Acervo – Retratos na PQNA Galeria Pedro Moraleida 18/2 a 18/04

Exposição ACERVO – RETRATOS será aberta na PQNA Galeria Pedro Moraleida

Exposição dá continuidade à série de mostras do Acervo FCS e conta com a obra “Retrato de Maria” da Artista Ártemis, que será doada à FCS

A Fundação Clóvis Salgado inicia o ano com uma exposição inédita que celebra e ressalta a importância do acervo artístico da instituição. A mostra Acervo – Retratos, que ocupa a PQNA Galeria Pedro Moraleida do dia 18 de fevereiro até o dia 18 de abril de 2021, conta com retratos em diferentes suportes e figurações, que fizeram parte de exposições no complexo cultural do Palácio das Artes e na CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, e hoje compõem o acervo da FCS. A mostra, que reúne nove obras datadas de 1940 até o presente, contém pinturas de Sérgio Nunes e Genesco Murta, um desenho de Humberto Guimarães, fotografias de Cyro de Almeida e Daniel Moreira, e painéis de Éder Oliveira e Ártemis.

Segundo Eliane Parreiras, Presidente da Fundação Clóvis Salgado, iniciativas como essa possibilitam o acesso do público a um rico conjunto de obras, por vezes desconhecido. “Estimulamos e validamos a ocupação dos espaços das Galerias do Palácio das Artes pelas obras de artistas que já expuseram conosco, e agradecemos a colaboração e apoio de todos que fomentam a construção de nossa história”, destaca.

Nova doação: Retrato de Maria – Acervo – Retratos marca a doação do quadro Retrato de Maria (2021) para o acervo da Fundação Clóvis Salgado. Realizada pela artista plástica e arte-educadora Ártemis, a obra foi desenvolvida pela primeira vez na exposição Efêmera (2019), que reuniu grafites de quatro artistas no Programa ARTEMINAS – Narrativas Femininas. O Retrato de Maria, que ocupou a Galeria Aberta Amilcar de Castro em 2019, será refeito em um quadro que ocupará a PQNA Galeria Pedro Moraleira, e posteriormente será doada à instituição.

O painel Maria da Penha explora o conceito do retrato e a oportunidade de pintar, homenagear e dar visibilidade a quem, por vezes, não é visto. Para Ártemis, a pintura mural surgiu em 2019, realizando uma tessitura com o trabalho enquanto artista plástica e arte-educadora no Consultório de Rua do SUS, onde explora a arte com a população em situação de rua das regiões Norte/Nordeste de Belo Horizonte. Em um dos atendimentos, em visita à uma exposição no Palácio das Artes, a participante Maria da Penha revelou à Àrtemis que apesar de ter dormido em frente ao prédio por um tempo, nunca tinha entrado na instituição. Para a artista plástica, recriar o retrato de Maria é uma homenagem não só a ela, mas a todas as mulheres em situação de rua.

Faces possíveis, representações múltiplas – Acervo – Retratos conta com as pinturas Retrato de Dona Amélia Prates (1940), de Genesco Murta, e Figura Com Meio Rosto de Rainha (1979) e Figura e Escala (1979), de Sérgio Nunes, e uma ilustração em nanquim sob papel de Humberto Guimarães. A exposição conta ainda com duas fotografias de Cyro de Almeida que fizeram parte da exposição Dandara (2014), formada por retratos que representam o movimento de luta pela moradia e por uma nova sociabilidade urbana. Outro destaque vai para a imagem que compôs a mostra Paisagem Ambulante 381 (2015), de Daniel Moreira, retrato de um andarilho que percorre as margens da BR 381.

O painel site specifc realizado pelo artista paraense Éder Oliveira na exposição Pintura – ou a Fotografia como Violência, premiada pelo Edital de Ocupação de Artes Visuais da FCS em 2017, também faz parte da mostra. O fascínio pelos retratos e a curiosidade por rostos desconhecidos inspiram a obra de Oliveira, quedenuncia a forma como a vasta população paraense, amplamente negra e mestiça, muitas vezes é relegada às páginas policiais dos jornais. Muito além de retratar um grande rosto sem nome, a pintura mural de Oliveira instiga o visitante a enxergar o homem fora do contexto – no trabalho do artista, todos os representados saem de uma situação de vulnerabilidade ou crime e assumem um protagonismo artístico.

A mostra Acervo – Retratos, da Fundação Clóvis Salgado, é realizada pelo GOVERNO DE MINAS GERAIS / SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO DE MINAS GERAIS e FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO e tem a APPA – ARTE E CULTURA como correalizadora. Conta ainda com o patrocínio Master da CEMIG e do INSTITUTO UNIMED-BH (viabilizado pelo incentivo de mais de 5,1 mil médicos cooperados e colaboradores).

EXPOSIÇÃO | ACERVO – RETRATOS

Local: PQNA Galeria Pedro Moraleida

Endereço: Palácio das Artes -Avenida Afonso Pena, 1537

Período expositivo: 18 de fevereiro até 18 de abril de 2021

Horário de funcionamento: Terça a sábado, de 12h às 20h, e aos domingos, de 16h às 20h

Classificação Indicativa: Livre

Entrada Gratuita