MINIMUNDOS – RONAL POLITO na Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães 20/11 a 09/01

Cidades de nanquim; cruzamentos articulados em seda de cigarro; pequenas cadeiras, escadas e cubos de grafite; torres de palitos e ínfimos esqueletos desconexos geram princípios de exceção às escalas excessivas dominantes da arte contemporânea.

Se a escala se refere ao tamanho de um objeto em relação a outro, provocando os princípios de organização dos elementos no espaço, a minimalidade dos minimundos de Ronald Polito não pode ser reduzida ao tamanho das obras, mas apenas percebida a partir do sistema estabelecido por meio do encontro entre o observador e o objeto.

Nesse universo, a tessitura de uma estética relacional é elaborada no momento em que cada corpo se torna o corretivo a partir do qual a proporção pode ser definida, dimensionada e discutida.

Em uma inversão de escalas, cada objeto de minimundos procura traduzir relações complexas em torno da representação do espaço das cidades, das edificações e das coisas no mundo.

Ao contrair as escalas, o espaço se expande!

Por meio das dissonâncias e interconexões, minimundos se abre aos acontecimentos improváveis, os quais apenas podem ser pressentidos.

Yacy-Ara Froner