Memorial Vale divulga pré-selecionados na convocatória para ocupação do espaço

O Memorial Vale concluiu a pré-seleção das propostas de shows, peças de teatro, dança, performance, apresentações circenses, vídeo e literatura que irão compor a programação do museu ao longo do segundo semestre de 2020. Das 330 propostas inscritas foram pré-selecionadas 105. O resultado está no site http://www.memorialvale.com.br.

As propostas selecionadas pela Comissão de Seleção receberão remuneração entre R$2.000,00 (dois mil reais) e R$5.000,00 (cinco mil reais). Será necessária a apresentação de documentos fiscais (recibo, RPA ou nota fiscal, conforme o caso), deduzidos os tributos previstos na legislação em vigor. Os valores serão pagos a todos os artistas ou grupos selecionados em até 10 (dez) dias úteis após a apresentação

Caso seja possível a apresentação dos produtos culturais de forma presencial, respeitando os protocolos pós isolamento social, as despesas de viagem (transporte terrestre, hospedagem e alimentação) dos artistas e grupos não residentes em Belo Horizonte serão custeadas pela Associação Memorial Minas Gerais Vale, conforme o negociado com o artista ou grupo. Caberá ao Memorial Vale a escolha, dentre as propostas aprovadas, das que poderão se apresentar presencialmente.

Curadoria

A escolha dos trabalhos foi feita por uma comissão composta pelo fotógrafo e produtor cultural Eugênio Sávio, pela escritora, jornalista e artista Brisa Marques, pelo gestor e produtor cultural Elias Gibran, pela atriz, escritora e dramaturga Júlia Medeiros, pela gestora cultural Fernanda Vidigal, pela bailarina e produtora cultural Jackie Castro e pelo documentarista e produtor de cinema e vídeo Beto Magalhães.

“E cá estamos nós cumprindo esta sina. Garimpar propostas para a Seleção de projetos para ocupação da programação do Memorial Minas Gerais Vale de forma virtual e/ou presencial nos impôs uma responsabilidade extrema. Diante desta realidade de pandemia e isolamento social, selecionamos 10 projetos dos quase 50 proponentes, trabalhos autorais, documentais, experimentais e de animação. Acreditamos que conseguimos aqui apresentar um bom escopo da produção mineira recente”, comentou Beto Magalhães, responsável pela área de audiovisual.

Júlia Medeiros explicou que na curadoria de teatro ela buscou equalizar qualidade, trajetória, ineditismo, temática, linguagem e público alvo. “Também nos pautamos pela diversidade, buscando equilibrar gênero, raça e origem geográfica”, disse a dramaturga.

“A seleção baseou-se em critérios musicais, conteúdo artístico, trajetória e originalidade, bem como na busca por contemplar propostas protagonizadas por artistas com pouco espaço para circulação e visibilidade de seus trabalhos”, ressaltou Elias Gibran, sobre a escolha dos shows de música pré-selecionados.

Na escolha das propostas de exposição fotógráfica, Eugênio Sávio destacou que foram avaliados 48 trabalhos, de várias regiões do Estado. “Foram diversas as formas de criação apresentadas e buscamos contemplar na seleção esta diversidade, mostrando ricas possibilidades de criação com a linguagem fotográfica: documental, retratos, montagens, performances, intervenções digitais”, completou.

Em relação à arte circense, “a seleção foi pautada na escolha de propostas que no conjunto apresentavam uma diversidade de técnicas circenses (palhaçaria, mágica, acrobacias e trapézio) em formatos distintos (vídeos com entrevistas, programas de humor e exposição fotográfica). Dessa forma, conseguimos apresentar ao publico um recorte da produção circense de Minas Gerais. Cinco propostas foram pré-selecionadas: uma de Belo Horizonte, uma do Serro, uma de Itabirito, uma de Timóteo e uma de Brumadinho”, esclareceu Fernanda Vidigal.

Brisa Marques observou ser, para ela, um grande desafio integrar curadorias. “Tivemos propostas e artistas inspiradorxs nas categorias “performance” e “sarau”. Minha ideia foi contemplar a diversidade e a coletividade nos aspectos mais amplos, tendo a qualidade artística sempre como norte”, relatou.

“Respeitando a diversidade de estéticas, trajetórias, experimentações, opções, valorizando as identidades, me propus abrir os olhos para a imaginação e interpretações das danças oferecidas, cênica, virtual, verbal, poética… com todas suas possibilidades, de todas as maneiras possíveis e de todos os lugares. Difícil atender as inquietações acerca da curadoria que se forma, bem como seu importante papel, mas o prazer da viagem, de reconhecer e conhecer artistas da dança, resignifica este lugar de amplas oportunidades de partilhar revesamentos no estar. Obrigada a todos os artistas que possibilitaram esta viagem e ao Memorial Minas Gerais Vale por enxergar a Dança”, concluiu a bailarina Jackie Castro.

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