando Motta e Elder Torres; Imagem material gráfico: Alice Ricci; Fotos: João Vieira Torres; Operador de Luz: Marina Arthuzzi; Operador de Som e Projeção:Barulhista; Montagem de Luz: Pedro Paulino – Cia Tecno; Cenotécnica:Thays do Valles; Assessoria de Imprensa: Pessoa. Agência de Relações Públicas; Realização: Coletivo Binário