Um rio que conta a própria história 21/03 a 18/06

Por baixo do concreto que pisamos, Belo Horizonte esconde muita água. O mapa hidrográfico da capital mineira descobre uma imensidão de córregos, invisíveis no meio urbano. São cerca de 700 km de cursos d’água. A maioria está canalizada e, quando no leito natural, degradada por lixo e esgoto. Pensando em uma cidade onde os rios não estejam presos em caixas de concreto, a exposição À Margem: Água Cultura e Território dá liberdade à imaginação dos visitantes: como seria BH com córregos revitalizados e ao ar livre?

A mostra, inaugurada nesta semana, apresenta o Mapa Colaborativo, que revela por onde passam os córregos na capital. Nele, o público poderá deixar sua marca, mostrando onde gostaria de plantar, nadar, fazer um piquenique ou ver animais. O objetivo é levar os moradores a imaginar uma cidade margeada por tantos cursos d’água. Como seria tomar um banho na antiga cachoeira do Córrego do Acaba Mundo, no Parque Municipal, pescar no Ribeirão Arrudas ou passear ao longo do Córrego dos Pintos, onde hoje fica a Avenida Francisco Sá?

Resultado de uma parceria com o projeto de extensão da UFMG Manuelzão, a exposição À Margem conta a história da Bacia das Velhas, vital para o surgimento de Belo Horizonte. Até 18 de junho, os visitantes poderão entender o caminho do rio, desde sua nascente até seu curso por campos e cidades, e compreender como, no lugar de áreas verdes preservadas, vieram esgoto, resíduos industriais, agrotóxicos e assoreamento.

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