Exposição As coisas quando não são mais elas até 25/03

“As coisas quando não são mais elas”, exposição de Carolina Botura, até 25 de março no Memorial Minas Gerais Vale

Escultura, pintura, desenho, instalação, som e performance compõem a mostra. As obras propõem diálogos sobre instabilidade e permanência, resistência e fragilidade, desgaste e transformação.

A passagem do tempo, os vestígios da intensa circulação midiática de imagens, as ligações cósmicas e os sintomas da contemporaneidade permeiam as obras de Carolina Botura expostas no Memorial Minas Gerais Vale – no Circuito Liberdade. Aberta à visitação até 25 de março, a mostra “As coisas quando não são mais elas”, com curadoria assinada por Eduardo de Jesus, encerra o ciclo Jovens Artistas Mineiros 2017. Esta é a segunda exposição individual da artista, que no passado apresentou “Casa para um animal” na Galeria do BDMG Cultural, em BH.

Com um rigoroso e poético protocolo experimental que atravessa os limites das manifestações artísticas, as obras de Carolina promovem diálogos em suas formas de produção que expandem e redimensionam o uso de materiais como gesso e mármore. Os trabalhos de Botura ainda salientam a força do tempo, a eminência da catástrofe, as relações cósmicas e os inevitáveis desgastes e transformações. Essa dinâmica ganha força tanto nas esculturas/instalações que manejam fragilidade e resistência quanto nas potentes composições dos desenhos e pinturas. “As obras exigem do visitante um olhar que consiga perceber, nas frestas, nas ausências e nas lacunas o desdobramento de um potente registro do nosso tempo”, ressalta o curador Eduardo de Jesus. “E não seria a instabilidade condição da permanência?”, questiona Carolina acerca das transmutações que envolvem sua pesquisa.

“A arte também é feita para que o público navegue outros modos de consciência, ativação e existência sensível, aproveitando para ampliar suas percepções em outros níveis que não necessariamente passam pela racionalidade lógica”, enfatiza Botura.

 Sobre a artista

Carolina Botura é poeta, artista plástica e performer graduada em Pintura e Escultura pela Escola Guignard – UEMG. Suas pesquisas envolvem tempo, natureza, animalidade, dinheiro, fogo, choque, explosão, amor, violência, magia, movimento, feminismo, noise e morte. Trabalha cruzando linguagens e tendo a ação como disparadora de sua criação em diversas mídias. É co-idealizadora da Ex Tre Ma, projeto de confluência artística e festival de música independente, marginal e de resistência articulado por artistas de diversas linguagens de MG e outros Estados; e da Vespa*, via de experimento em performance e ação composta por artistas de diferentes meios e linguagens que desenvolvem pesquisas relacionadas às artes do corpo na contemporaneidade. Participou de mostras coletivas, individuais e residências no Brasil e no exterior. Em 2017 apresentou as individuais “Casa para um animal”, na Galeria do BDMG Cultural; “∆”, no Espaço Lava, em BH; e participou do FIME – Festival Internacional de Música Experimental de São Paulo. Em 2018 participou das coletivas “Xenon 2018”, na Galeria Mama/Cadela, e “Cisco Lasca Triz”, na Galeria Dotarte. Integra os projetos de investigação sonoplástica O∆H e Basilabusi.

 

Data: até 25 de março, domingo

Horário: conforme funcionamento do museu

Local: Memorial Minas Gerais Vale

*Entrada gratuita

Memorial Minas Gerais Vale

Endereço: Praça da Liberdade, 640, esq. Gonçalves Dias

Horário de funcionamento:

Terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 17h30, com permanência até 18h. Quintas, das 10h às 21h30, com permanência até 22h. Domingos, das 10h às 15h30, com permanência até 16h.