Narrativas em Processo – Livro de Artista na Coleção Itaú Cultural 10/07 a 29/09

O Instituto Itaú Cultural, em parceria com a Fundação Clóvis Salgado, traz à capital mineira a exposição Narrativas em Processo – Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural. A mostra, que vai ocupar a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard a partir de 10 de julho, apresenta um conjunto de 46 obras, que abarcam 84 anos de confecção deste tipo de livro por artistas brasileiros, na transição entre o moderno e o contemporâneo, e revelam como a participação e a invenção artística traçam fronteiras com a literatura e o design. A curadoria é de Felipe Scovino, com projeto expográfico de Marcus Vinícius Santos e idealização do núcleo de Artes Visuais do Itaú Cultural.

Narrativas em Processo já foi realizada em São Paulo, no Itaú Cultural; em Ribeirão Preto, no Instituto Figueiredo Ferraz; e em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer. Em cada cidade, a escolha e o recorte das obras e seções sofreu mudanças. No Palácio das Artes chega renovada, com foco nos artistas brasileiros que constam neste acervo e na transição entre o moderno e o contemporâneo, especialmente quando o formato do livro ultrapassa as fronteiras do seu formato físico e conceitual, expandindo o lugar da palavra para além da página.

Para Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, o reencontro da FCS com o Instituto Itaú Cultural também ocorre em momento oportuno. A exposição celebra – e relembra – os 150 anos desse tipo de produção na trajetória da arte brasileira. Em um recorte que apresenta diversos itens, o visitante estará em contato com as diferentes etapas do processo de criação. “A parceria com o Instituto Itaú Cultural fortalece a missão da Fundação Clóvis Salgado, possibilitando o acesso à diversidade cultural, além de contribuir para a formação de novos públicos, uma diretriz permanente da Instituição”, pontua.

De acordo com Felipe Scovino, o recorte que chega ao Palácio das Artes apresenta diferentes possibilidades interpretativas para o visitante. “Acompanhando a criação de novos procedimentos para a concepção de livros de artista, a exposição constitui diversas relações para o leitor”, avalia Scovino. Uma delas é a pluralidade de ações não só com a literatura e as artes visuais, como também com o design, a política e em alguns momentos com a música. “Também se verifica uma leitura que não se esgota, que se desdobra redefinindo o papel do livro, do leitor e o do artista”, observa o curador.

Doze obras que estão nesta exposição são inéditas. Gravuras do Album Anamorfas (1980), de Regina Silveira; O Meu e o Seu – Impressões do nosso tempo (1967) e gravuras deste álbum, um duplo conjunto de Antonio Henrique Amaral. Novidades são, ainda, Caixa de Retratos (2010), de Marcelo Silveira; De Arte (2001) e A Simétrica (1995), de Waltercio Caldas. Encontra-se, também, de João Camara e Gastão de Holanda, Lito 70 (1969). Um grupo de artistas assina Gravuras Gaúchas (1952) – Ailema Bianchetti, Carlos Alberto Petrucci, Carlos Mancuso, Carlos Scliar, Danubio Villamil Gonçalves, Edgar Koetz Fortunato, Gastão Hofstetter, Glauco Rodrigues, Glenio Bianchetti, Plinio Bernhardt e Vasco Prado.

Ainda entre as obras apresentadas pela primeira vez, encontram-se Dossiê Cruzeiro do Sul – Southern Cross Dossier (2017), de Lais Myrrha, Escravos de Jó (2016), de Aline Motta, Fiação (2004), de Edith Derdyk, Das Baleias (1973), de Calasans Neto e Vinicius de Moraes e Gravuras do álbum das Baleias (1973) desta dupla e Caminhos (1984), livro com objetos e texto Alberon Soares e Otacílio Colares.


Período expositivo: 10 de julho a 29 de setembro

Horário: terça a sábado, das 9h30 às 21h, domingos, das 17h às 21h

Local: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard – Palácio das Artes

Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro

Entrada gratuita

Informações para o público: (31) 3236-7400 | www.fcs.mg.gov.br


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