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Quarta, 18 de Janeiro
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Cheiro de Chuva

A história do espetáculo gira em torno de um homem que é levado por sua mulher a ter aulas com uma professora de dança de salão, na preparação da festa de bodas do seu casamento. Durante o ano que ele passa com a professora criando a coreografia, eles se apaixonam sem demonstrar para o outro, trocando poucas palavras e escondendo seus sentimentos. Com um texto carregado de melancolia, sutileza e ambigüidades, "Cheiro de Chuva" retrata o último dia de aula, revelando a história do amor de ambos apenas para o público. São confissões que misturam poesia, humor e generosas doses de nonsense, intercaladas com conversas vazias sobre o tempo.

A Montagem

"Cheiro de Chuva" é um espetáculo de teatro, e não de dança. Em cena estão atores, que não são bailarinos, mas com um intenso trabalho de pesquisa corporal.
O espetáculo procurou fugir dos clichês que, normalmente, permeiam o universo das histórias de amor ambientadas no cenário da dança de salão. Para isso, a montagem buscou elementos que "traíssem" esse universo.
Dessa forma, saem os clichês da mulher de salto alto, do conceito da sensualidade e do romantismo, e entram movimentos fragmentados, duros, criando um possível estranhamento.
Esses movimentos imperfeitos buscam traduzir o que é, na vida real, uma relação entre duas pessoas, com suas arestas, dificuldades, desencontros e nãoditos, em retrato muito distante do ideal de romantismo e de caliente sensualidade presente nesse cenário.
Em cena, o confronto com o outro, a falta de comunicação entre as pessoas, a distância entre o pensamento e o ato, o desejo e sua negação.

A direção apostou na poesia e na plasticidade evocadas pelo texto e construiu a estética do espetáculo em uma conjunção com o cenário, a iluminação e a movimentação dos atores.
A relação entre a professora e o aluno é construída no plano real e no plano onírico, o que possibilitou à direção a dissolução de espaços nitidamente demarcados, a fragmentação da história, de gestos e de movimentos.

A recusa aos clichês norteou todos os elementos em cena. A trilha sonora, assinada por Kiko Ferreira, insere-se organicamente ao que acontece em cena e aos sentimentos revelados ou não pelos personagens.
A música tem uma presença marcante durante todo o espetáculo, e há na trilha tanto uma nova geração de músicos argentinos que recriam a obra do músico Astor Piazzolla em base eletrônica, como o trabalho do músico japonês Ryuchi Sakamoto, com sua visão musical ampla, experimental e sofisticada.

A movimentação dos atores, peça fundamental da encenação, também foi criada nesse sentido. A preparadora corporal, coreógrafa e bailarina Rosa Antuña buscou recurso no corpo dos atores a partir das emoções dos personagens, que são intensas, mas contidas. É como se eles se revelassem por dentro, como se o corpo fosse visto pelo avesso. A linguagem contemporânea desenvolvida para o espetáculo trabalhou as articulações, contrações e posições corporais de conflito.


Data: 03/09/2009 à 06/09/2009
Horário: Quinta à sábado às 21h e domingo às 20h.
Local: Galpão Cine Horto
Info venda: (31) 3418 5580 e www.galpaocinehorto.com.br
Preço: R$20,00 (inteira). R$10,00 (meia).

 
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